REFORMADOS NA FÉ PARA VENCER OS INIMIGOS INTERNOS!

 (Hebreus 11.1-12)

 

Nós estamos no ano da reforma, que é uma estratégia de Deus para promover cura e libertação em muitos territórios. Todo território que Deus nos prometeu é, em verdade, um decreto de bênçãos liberado por Ele a nosso respeito, mas que traz consigo uma exigência básica: requer uma conquista! Ora, se exige uma conquista, é claro que depende da vitória em alguma batalha. Mas como vencer as batalhas da fé se não for por fé?

Nesses tempos, haveremos de guerrear contra muitos inimigos externos, como o próprio Satanás. Porém, entendemos que as maiores pelejas sempre serão travadas contra os inimigos internos, aqueles que estão dentro de cada um de nós, na nossa própria alma. Um dos nossos grandes adversários no caminho do êxito espiritual e da conquista dos territórios da promessa e que está dentro de cada um de nós é a incredulidade. Muitos não se dão conta de que, por causa dela, estão posicionados contra toda e qualquer conquista de promessa. Não percebem, mas por causa dela e de outros inimigos internos associados a ela, não conseguem vencer as batalhas externas da fé, nem conseguem conquistar no nível que poderiam.

 

ALGUNS INIMIGOS QUE SÓ SERÃO VENCIDOS SE FORMOS REFORMADOS NA FÉ:

Há pelo menos cinco inimigos, que em geral estão associados na mesma pessoa e que se não forem vencidos, dificilmente progrediremos na rota das vitórias em Cristo. Como todos eles, de certa forma, estão ligados à incredulidade, que é o maior deles, só por meio de uma fé reformada efetivamente poderemos vencê-los.

 

a) ISOLAMENTO

Às vezes é necessário um tempo a sós com Deus e, até, conosco mesmo. São momentos para reflexões e avaliações pessoais. Nada de errado com isso; inclusive muitos deveriam ter mais desses momentos em suas vidas para se ajustarem corretamente aos propósitos de Deus. Agora, viver no isolamento é outra coisa totalmente diferente.        

Viver no isolamento normalmente reflete alto grau de imaturidade e pouca capacidade de resolução dos problemas. Quem opta por viver no isolamento, seja total ou parcial, tem sérios problemas na sua alma; reflete uma alma voltada para si própria, fechada para relacionamentos e para a cura e a libertação. A pessoa assim se sente impotente, incapaz, insegura, com baixa-estima, sem valor...

O isolamento produz pessoas limitadas em seus caminhos e conquistas. A maioria se esconde atrás de desculpas e evasivas para não se envolverem, nem se comprometerem. Geralmente a pessoa para se proteger ou se manter no isolamento, fecha as portas para relacionamentos, dizendo-se despreparadas, sem tempo, com outras prioridades, que não acreditam nos projetos e estratégias da equipe ou da igreja etc.

O isolamento em geral está associado à incredulidade e à desesperança. A pessoa não crê que Deus possa libertá-la; não crê nas promessas nem nos propósitos de Deus para sua vida; vê cada relacionamento como uma ameaça à sua integridade, principalmente emocional. Só por meio da fé irrestrita em Deus alguém assim vence o isolamento e se reinsere nos propósitos de Deus. Um antídoto para o isolamento é, pela fé, decidir perseverar nos projetos de Deus (com envolvimento e compromisso) e praticar o perdão (pedindo-o, liberando-o e recebendo-o). Um bom começo para se vencer a batalha contra o isolamento é, pela fé, expor-se à sua liderança, abrir-se para o tratamento e deixar de dizer que não tem tempo, que não está preparado, que está com outras prioridades, que não acredita nos projetos e estratégias de conquista etc.

 

 

b) PENSAMENTOS CONTRÁRIOS

Pensamentos contrários promovem argumentos infrutíferos. Via de regra, sempre que nossas emoções ou sentimentos são visitados negativamente, se não forem corretamente tratados, nos levarão aos pensamentos contraditórios. Feridas emocionais podem fechar o coração e coração fechado apaga a luz do entendimento na nossa mente. Nessas condições os pensamentos negativos começam a ocupar um grande espaço na nossa vida.

Os pensamentos contrários ou argumentos infrutíferos surgem contra pessoas, equipes, projetos, estratégias etc. Eles precedem expressões conhecidas como: “não é bem assim”, “não tem nada a ver”, “não me envolvo com isso”. A solução para vencer esse inimigo é buscar uma transformação da mente, uma mudança de mentalidade, plantando os fundamentos do Reino de Deus na mente, como descrito em Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Mas como ser transformado pela renovação da mente? Pela fé na Palavra de Deus! Sem uma reforma radical na fé, a Palavra jamais produzirá em nós os frutos da mente de Cristo.

