DA MINHA BOCA PROCEDE A BÊNÇÃO OU A MALDIÇÃO?

(Parte 1)

 (Tiago 3.1-12)

 

Nesse tempo em que estamos trabalhando forte com as reformas em vários níveis, muitos estão rompendo e conquistando como nunca conquistaram. Foram impactados com as mudanças em suas vidas e alguns até se tornaram instrumentos de reforma em seus contextos, inclusive familiares. Ajustaram suas mentes, suas atitudes e seus discursos ao novo tempo e estão vencendo e desatando a vida de outros.

Entretanto, há muitos que ainda não conseguiram romper em vários aspectos de suas vidas. Sendo que alguns desses estão nesse nivel desde os primeiros anos de vida. A grande parte deles busca sinceramente a vitória e a conquista, mas parece que há um selo de fracasso e impossibilidades em suas vidas. Muitos são cristãos fiéis que tentam o êxito, mas colecionam derrotas e perdas, o que lhes enche de desesperança e desistência. O que está acontecendo com tais pessoas? Provavelmente estão debaixo de decretos de morte, de palavras de derrota, fracasso e desesperança.

 

A DECISÃO É NOSSA: LIBERAR PALAVRAS DE VIDA OU PALAVRAS DE MORTE!

O que muitos não sabem é que há poder em nossas palavras. As palavras liberadas são sementes poderosas, que podem comprometer radicalmente o futuro. Elas podem gerar vida ou morte, bênção ou maldição. O texto de Provérbios 18.21 nos atesta exatamente isso: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.

A Palavra nos diz em Gênesis 1.26 que fomos criados por Deus à Sua imagem e conforme a Sua semelhança. E, por isso, Ele nos agraciou com o dom da fala, a capacidade de nos comunicarmos uns com os outros e, principalmente, de nos comunicarmos com Ele. Vemos em Gênesis 1.28 e Gênesis 2.19 que Deus deu ao homem autoridade no planeta, expressa pelo poder de realizar três coisas: de governar (ou dominar – radah no hebraico), de subjugar (ou sujeitar – kabash no hebraico) e de nomear (ou chamar, designar, proclamar – qara em hebraico).

Ora, dar nomes é dar desígnio, é definir a identidade de alguém ou de alguma coisa, e isto por meio da palavra articulada. Esse privilégio Deus deu ao ser humano: a autoridade de estabelecer ou determinar desígnios ou destinos por meio de uma palavra liberada. Por isso o texto de Pv 18.21 denuncia que a palavra liberada tem poder para gerar a vida e a morte. Essa é a questão: a vida e a morte são veiculadas pelas palavras que liberamos. Há pessoas que são verdadeiras bênçãos, para si e para as outras pessoas. Mesmo em meio às dificuldades e crises, sempre encontram, na Palavra, a base para liberar bênção e vitória, emitindo decretos de vida e não de morte. Elas têm a mente do Reino de Deus e são verdadeiras “bocas do Senhor” na Terra.

Infelizmente há outras que, independente do momento ou circunstâncias, liberam palavras que não edificam nem refletem um coração grato a Deus, enchendo os céus com decretos de morte, fracasso e desistência. Desconhecem ou rejeitam as poderosas sementes de vida que estão na Palavra de Deus e optam por semearem o que está em suas almas e histórias, nem sempre agradáveis.

Muitos desistidos e sem esperança não sabem, mas estão debaixo desses decretos de morte e desistência provavelmente desde a infância. Receberam de pessoas que tinham autoridade sobre suas vidas (pais, parentes, professores etc) palavras ou decretos de morte, que selaram seus destinos, porque lhes fizeram desistidos e sem esperanças, mesmo na caminhada como cristãos. Outros, muitas vezes empurrados pela decepção e frustração, liberaram palavras de morte sobre si próprios, tornando-se sem esperança e desistidos até da própria vida.

 

DECRETOS DE MORTE PODEM DEFORMAR.

Palavra liberada é um decreto estabelecido que pode comprometer o futuro. Muita ruina, miséria, pobreza, maldição, frustração, infelicidade, depressão, divórcio são o resultado de decretos de morte emitidos pela própria pessoa ou por terceiros contra ela. O fato é que os decretos de morte comprometem e deformam o futuro da pessoa em muitas áreas.

Às palavras de vida associam-se o Senhor e os Seus anjos para os cumprir. Às palavras de morte associam-se Satanás e seus demônios, que se empenham para que tais decretos se cumpram na vida da pessoa. Eles trabalham para que prosperem as palavras pejorativas e depreciativas do tipo “você não vai dar para nada”, “você é um idiota”, “cale a boca, seu burro”, “você nunca vai se dar bem na vida”, “você é um demente”, “você não deveria ter nascido”, “você vai casar e vai ver o que é sofrimento”.

Vejamos pelo menos quatro tipos de deformações importantes:

 

a) PALAVRAS DE MORTE PODEM AFETAR O CARATER E A PERSONALIDADE.

O carater e a personalidade de uma pessoa, além de sofrerem a influência das pessoas e contexto, podem ser afetados pelos decretos recebidos por esta pessoa. Muitos não rompem em muitas áreas de suas vidas por causa dos decretos de morte que receberam. Não creem que podem ser pessoas diferentes, nem que determinadas debilidades podem sair de suas vidas.

Na própria caminhada da fé, encontramos cristãos que não acreditam que podem melhorar, que o seu carater e a sua personalidade podem ser transformados. Estão cheios de limitações, impossibilidades, baixa autoestima, complexos e crises existenciais por causa dos decretos de morte em suas vidas. Seus relacionamentos são recheados de problemas, discórdias, rompimentos. Vivem a caminhada espiritual sem esperança, desistidos e, vendo-se inviabilizados, abortam os projetos de Deus.

(Continua na parte 2).

 

No amor do Senhor da reforma.

 

  Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos

 

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Há alguma área em sua vida que está debaixo de decretos de morte? Qual?

2- Você tem ideia de como tal decreto chegou até você?

3- Você crê que sua história pode ser mudada pelo poder de Deus, em nome de Jesus?

4- O que efetivamente poderá ser feito para que tal decreto de morte seja transformado em decreto de bênção?

 

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