NOSSAS PALAVRAS E ATITUDES EXPRESSAM A MEDIDA DA NOSSA FÉ!

(Mateus 15. 21-28)

 

“Partindo Jesus dali, retirou-se para os lados de Tiro e Sidom. E eis que uma mulher cananeia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. Ele, porém, não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, aproximando-se, rogaram-lhe: Despede-a, pois vem clamando atrás de nós. Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã”.

 

As necessidades sempre exercem algum tipo de poder para nos fazer caminhar, deslocando-nos em alguma direção na busca das soluções. Dependendo de quem somos e da natureza das nossas necessidades, a direção tomada na busca da solução poderá ser positiva ou negativa. Muitos, por causa de algumas debilidades na alma, entram em angústia e ansiedade e decidem ir numa direção que é oposta à solução, caminham na direção dos projetos errados, das pessoas erradas, dos ressentimentos, das murmurações, dos pecados etc. Outros, decidem não fazer coisa alguma, isto é: “movem-se” na direção da apatia, da omissão, da indiferença, da desistência. Mas há aqueles, como a cananeia, que, também movidos por grandes necessidades, movem-se na direção certa, na direção do Senhor.

A verdade é que, em geral, as necessidades que nos visitam possuem algum tipo de poder de nos fazer tomar decisões, sejam elas acertadas ou erradas. Como cristãos, sempre estamos diante de frequentes desafios, que se tornam necessidades a serem supridas e exigem de cada um de nós a tomada de decisões. O fato é que os desafios ou necessidades, em si, não importam tanto quanto as decisões que tomamos a partir deles, porque, em geral, as nossas decisões denunciam 3 coisas: a) quem somos, b) o que está dentro de cada um de nós (e que nos leva a tomar aquela decisão), c) o resultado que obteremos.

 

A MANEIRA COMO BUSCAMOS PODE REVELAR A MEDIDA DA NOSSA NECESSIDADE!

A situação daquela mulher cananeia era crítica e desesperadora. Você já imaginou o que é para quem é pai ou mãe ter uma filha horrivelmente endemoninhada? Pois bem, ela tinha uma filha horrivelmente endemoninhada em casa. Quem é pai ou mãe zelosos sabe aferir o que passava no coração daquela mulher. Certamente, como mãe, ela teria esgotado suas possibilidades de obter solução, pelo menos até aquele momento, quando se encontrou com Jesus.

Quando viu em Jesus a possibilidade de encontrar a solução, moveu-se na direção dEle, com súplicas tão intensas que chegava a incomodar os que estavam em torno de Jesus. Por causa da sua necessidade, ela tornou-se inconveniente, não só pela intensidade de seus clamores, mas também por ser mulher (o que a impedia de falar com homens em público) e por ser cananeia (sem herança entre os judeus). No entanto, nenhuma dessas limitações a imobilizaram.

Ela rompeu com todas as cadeias limitadoras (diplomáticas, espirituais, étnicas, emocionais etc) e foi buscar em Cristo a solução para o flagelo de sua filha, provavelmente clamando em alta voz. Talvez, para os da comitiva de Jesus, esse comportamento da cananéia fosse inadequado e inconveniente, o que os teria levado a pedir ao Mestre que a atendesse. Aos olhos de muitos, a maneira como ela se relacionou com Jesus revela certo grau de impertinência, pois mesmo sendo aparentemente descartada pelo Mestre, ela insistiu para que Ele a atendesse.

 

ATÉ QUE PONTO NOSSAS PALAVRAS E ATITUDES EXPRESSAM A MEDIDA DA NOSSA FÉ?

Vamos observar alguns detalhes do diálogo desenvolvido entre o Mestre e a mulher cananeia. Para muitos, as atitudes daquela mulher expressaram o seu desespero e as suas palavras mostraram a sua humildade e humilhação. Certamente isso é verdade, mas a leitura de Jesus não parou aí.

Ao ouvir as palavras daquela mulher, o Senhor ouviu mais do que o discurso de uma mulher com grandes necessidades. Jesus ouviu um tremendo grito de fé que fluia do coração daquela mulher! O que para muitos de nós serviria para medir a humildade ou impertinência da cananeia, para Jesus serviu para medir-lhe a fé. Pelas atitudes que viu e pelas palavras que ouviu daquela mulher, Jesus pode medir o que havia no seu coração: UMA GRANDE FÉ! Jesus nunca teve problemas com clamores e insistências por fé!

Muitos, no lugar daquela mulher, teriam desistido diante do teste aplicado por Jesus. Muito do que chamamos de “uma necessidade urgente” ou “o meu grande problema”, na verdade, não nos coloca na posição daquela mulher diante de Jesus. Sim, chamamos de urgente, mas as nossas súplicas, palavras e atitudes perseverantes não retratam a referida urgência. São necessidades a serem supridas que colocamos diante de Jesus, mas de forma displicente, revelando um nivel de fé tal que nos reprovaria como intercessores. São “urgências” que levamos por meses ou anos sob níveis mornos de oração, esporadicamente, de forma muito comportada, para não escandalizar ou constranger os outros. São as “urgências” que não nos tornam “inconvenientes” diante do Senhor, pelo contrário, mostram-nos como passivos e acomodados nas intercessões e súplicas.

Mas com aquela mulher de grande fé não foi assim! Pelas suas palavras e atitudes ela mostrou a Jesus que tinha uma grande necessidade e que cria que só dEle viria a solução. Pessoas como ela, com fé aprovada, não esmorecem, nem desistem, mas perseveram e, se for preciso, tornam-se, aos olhos de muitos, insistentes e inconvenientes até que a resposta venha, pois jamais se esconderão atrás das limitações religiosas, humanas ou circunstanciais.

Hoje o Senhor nos confronta com o tamanho da nossa fé. Dependendo da maneira como nos portamos e falamos, no caminho da busca da solução para as nossas necessidades, nós poderemos mostrar desde a nossa incredulidade até uma grande fé. Precisamos sempre exercitar a nossa postura profética. Quanto mais árdua for a batalha pela nossa conquista, maior nivel de fé nos será requerido e, como geração profética plantada para fazer diferença, precisamos agir e falar profeticamente, denunciando uma fé inabalável no Senhor de toda a glória.

Há uma multidão esperando que a nossa fé denuncie o quão grande é o Senhor dos Exércitos, através das nossas atitudes e das nossas palavras. Mudemos de atitudes e santifiquemos nossos lábios, porque tais necessidades não serão mais motivos de angústias e ansiedade, senão que nos levarão a ouvir da boca do Senhor que grande é a nossa fé! Portanto, a partir de agora, ajamos como intercessores aprovado pelo Senhor e nossas causas jamais ficarão sem resposta, em nome de Jesus. Amém!

 

No amor do Senhor da reforma.

 

                                   Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Você tem questões chamadas de sérias e urgentes diante do Senhor? Quais?

2- Há quanto tempo elas estão na sua lista de orações? Quantas vezes por dia você intercede ao Pai por elas? Com que intensidade você ora por elas?

3- Baseado nas respostas anteriores, você poderia realmente dizer que elas são muito importantes e urgentes para você e que você é alguém de grande fé?

4- O que você poderia fazer para mudar esse quadro?

Todos os direitos reservados a Igreja Missionária Manancial

  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • MANANCIAL
  • MANANCIAL

Desenvolvido por PLENA PRODUÇÕES