EM TEMPOS DE AVIVAMENTO, QUEM SEMEIA DESONRA COLHE CATÁSTROFE!

(Jonas 1)

 

                Jonas foi o profeta escolhido por Deus para levar a mensagem de arrependimento e avivamento para uma das cidades mais idólatras de sua época, a cidade de Nínive. Porém, antes disso, ele também foi o promotor de uma grande catástrofe. Por causa dele, antes do avivamento entrar em Nínive, a tormenta e o desespero entraram no barco onde ele estava, levando a muitas perdas, inclusive materiais. Deus o enviou para pregar o arrependimento para a cidade de Nínive, mas ele resistiu a Deus e decidiu fazer uma rota particular, a rota para Tarsis. Nínive seria a rota da obediência e da honra, mas ele escolheu Tarsis, a rota da desobediência e da desonra.

                Ele não sabia, mas tinha tudo para entrar para a história do povo de Deus como o profeta que Deus usou para avivar uma cidade inteira. Embora o avivamento tenha chegado à Nínive por seu ministério profético, uma grande mancha ficou em sua vida ministerial: por causa da desonra ao chamado divino, ficou conhecido como o profeta vomitado, ao invés de profeta de avivamento! Em geral, sempre que se desonra o chamado divino, colhe-se muito sofrimento pessoal e coletivo, e só se retorna ao propósito de Deus depois de vomitado. Infelizmente a história de Jonas se repete na vida de muitos cristãos e podemos aprender muito com a experiência dele, evitando, assim, muito sofrimento pessoal e coletivo.

 

POR QUE JONAS DESONROU O CHAMADO DIVINO?

                Como pode alguém trocar a rota da honra pela da desonra? Pela análise do texto, vemos que Jonas estava em crise: Consigo mesmo: porque não liga para a sua própria vida, Com o próximo: porque não quer falar com os outros e Com o Senhor: porque foge de Deus.

                Uma crise pode levar alguém que está muito bem com Deus a entrar em rotas de desonra. É possível que antes da crise Jonas estivesse bem no seu ministério profético, mas ao ser chamado para Nínive, ele entrou em crise. Por certo Nínive não era a sua preferência e por isso entrou em crise e questionou a Deus.

                Muitos cristãos vocacionados e ungidos, quando são desafiados a fazer a vontade de Deus em algumas situações, entram em crise, resistem ao chamado, desonram a Deus e atraem para si e para seus contextos situações extremamente desagradáveis. Jonas agiu segundo o seu coração (emoção) e não conforme a Palavra de Deus. Jonas estava vivendo um momento muito singular, pois Israel estava afastado de Deus e resistindo às mensagens de arrependimento. Como um profeta em Israel, provavelmente o seu coração estava pesaroso e clamando por avivamento na sua nação. Seu foco era Israel! Aí Deus o manda ir a Nínive, cidade idólatra, levar palavras de arrependimento para que o juízo divino não caísse sobre ela. Nesse momento, a alma do profeta se revela e ele destila sua crise interior, abrindo espaço para questionar e resistir aos projetos de Deus através de sua vida.

 

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS PROMOTORAS DA DESONRA:

                Em geral, na vida de quem promove desonra, é comum encontrarmos as mesmas características vistas na vida de Jonas. São debilidades que podem levar, em certos momentos, verdadeiros homens e mulheres de avivamento a optar pelas rotas da desonra e das colheitas dolorosas. Vejamos algumas delas:

 

a) IRA:

                A ira, em si, pode ser uma grande aliada da promoção da honra a Deus e um fator importante para mover os filhos de Deus na direção de grandes ações divinas na Terra. Mas ela tem que ser ira santa, dirigida pelo Espírito e voltada para a justiça de Deus! Exatamente o que não aconteceu no caso de Jonas. Toda ira desgovernada é promotora de tempestades! Vemos no texto que o próprio Senhor o questionou quanto à sua ira improcedente (Jn 4.4, 9).

 

b) JUSTIÇA PRÓPRIA:

                Jonas era um profeta cheio de ira, o que lhe fazia agir pela sua justiça própria. Ira e justiça própria andam próximas e, quando se juntam, promovem verdadeiras catástrofes! Ora, o que Jonas mais queria era a destruição daqueles incircuncisos ninivitas em 40 dias e não a sua salvação (Jn 3.4). Ao agir pela justiça própria, ele relativizou a Justiça de Deus, o que é uma desonra ao Eterno. Ele sabia que Deus é misericordioso e se Nínive se arrependesse, o Senhor não executaria o juízo. Seria demais para ele ver Nínive abençoada e Israel condenado.

