RENÚNCIA: SEMENTE PLANTADA NA ROTA DA MATURIDADE E DA CONQUISTA!

(Gn 12.1-4)

 

                Estamos no Ano da Unidade e da Maturidade, período propício para conquistas sobrenaturais, tanto no aspecto pessoal, como conjugal, familiar, ministerial etc. Porém também é o período em que precisamos tomar decisões importantes, para conquistarmos tudo o que está definido por Deus a nosso respeito. E, como sempre, tomar decisões nem sempre é muito facil. Não é facil por dois motivos, pelo menos: primeiro, porque cada tomada de decisão é precedida por algum nível de enfrentamento pessoal, o que não é confortavel muitas vezes, e, segundo, dependendo da maneira como encaramos determinadas situações, podemos tomar decisões certas ou equivocadas, promovendo verdadeiros desastres. Decisões precedem mudanças e conquistas, e sucedem confrontos ou enfrentamentos pessoais.

                Se para grande parte de nós já é difícil enfrentar determinadas situações externas, imagine como ficam muitas pessoas na hora em que têm que enfrentar-se a si próprios, ou seja, na hora em que têm que se encontar com eles mesmos? Entretanto, é sabido que, via de regra, grandes conquistas, principalmente no campo pessoal, são precedidas de decisões acertadas e firmes, tomadas após enfrentamentos sinceros.

                Infelizmente, muitos cristãos têm a cultura da promessa e da vitória, vivem proclamando que há herança e conquistas em Cristo, mas nunca conquistam a promessa porque só têm vontade e discurso, não tomam a decisão de conquistar. Intenções de conquistar que não são seguidas da decisão de conquistar, nem das atitudes de conquistador, tornam-se utopias e gestam frustração e desistência. É preciso sair da cultura do desejo profético e da expectativa passiva de conquista, para definitivamente entrar debaixo do manto da decisão de conquistar.

                Muitos são os motivos e argumentos que poderemos utilizar para nos paralisarmos no lugar da chamada, passando a viver um cristianismo de passividade e paralisia. As dificuldades e limitações existem dentro e fora de nós e precisam ser consideradas corretamente, porque isto é sabedoria e maturidade, mas nos deixarmos paralisar por causa delas, quando temos promessas de Deus a nosso respeito, é inaceitavel. As promessas de Deus jamais se cumprirão na vida de quem não decidir conquistá-las. Prometer é uma decisão graciosa de Deus, mas conquistar é uma decisão pessoal do cristão!

                Com Abrão foi assim. Ele foi chamado para uma grande conquista e para gerar uma nação para Deus, mas não foi poupado do tempo do enfrentamento, da renúncia e da tomada de decisão. Para partir em direção à sua conquista, Deus requereu que ele fizesse renúncias no lugar em que  recebeu a promessa. Se ele não deixasse para trás algumas coisas, vistas por Deus como impeditivos da conquista, não poderia caminhar com Deus na direção da vitória.

                Toda promessa de Deus nos remete para um tempo futuro, para algo adiante de nós, que só será alcançado se tivermos a mente de futuro, isto é, uma mentalidade aberta para as novidades de Deus. Como você acha que poderá chegar no futuro de Deus, se não decidir se desprender do passado e do presente? Quando Deus disse para Abrão “sai”, na verdade estava dizendo que Abrão deveria tomar a decisão de fazer algumas renúncias: deixar o passado (lugar da frustração), o presente (lugar do chamado e da acomodação) e o seu futuro (lugar da impossibilidade), para rumar em direção do futuro com Deus, o lugar da realização das promessas de Deus. Sim, porque nenhuma promessa de Deus é a respeito de algo que já temos ou podemos por nós mesmos conquistar. Promessas de Deus falam de algo sobrenatural, que necessitamos, mas que só pelas mãos dEle poderemos receber.

- Para caminharmos na direção da conquista, precisamos sair de onde estamos, renunciar e deixar para trás algumas coisas. Ao sair segundo o comando de Deus, Abrão mostrou que decidiu obedecer ao Eterno, enfrentando algumas situações contextuais e particulares.

 

COMEÇAMOS A CONQUISTAR QUANDO DECIDIMOS RENUNCIAR EM DIREÇÃO AO PROPÓSITO DO SENHOR!

                Como Abrão, para amadurecermos e conquistarmos as promessas de Deus, precisamos decidir renunciar em algumas áreas, que são muito significativas, porque podem servir de impedimentos enormes para nós.

 

a) RENUNCIAR O LUGAR DA LIMITAÇÃO E DA IMATURIDADE.

                Via de regra, é a renúncia menos contundente para a maioria de nós. Fala da mudança de lugar, de ambientes. Embora exija enfrentamento e decisão pessoal, em geral não requer muito esforço emocional para ocorrer.

                O Senhor foi claro para Abrão: sai da tua terra… e vai para o lugar que te mostrarei! Há momentos em que se não deixarmos para trás o lugar da limitação ou acomodação, jamais amadureceremos, nem conquistaremos o novo de Deus. É verdade que influenciamos e somos influenciados pelo nosso ambiente, principalmente se foi o lugar onde fomos processados e/ou consolidados na imaturidade e nas limitações para a nossa conquista. É preciso, entretanto, discernir se a mudança de lugar é requisito divino ou fuga, desistência e rebeldia nossa. Renunciar o lugar da limitação e da imaturidade é semear para conquistar novos territórios, as novidades em Deus!

 

b) RENUNCIAR OS VALORES FAMILIARES DA LIMITAÇÃO E DA IMATURIDADE.

