COMO REFORMAR A MINHA FAMÍLIA, PARA QUE ELA SE TORNE FAMÍLIA REFORMADORA NA TERRA?

 (Gn 12.1-4)

 

Uma família só será reformadora de territórios se ela for reformada a partir da reforma de seus membros. Realmente, a primeira e mais importante reforma que um agente reformador precisa empreender é a própria reforma. Se nós não mudarmos, nada mudará à nossa volta. O novo ano só será diferente e melhor para quem decidir ser diferente e melhor, caso contrário será apenas mais um ano. Chega de sermos mais do mesmo, se quisermos ter mais do novo de Deus.

Assim como você pode ser reformado para ficar melhor ou pior, você também pode reformar para melhorar ou para piorar. Entretanto, o Eterno nunca implementa reformas em nós para nos deixar piores, mas sempre melhores, com vistas a nos fazer reformadores de excelência. Ele entrará em nosso histórico pessoal e familiar para as reformas necessárias, a fim de que nossa família se torne realmente o plano divino para reformar os territórios à sua volta.

 

TODA REFORMA COMEÇA COM UMA DECISÃO!

Ser reformado e reformar são o resultado de uma decisão pessoal. Quem não decide pela reforma, pode até saber que precisa dela, mas nunca será reformado. Evidentemente, tomar decisões nem sempre é muito facil. Não é facil por pelo menos dois motivos: primeiro, porque cada tomada de decisão é precedida por algum tipo de enfrentamento pessoal, o que não é confortavel muitas vezes, e, segundo, dependendo da maneira como encaramos determinadas situações, podemos tomar decisões equivocadas, o que promove verdadeiros desastres. Confrontos e enfrentamentos pessoais precedem decisões e decisões precedem as mudanças e as conquistas, tanto pessoais como familiares.

Sim, a reforma começa no reformador. Se já é difícil enfrentar determinadas situações externas, imagine como ficam muitos na hora em que têm que enfrentar a si próprios? Entretanto, é sabido que, via de regra, grandes conquistas, principalmente no campo pessoal e familiar, são precedidas de decisões acertadas e firmes, tomadas após enfrentamentos pessoais sinceros. A minha mudança não chegará só porque a desejo ou porque sei que é necessária, mas por causa da minha decisão de mudar, seguida por minhas atitudes de mudança. A consciência e o desejo nada produzem de novo na vida de quem não decide agir para implementá-los.

Infelizmente, muitos cristãos têm a cultura da promessa e da vitória, vivem proclamando que há herança e conquistas em Cristo, mas pouco ou nada conquistam porque só têm vontade e discurso, não tomam a decisão de conquistar nem agem como tal. As reformas propostas por Deus jamais se cumprirão na vida de quem não decidir ser reformado. Propor a reforma é uma decisão graciosa de Deus, mas ser reformado é uma decisão pessoal nossa!

Com Abrão foi assim. Ele foi chamado por Deus para gerar uma nação abençoadora, para ser abençoado e abençoar, mas antes ele precisava ser reformado por Deus. Por isso não foi poupado do tempo do enfrentamento, da renúncia e da tomada de decisão. Deus o confrontou com seu histórico e requereu que ele fizesse renúncias no lugar em que recebeu a promessa. Se ele não deixasse para trás algumas coisas, vistas por Deus como impeditivos da sua conquista, não poderia ser reformado para o propósito de Deus para sua vida, nem tão pouco tornar-se um reformador de famílias e históricos.

Quando Deus disse para Abrão “sai”, na verdade estava dizendo que Abrão deveria tomar a decisão de fazer algumas renúncias: deixar o passado (lugar da frustração), deixar o presente (lugar do chamado e da acomodação) e deixar o seu futuro (lugar da impossibilidade), para rumar em direção ao futuro com Deus, o lugar da realização dos propósitos de Deus. Para caminharmos na direção da reforma, precisamos decidir receber o confronto divino, decidir sair da zona de conforto onde estamos e decidir renunciar ou deixar para trás tudo o que pode nos impedir de sermos reformados e reformadores. Ao sair segundo o comando de Deus, Abrão mostrou que decidiu obedecer ao Eterno para que os propósitos de Deus se cumprissem na sua vida.

 

NÃO HÁ REFORMA SEM AS RENÚNCIAS NECESSÁRIAS!

Como Abrão, para que a nossa reforma aconteça, precisamos decidir renunciar em algumas áreas, que podem servir de impedimentos enormes para sermos reformados dentro dos propósitos de Deus.

 

a) RENUNCIAR O LUGAR DA LIMITAÇÃO.

O Senhor foi claro para Abrão: sai da tua terra… e vai para o lugar que te mostrarei! Fala da mudança de ambientes, de contextos. É deixar o contexto limitante, que nos induz a resistir às reformas divinas.

Sabe-se que o lugar em que vivemos tem o poder de nos influenciar positiva ou negativamente, não tanto pela sua geografia, mas principalmente pelos nossos relacionamentos naquele lugar. Cada ambiente tem seus valores e códigos de conduta que mudam, é claro, mas que também nos moldam, melhorando-nos ou piorando-nos. Abrão precisava deixar para trás todo aquele contexto de relacionamentos limitantes (o ninho da acomodação), para que novos códigos e valores de vida e relacionamentos pudessem ser implementados por Deus em sua vida e família. Afinal, como deixar a mentira e a fofoca se a pessoa continua se relacionando com mentirosos e fofoqueiros?