 

c) PRECONCEITO RELIGIOSO:

                É claro que ele sabia que o povo da eleição de Deus era Israel, mas não compreendia que o amor de Deus está estendido sobre todos e que todos têm a oportunidade de arrependimento e avivamento. Por causa do seu preconceito, Jonas resistiu ao chamado divino, semeando grande desonra ao Senhor. Na verdade, o preconceito surge do fato de que não compreendemos a essência nem o tamanho do amor de Deus.

                Muitos, por causa do preconceito (seja ele qual for), acabam não se tornando instrumentos de Deus na vida de muitos, inclusive familiares. Por puro preconceito não acreditam que possa haver arrependimento genuíno e real mudança de vida em muitas pessoas (como cônjuges, filhos, pais, irmãos etc).

 

d) ÓDIO, AMARGURA, VINGANÇA:

                Eis o trio que mais promove desonra em todos os níveis (espiritual, conjugal, familiar etc). Ira, justiça própria e preconceito, em geral, se aliam com o ódio, a amargura e a vingança. É possível que Jonas tivesse ódio e/ou amargura dos ninivitas e, por isso, movido por certo sentimento de vingança, não pregaria o arrependimento, pois queria ver a destruição e jamais a salvação dos seus desafetos incircuncisos. Muitos são assim, porque o que mais desejam é ver outros, por quem nutrem ódio e amargura, sofrendo e “pagando” pelo que fizeram.

 

e) CIÚMES:

                Quem não compreende a dimensão e nem a abrangência do amor de Deus, em geral, tem ciúmes deste amor. Talvez Jonas estivesse com ciúmes dos ninivitas por saber que também eles eram alvo do amor de Deus e, portanto, sujeitos a experimentar o avivamento que, segundo sua interpretação, era propriedade exclusiva de Israel.

                Por causa do ciúme, muitos entram em crise pessoal e ministerial, resistem à vontade do Senhor, geram desonra e colhem dores e crises profundas na vida pessoal e de muitos à sua volta. Muitas colheitas não acontecem na vida de muitos cristãos porque, agindo baseados nas distorções emocionais do ciúme, tornam-se plantadores de desonra. Estão como Jonas, que precisava tomar uma posição de servo de Deus e buscar libertação, pois suas emoções estavam enfermas e o acorrentavam, a ponto de impedi-lo de honrar a Deus fazendo a Sua vontade!

 

f) OBSTINAÇÃO:

                A obstinação bloqueia a restauração. Mesmo conhecendo o caminho da restauração, ele preferiu a rota da obstinação. Jonas sabia que o arrependimento dele era necessário, mas preferiu morrer a ver Nínive se arrepender e ser restaurada por Deus (Jn 1.12). Seu coração endurecido não admitia ver Nínive ser abençoada, por isso não quis se arrepender. A restauração de rotas e propósitos implica em coração aberto para o retorno aos princípios de Deus, coisa que o obstinado não tem.

                O coração de Jonas não estava aberto para a solução de suas crises. A crise emocional, quando não resolvida, faz do discípulo do Senhor um obstinado; sua mente se fecha para compreender a vontade de Deus, a rebelião entra no coração, torna-se ácido, amargoso, sem paz, sem graça; contamina os que estão à sua volta e expõe os que estão sob sua autoridade às mesmas circunstâncias desagradáveis que o alcançaram, por causa da sua obstinação em não se arrepender diante do Senhor nem obedecê-lO.

                Concluindo, vemos que podemos ser canais tanto para avivamentos e bênçãos como para catástrofes e maldições. Tudo vai depender do nível de honra ou desonra semeados por nós. É bom saber que nem sempre os promotores da desonra são vomitados na praia do avivamento e nem engolidos por um grande peixe enviado por Deus. Por causa da desonra, muitos foram engolidos pelo inimigo e lançados para fora da Igreja, da família e dos planos de Deus.

                O principal e ideal caminho não é ser engolido, nem vomitado pelo grande peixe; o caminho ideal é o da honra a Deus, traduzida pela submissão e obediência aos Seus princípios e desígnios. Entretanto, mesmo quando desonramos a Deus escolhemos Tarsis e não Nínive, há um caminho de acerto e reparação, o do arrependimento e do retorno à obediência a Deus. Portanto ouça a voz de Deus hoje e decida honrá-lO, obedecendo-O em tudo. Creia que na expectativa divina, a sua rota é a dos promotores de avivamento e jamais a dos promotores de catástrofes.

 

                No amor do Senhor da honra e da colheita ampliada.

 

                                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  1. Você se identifica com Jonas? Em quê?

  2. Das características dos promotores de desonra, em quais você se enquadra?

  3. O que efetivamente fará, a partir de agora, quanto a semear honra e não colher tempestades e catástrofes?

 

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