JESUS, OS MAGOS E EU

(Mt 2.1-12)

 

                         A pretexto desse tempo em que se convencionou celebrar o Natal, dia 25 de dezembro, vamos fazer algumas reflexões pertinentes a alguns fatos ocorridos na época em que Jesus, o filho de Deus, nasceu. O texto de Lucas 2 faz referência ao nascimento do Messias e relata um episódio interessante que envolveu a visita dos magos (ou sábios) ao recém-nascido Rei dos reis.

                         É sabido, pelos textos bíblicos, pelos fatos históricos e pela história do povo de Israel, que Jesus seguramente não teria nascido em dezembro, mas em plena Festa dos Tabernáculos. De acordo com o Dr Russell Schedd, numa explanação do texto de Levítico 23.34, podemos ampliar nosso entendimento: "Esta primeira descrição da Festa dos Tabernáculos, vv 34-36, nos indica também o primeiro cumprimento do seu significado: é a vinda do Senhor Jesus Cristo para morar entre os homens. Pois Jesus não podia ter nascido em dezembro, que é um mês de neve em Jerusalém, durante o qual nenhum rebanho estaria nos campos (Lc 2. 8-11). Que, provavelmente, nasceu na época da Festa dos Tabernáculos, em outubro, pode ser calculado assim: Zacarias exercia seu turno em julho (Lc 1.5,8) por ser do turno de Abias, o oitavo turno do ano eclesiástico que começava em março (I Cr 24.10). Foi o mês da concepção de João Batista, Lc 1.23-24, que nasceu, pois em abril do ano seguinte. Jesus nasceu seis meses mais tarde, Lc 1.26, portanto em plena Festa dos Tabernáculos." (Extraído do livro Babilônia e Roma - a diferença é o nome, Ap. Renê Terra Nova).

                         Sem a intenção de polemizar ou contender, estamos convictos de que o verdadeiro Natal, o real nascimento de Jesus, o Cristo, ocorreu entre setembro e outubro, na Festa dos Tabernáculos, inclusive para selar o fato de que ao nascer, Ele tabernacularia (ou habitaria) entre os homens. Mas, independente de se profanar ou não o nascimento de Jesus, nesse texto maravilhoso de Mateus 2.1-12, temos alguns ensinos para nosso crescimento, que podemos tirar da experiência dos magos quando foram visitar o Senhor Jesus.

 

O QUE APRENDER COM A EXPERIÊNCIA DOS MAGOS EM RELAÇÃO A JESUS?

                         Claro que as Escrituras estão repletas de ensino, pois para o nosso ensino foram escritas; mas, nesse caso específico, podemos tirar alguns ensinos fundamentais, que sendo praticados por nós, certamente nos levarão a um crescimento significativo na caminhada cristã. Para estarem com Jesus e adorá-lO, aqueles sábios do oriente demonstraram pelo menos três coisas muito importantes, e que são extremamente necessárias, para todo aquele que quer adorar e andar na presença do Senhor Jesus.

 

1) OBEDIÊNCIA: (v 2)

                         O texto diz: "vimos... e viemos". Nossa obediência sempre nos coloca numa posição de privilégio, especialmente na presença gloriosa de Jesus. Obediência é uma palavra-chave para quem deseja estar e permanecer na presença de Jesus. Andar em obediência faz-nos desfrutar da presença ao Senhor.

                         Aqueles magos (ou sábios) receberam um sinal do céu (uma estrela) e discerniram o seu significado. Até aí, nada mudaria em suas vidas, se eles simplesmente se contentassem em saber o significado daquele sinal. Mas eles foram além do ver e do saber, eles decidiram obedecer, seguindo o mover de Deus em direção ao Messias.

                         Não nos basta ver ou saber acerca dos sinais da existência de Jesus. Deus não quer simplesmente que tenhamos uma vida consciente da existência de Jesus, pois qualquer um pode viver assim; o que Ele definitivamente quer é que estejamos na Sua presença, algo que só os Seus filhos podem. Por isso, o ver e o saber acerca de Cristo só nos levarão a um encontro pessoal e impactante com o Senhor, se eles puderem nos deslocar na presença do Senhor, o que só acontecerá se decidirmos obedecer aos sinais e moveres de Deus, que sempre apontam para Cristo. Também hoje, a luz maravilhosa do Espírito Santo, guia-nos através do caminho da Palavra, para uma comunhão mais profunda e reveladora com nosso Senhor. Só precisamos obedecer à direção do Espírito Santo e à Palavra de Deus.

 

2) FIDELIDADE, DISCERNIMENTO E PERSEVERANÇA: (v 7-8,12)

                         O texto mostra que eles não se deixaram levar pelos argumentos e sugestões de Herodes. Foram perseverantes e não se desviaram do objetivo principal, que era estarem na presença do Messias para adorá-lO. Por discernirem o que era prioritário em suas vidas, eles foram fieis ao propósito e não deram ouvidos às vozes dos inimigos do Senhor, nem cederam à possibilidade de agradar a estes inimigos. Por saberem exatamente o que deveria ser feito, não se deixaram levar pelo temor dos homens.

                         Quantas vezes os "modernos herodes" nos desviam da decisão de estarmos em adoração na presença do Senhor? Quantas vezes esses “herodes” agem, usando nossas infidelidade, falta de discernimento e desistência para tentarem nos tirar do propósito e para matarem o Messias dentro de nós?