Há momentos em que se não deixarmos para trás o lugar da limitação ou o ninho da acomodação, jamais seremos reformados por Deus. É verdade que influenciamos e somos influenciados pelo nosso ambiente, principalmente se foi o lugar onde fomos processados e/ou consolidados em muitas deformações. É preciso, entretanto, discernir se a mudança de lugar é requisito divino para a nossa reforma ou se é fuga, desistência e rebeldia nossa. Renunciar o lugar da limitação é muitas vezes o início das grandes reformas propostas por Deus para nossas vidas e famílias!

 

b) RENUNCIAR OS VALORES FAMILIARES DA LIMITAÇÃO.

O Senhor disse a Abrão: Sai da tua parentela e da casa de teu pai! Fala de romper com os valores e paradigmas familiares que nos impedem de progredir na rota da reforma proposta por Deus, porque nos moldaram no histórico que temos. Não se trata de abandonar os familiares ou rejeitá-los, mas sair do histórico, valores, códigos e tradições familiares que promoveram e sustentam as limitações impeditivas para a nossa reforma.

Como Abrão, todos nós fomos gestados e, de alguma forma, desenvolvidos debaixo de modelos familiares. É claro que recebemos muitas coisas boas e que se tornaram bases tremendas para nós; mas também recebemos muitas coisas que nos limitaram, nos travaram e que precisamos deixá-las para trás. Nesse aspecto, estão certos modelos familiares de relacionamento, religião, cultura e até de economia, que podem nos influenciar negativamente. O humanismo, a idolatria, os relacionamentos pervertidos e as dificuldades de lidar com finanças e bens podem ser nossos grandes adversários, na hora do enfrentamento e da tomada de decisões em direção à nossa reforma. Muitos não são reformados por Deus por causa da dificuldade de renunciar os valores familiares limitadores que receberam.

 

c) RENUNCIAR A NÓS MESMOS.

Eis a renúncia mais difícil e que, ao mesmo tempo, é a que sela os mais altos níveis de reforma. Os nossos maiores adversários e impedimentos da nossa reforma estão dentro de nós! Pela ausência desta renúncia explica-se a maioria das frustrações e derrotas do povo de Deus. Podemos até sair do espaço físico e dos vínculos familiares errados, mas sair de dentro de nós mesmos é o grande desafio para sermos reformados por Deus.

Em linhas gerais, renunciar a nós mesmos fala de renunciar os valores distorcidos e os decretos limitadores, para nos abrirmos e sermos supridos em duas importantes necessidades pessoais: a libertação e a cura interior. Se não decidirmos renunciar as limitações pessoais, jamais seremos reformados, nem nos habilitaremos para reformar territórios.

 

1) RENUNCIAR OS VALORES DISTORCIDOS:

Precisamos renunciar os valores distorcidos que nutrem nossa mente e determinam o tipo de mentalidade que temos. Quem não decide renunciar os valores e princípios errados e trilhar os princípios eternos de Deus, dificilmente se encontrará com a reforma proposta por Deus. Precisamos renunciar a todo princípio errado e distorcido que recebemos.

A mentalidade da reforma é a que absorve os princípios (valores) eternos e renuncia os valores distorcidos! Sem mudança de mentalidade (pessoal e familiar) nenhuma reforma prosperará. Receber a visão reformadora de Deus a nosso respeito é uma decisão pessoal e depende do tipo de mentalidade que temos.

 

2) RENUNCIAR OS DECRETOS LIMITADORES:

Precisamos renunciar os decretos limitadores do passado, para renunciarmos a nós mesmos e sermos reformados. Decretos selam futuros, afetam sonhos e definem identidades. Ninguém vive plenamente o novo de Deus com a identidade deformada do passado!

Muitos receberam decretos terríveis de limitação, impossibilidades e fracasso, que os levaram a um estilo de vida completamente contrário aos projetos de Deus em muitas áreas. Abrão, por exemplo, tinha dois decretos terríveis que o travavam quanto à sua descendência e aos projetos de Deus: a esterilidade da Sarai, sua mulher, e a idade avançada de ambos. A reforma deles só ocorreu quando suas identidades foram reformadas: de Abrão para Abraão e de Sarai para Sara. Renunciar os decretos limitadores do passado é desprender-se para mudar, é adquirir liberdade para entrar nas reformas necessárias e viver as novidades de Deus.

O Senhor entrará com provisão para sua vida e família. Consolidará você e a sua casa como benditos na Terra, abençoados e abençoadores. Você é bendito na Terra! Seu casamento é bandito na Terra! Sua família é benditas na Terra! Você e sua casa são plano de Deus para reformar a geografia onde você está! Decida que todo o propósito de Deus a seu respeito se cumprirá!

 

No amor do Senhor da família.

 

                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Dos três tipos de renúncia descritos na pastoral, quais você já realizou com a consciência de que fez o que era certo?

2- Houve alguma que não conseguiu fazer ainda e já foi requerida por Deus para ampliar suas conquistas? Qual?

3- O que você vai fazer, de agora em diante, quanto a ser reformado(a), reformar e ampliar suas conquistas?

 

DESTAQUE DA PASTORAL:

Ninguém vive plenamente o novo de Deus com a identidade deformada do passado!

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