 

c) DISCURSO CONTRÁRIO

O coração e a mente se alinham e interagem para produzir os pensamentos, que são os precursores do nosso discurso e das nossas ações. Dependendo dos pensamentos que temos de nós mesmos e dos outros, nossa boca poderá se tornar uma aliada ou uma inimiga, tanto da nossa história como da dos outros. Quando cremos que os pensamentos de Deus a respeito de alguém ou algo são verdadeiros e ocupamos nossa mente com eles, então será uma questão de tempo para a nossa boca proclamar a bênção e a vitória. Muitos, porque não creem nas Verdades de Deus, não proclamam o que Deus quer e, porque não creem, não prosperam nem se tornam proclamadores da prosperidade na vida dos outros.

Por que é preciso termos um discurso correto, em linha com os propósitos de Deus? Porque palavras liberadas são sementes plantadas e, se eu semeio o que é correto, colho o que é preciso. Palavras contrárias são sementes contrárias que frutificarão contrariamente aos propósitos de Deus. É preciso crer que nosso discurso compromete o nosso futuro e pode comprometer o futuro de muitos ao nosso redor. Precisamos plantar boas sementes, através de um discurso ajustado à Verdade e aos propósitos de Deus. Creia e proclame que você pode ser, ter e fazer tudo o que Deus diz que você pode ser, ter e fazer.

Confissões contrárias são aquelas que se opõem à Verdade, que atraem maldição, fracasso e derrota, que se opõem aos projetos de Deus para o indivíduo e para o seu contexto. Se você fez confissões contrárias não fique desistido, nem se sinta um derrotado, porque há um princípio de vitória para nós: a confissão posterior consolida ou anula a anterior. Arrependa-se e peça perdão pelas proclamações erradas que saíram da sua boca. Mude sua mentalidade, mude seus pensamentos, mude o seu discurso e declare o que pode dar esperança e vitória. Faça declarações de fé e anule, em nome de Jesus, toda declaração contrária que flutua nos céus sobre a sua cabeça.

 

d) REBELIÃO

Desobediência e rebeldia são sinais claros de incredulidade. Quando alguém não faz o que se requereu entra em desobediência e quando resiste a uma autoridade ou governo entra em rebeldia. Pessoas assim não creem na obra do Espírito Santo que é nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. O desobediência e a rebeldia são semeaduras de maldição, inclusive para as gerações subsequentes.

Deus nos levará a conquistar e consolidar todo o território da promessa, mas não será de qualquer jeito, nem do nosso jeito – será do jeito dEle, será debaixo de obediência e submissão a Ele e aos líderes que Ele estabeleceu sobre nossas vidas. Saul foi um rei que por causa da sua desobediência e rebeldia perdeu a unção, a honra e o reino: “Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou.” (1 Sm 13.13-14). Creia que Deus julga o rebelde. Exercite a sua fé e rejeite agora mesmo toda rebeldia e desobediência em sua vida; arrependa-se e peça perdão a Deus e aos líderes pela desobediência e rebeldia; receba o perdão e levante-se para um novo tempo com Deus.

 

e) MEDO

O medo paralisa a pessoa e a inviabiliza para toda e qualquer ação. O medo é parceiro da incredulidade, logo, é contrário à fé. Geralmente o medo paralisa a pessoa por meio da insegurança, da baixa-estima, da desistência e do fracasso. Quando o medo paralisa algum cristão numa batalha é porque esta pessoa não crê que Deus é fiel e nem que é capaz de cumprir a Sua Palavra.

Nesse ano da reforma somos desafiados a dar os grandes saltos de fé necessários para conquistarmos nossos territórios, por isso, não podemos permitir que o medo entre em nossos corações, pensamentos e discursos. Vamos ativar a nossa fé e nos apegarmos ao braço forte do Senhor, para lançarmos fora todo o medo que porventura tenha nos paralisado. Agora mesmo, em nome de Jesus, rejeite todo medo que entrou em sua vida; assuma sua identidade em Cristo, que é a de vencedor; receba a unção de coragem; desprenda-se das garras do fracasso e da desistência; decida começar uma nova caminhada com Deus; permita que Deus faça de você um discípulo vitorioso, conquistador das promessas, que dará os saltos de fé necessários para conquistar e consolidar os seus territórios.

 

No amor do Senhor da reforma.

 

                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- O que mais oferece resistência a você na hora das guerras pelas conquistas das promessas de Deus para sua vida: os inimigos externos ou os internos?

2- Dos inimigos internos, descritos na pastoral, quais deles são mais atuantes na sua história?

3- O que você efetivamente fará para vencer esses inimigos acima e consolidar-se numa fé reformada e funcional?

Todos os direitos reservados a Igreja Missionária Manancial

  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • MANANCIAL
  • MANANCIAL

Desenvolvido por PLENA PRODUÇÕES