                Esta renúncia é mais difícil que a anterior. O Senhor disse a Abrão: Sai da tua parentela e da casa de teu pai! Fala de romper com os valores e paradigmas familiares que nos impedem de progredir na rota da conquista, porque nos moldaram na imaturidade e na limitação. Não se trata de abandonar os familiares ou rejeitá-los, mas sair do histórico, valores e tradições familiares que promoveram e sustentam as limitações impeditivas para o nosso amadurecimento e para a nossa conquista.

                Como Abrão, todos nós fomos gestados e, de alguma forma, desenvolvidos debaixo de modelos familiares. É claro que recebemos muitas coisas boas e que se tornaram bases tremendas para nós; mas também recebemos muitas coisas que nos limitaram, nos travaram e que precisamos deixá-las para trás. Nesse aspecto, estão certos modelos familiares de relacionamento, religião, cultura e até de economia, que podem nos influenciar negativamente. O humanismo, a idolatria, os relacionamentos pervertidos e as dificuldades de lidar com finanças e bens podem ser nossos grandes adversários na hora do enfrentamento e da tomada de decisões em direção à nossa conquista. Renunciar os valores familiares limitadores da nossa conquista é semear para viver os princípios do Reino de Deus!

 

c) RENUNCIAR A NÓS MESMOS.

                Eis a renúncia mais difícil que é requerida de nós e que, ao mesmo tempo, é a que sela os mais altos níveis de amadurecimento. Os nossos maiores adversários e impeditivos estão dentro de nós mesmos. Pela ausência dessa renúncia explica-se a maioria das frustrações e derrotas do povo de Deus. Pode-se até sair do espaço físico e dos vínculos familiares errados, mas sair de dentro de nós mesmos é o grande desafio para amadurecermos e conquistarmos as promessas de Deus.

                Em linhas gerais, renunciar a nós mesmos fala de renunciar os valores distorcidos e os decretos limitadores, para nos abrirmos e sermos supridos em duas importantes necessidades pessoais: a libertação e a cura interior. Se não decidirmos renunciar as limitações pessoais, jamais amadureceremos, nem nos habilitaremos para conquistar as promessas de Deus.

                Precisamos renunciar os valores distorcidos que nutrem nossa mente, determinando o tipo de mentalidade que temos. Quem não decide renunciar os valores e princípios errados e trilhar os princípios eternos de Deus, dificilmente partirá para conquistar as promessas de Deus. É preciso mudar de mentalidade, desenvolver a mente de Cristo. Precisamos renunciar os princípios errados e distorcidos que recebemos. Renunciar os valores distorcidos é semear para colher o carater de Cristo, a mente que se move por princípios eternos!

                Muitos foram consolidados na visão de um futuro de derrota e fracasso, ou na visão de que o futuro é aquilo que eu projeto para mim, logo, meu futuro é o resultado daquilo que eu, pelos meus próprios meios, conseguirei realizar. Mas a Palavra diz que Deus tem pensamentos mais altos do que os nossos. Entenda que a visão de Deus a nosso respeito é sobrenatural e denuncia o que de melhor Ele tem para nós, mas que só nEle e por Ele conseguiremos conquistar, pois sem Ele nada podemos fazer! Receber a visão de Deus a nosso respeito é uma decisão pessoal e nos impulsiona para o futuro desejável de Deus, fortalecendo-nos nos momentos de desânimo. Deus trabalhou com Abrão quanto ao desânimo na rota da conquista, consolidando-o na visão de futuro, quando levou-o a comparar a sua descendência com o número das estrelas no céu (Gn 15.1-6), ocasião em que sua mente se encheu do “é possivel” de Deus!

                Também precisamos renunciar os decretos limitadores do passado, para renunciarmos a nós mesmos. Muitos receberam decretos terríveis de limitação, impossibilidades e fracasso, que lhes levaram a um estilo de vida completamente contrário aos projetos de Deus em muitas áreas. Abrão, por exemplo, tinha dois decretos terríveis que o travavam quanto à sua descendência e aos projetos de Deus: a esterilidade da Sarai, sua mulher, e a idade avançada de ambos.

                Muitos não entram no sobrenatural de Deus porque não decidem renunciar os decretos de morte, limitação e impossibilidade que receberam em relação a eles mesmos e aos seus contextos. Entenda que ao nos prometer algo, Deus já decidiu mover tudo o que for necessário para nos conceder o prometido, inclusive Seus milagres! Renunciar os decretos limitadores do passado é desprender-se para vencer, é adquirir liberdade para guerrear e conquistar as promessas de Deus. Renunciar os decretos limitadores é semear no terreno do sobrenatural, para viver o tempo dos milagres de Deus em todos os níveis!

                Decida hoje mesmo semear o que for preciso para que a glória de Deus se manifeste em sua vida, para amadurecer e conquistar aquilo que é o melhor de Deus para você e sua família, discipulado, células, finanças e muito mais.

 

                No amor do Senhor da Unidade, da Maturidade e da renúncia.

 

                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  1. Dos três tipos de renúncia (semeadura) da pastoral, quais você já realizou com a consciência de que fez o que era certo?

  2. Qual delas foi a mais difícil para você?

  3. Houve alguma que não conseguiu fazer ainda e já foi requerida por Deus para ampliar suas conquistas? Qual?

  4. O que você vai fazer, de agora em diante, quanto a amadurecer e ampliar suas conquistas, considerando a pastoral de hoje?

 

DESTAQUE DA PASTORAL:

Pode-se até sair do espaço físico e dos vínculos familiares errados, mas sair de dentro de nós mesmos é o grande desafio para amadurecermos e conquistarmos as promessas de Deus.

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