                         Mas, afinal, quem são esses “herodes” assassinos da nossa fidelidade, do nosso discernimento e da nossa perseverança? São os "herodes" da ansiedade, do ódio, da amargura, da falta de tempo, da falta de compromisso, do ativismo, dos programas paralelos aos da Igreja, do zelo excessivo pelo trabalho em detrimento do tempo para Deus, da preguiça. Enfim, use esse tempo para refletir se você está ou não cedendo às investidas desses "herodes" que porventura ainda reinam em sua vida.

 

3. REVELAÇÃO DA PESSOA E DA OBRA DE CRISTO: (v. 11)

                         Estar na presença de Cristo e andar com Ele em adoração além de ser uma decisão pessoal e firme, depende também do nivel de revelação que se tem a respeito da pessoa e da obra de Jesus. Afinal, é muito mais fácil andar com alguém quando conhecemos plenamente quem é tal pessoa, isto é: sua identidade, seu caráter, suas atitudes e suas obras. Nesse trecho da Escritura Sagrada vemos que as ações daqueles sábios do oriente diante de Jesus mostram o nivel de revelação que eles tinham do Messias. Desde a prostração e adoração diante do Senhor até ao depósito de suas ofertas, aqueles magos declararam coisas gloriosas sobre o Messias, mostrando o nivel da revelação que tinham sobre Jesus, como o Rei de Israel:

 

a) OURO: ao ofertarem o ouro, estavam referindo-se à santidade, pureza e realeza do Senhor Jesus. Eles estavam dizendo que reconheciam Jesus como o Santo de Deus, Senhor dos senhores e Rei dos reis.

 

b) INCENSO: quando ofertaram o incenso, fizeram referência à divindade de Jesus – o Deus encarnado Se manifestou. Diante deles estava o Filho de Deus, o Deus encarnado: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1.14)

 

c) MIRRA: com a oferta da mirra mostraram a revelação da obra expiatória de Cristo, reconhecendo-O como o Messias, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Sendo anestésica, a mirra refere-se à dor e ao sofrimento do Senhor. Como era usada no embalsamento, referia-se à morte expiatória do Senhor Jesus.

                         Naquela visita, os sábios do oriente deixaram sinais claros de que o Salvador havia chegado para habitar entre os homens e abrir, para o pecador arrependido, um caminho de fé e esperança. E nós, reconhecemos Jesus Cristo como o Filho de Deus, o nosso Rei, Senhor e Salvador? Verdadeiramente devotamos a Ele a nossa adoração? Prostramo-nos reverentemente aos Seus pés pelo que Ele é e não pelo que nós queremos receber? A revelação da pessoa e da obra de Cristo pode nos levar a uma vida que permanece em adoração na presença dEle. Quem é, afinal, Jesus Cristo para você?

                         Não importa como o mundo identifica Jesus, nem quando nasceu e nem como celebra o Seu nascimento. A questão maior não é essa. O importante é que Ele um dia nasceu, sim, como uma criança no planeta, para morrer como o Cordeiro de Deus e ressuscitar como o Primogênito do Pai, adquirindo o direito de, um dia, por decisão nossa, também poder nascer, sim, em nossos corações, para Se tornar o nosso Senhor e o nosso Salvador. Seu nascimento foi importante, mas se não tivesse morrido pelos nossos pecados e ressuscitado ao terceiro dia, não teria cumprido o soberano propósito de Deus para o Seu nascimento. O dia em que Jesus nasceu no planeta é importante sim, mas o que é fundamental não é isto – o fundamental é saber o dia em que Ele efetivamente nasceu em nossos corações, pois para isto Ele veio!

                         Por quê? Porque no dia em que Ele nasceu no planeta, Ele mudou a História da humanidade; mas no dia em que Ele nasce em nossos corações, Ele muda a nossa história, Ele muda a nossa vida! Definitivamente, se um dia Ele não nascer em seu coração como Ele realmente é, de nada valerá para você o fato dEle ter nascido no planeta, seja qual for o dia do Seu nascimento.

                         Quem é o Jesus que realmente nasceu em seu coração? É tempo de revermos nossos conceitos e atitudes em relação ao Senhor Jesus, para não nos relacionarmos erradamente com Ele. Se O reconhecemos como Ele é de fato (Deus, Senhor, Salvador e Rei), o que temos colocado aos Seus pés? Hoje não precisamos mais depositar aos Seus pés ouro, incenso e mirra, literalmente. Mas, porque temos a revelação correta de Quem Ele é, quem sabe, não seria essa a época de colocarmos aos pés do nosso Senhor e Salvador:

  • Nossa fé, nossa esperança, nossos sonhos, nossas desistências.

  • Nossa alegria, nossa tristeza, nosso desespero.

  • Nosso caráter, nossos pecados, nossas fraquezas.

  • Nossa saúde.

  • Nossas dores, feridas, traumas e lembranças.

  • Nossas finanças, negócios e empregos.

  • Nossa família (cônjuge, filhos, parentes).

  • Nossa capacidade de amar e de perdoar...

                         Coloque-se diante do Senhor Jesus, da forma correta, em obediência e adoração. Decida que Ele nasceu em sua vida para mudar a sua história!

 

                         No amor do Senhor do Altar.

 

                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1-  Das três coisas fundamentais encontradas nos sábios do oriente, descritas na pastoral, em quais delas você precisa crescer?

2- O que você fará, a partir de agora, para estar em adoração diante do Eterno?

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