23/11/2014
 
POR QUE ALGUMAS DERROTAS NA BATALHA ESPIRITUAL?
(1 Samuel 4)

 

 

Fomos salvos por Cristo e chamados por Deus para caminharmos vitoriosamente, vencendo as batalhas espirituais que se nos apresentam. Infelizmente, por fatores os mais variados, nem sempre a nossa caminhada cristã é exclusivamente de vitórias.

 

Vez por outra experimentamos algumas derrotas, mesmo quando tudo apontava para uma grande vitória. Às vezes a causa é um pecado explícito cometido, não arrependido e nem confessado diante do Senhor; em outras ocasiões a derrota é fruto da nossa ignorância a respeito de certos princípios espirituais, que uma vez não obedecidos, podem levar-nos ao fracasso. Nesse texto de 1 Samuel 4, e em vários outros textos bíblicos, vemos algumas atitudes erradas do povo de Deus que contribuiram para a sua derrota diante dos inimigos, quando tinham tudo para vencer.

 

ALGUMAS BASES PARA A DERROTA NA BATALHA ESPIRITUAL:

 

1. MISTICISMO

É quando a fé está no objeto e não em Deus. Quando o objeto vira um amuleto. Depois de fracassar na primeira batalha, Israel trouxe a arca, achando que a sua presença física garantiria a vitória (4.2-3). Engano puro! Acostumaram-se tanto com a presença de Deus através da arca, que ela virou um amuleto.

 

Eles não buscavam mais, pessoalmente, a presença de Deus. Acreditaram que a simples presença do amuleto no arraial forçaria Deus a Se manifestar. Conclusão: mais de 30.000 homens morreram na segunda batalha.

 

A base da feitiçaria está na tentativa de manipular a Deus ou acreditar que as realidades possam ser controladas por meio de mentalizações, amuletos, rezas, frases feitas etc. Para a Igreja vencer, é necessário retirar do seu meio todo conceito pagão e deixar a tentação de tentar a Deus.

 

2. TROCAR CARATER CRISTÃO POR ATIVISMO E RITUAIS RELIGIOSOS

Eles usaram os filhos de Eli (Hofni e Finéias) para o santo serviço de trazer a arca para o arraial (4.4). O problema é que, mesmo sendo sacerdotes como seu pai e conhecerem o ritual exigido, eles eram mau caráter (1 Sm 2.17 e 3.13). Feriram um conceito fundamental da arca: a santidade de Deus! Só com caráter santo eles poderiam ter agido.

 

Conhecer o ritual religioso e/ou ocupar uma posição ministerial não nos autorizam nas questões espirituais. Só um caráter santo diante de Deus nos credibiliza! Não se pode substituir valores internos por aspecto externo, nem caráter por máscara! Encenação não garante a vitória.

 

Nem sempre o sucesso aparente e a euforia reinante revelam a aprovação de Deus. Sinais e prodígios não indicam que Deus aprova o ministério de alguém: ser usado por Deus não quer dizer que é aprovado por Deus (Mt 7.22-23). No reino de Deus, não fazemos as coisas porque sabemos, somos famosos ou ocupamos certas posições, mas porque somos filhos e filhas de Deus, porque se busca viver o caráter de Cristo. Em relação aos Seus filhos, o verbo mais importante para Deus não é ter, nem fazer, mas o verbo SER!

 

3. NÃO PERCEBER QUE A GLÓRIA DE DEUS ESTÁ AUSENTE

Deus e a Sua glória são inseparáveis! Se a glória de Deus está ausente é porque Deus não está mais presente. A nora de Eli disse ICABODE (afastou-se a glória de Deus) tarde demais (4.21-22). Isso deveria ser dito quando os primeiros 4.000 morreram!

 

Não se vence batalha espiritual sem a presença de Deus! Por que só depois de tanta tragédia e vergonha é que se compreende que a glória de Deus já não está na vida e na história de tantos cristãos? Por causa da ausência de arrependimento, que é resultado da religiosidade, carnalidade, ativismo etc. Não devemos ser tardios no arrependimento; cada segundo afastados da presença de Deus retarda a manifestação da Sua glória.

 

4. ACHAR QUE O CRISTÃO SÓ É DERROTADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS EXTERNAS

Nossas vitórias ou derrotas dependem muito mais da nossa condição diante do Senhor do que do inimigo e das circunstâncias externas. Israel perdeu as batalhas por causa da sua fraqueza moral (4.10) e não por causa do poderio do inimigo. A derrota virá sempre em consequência das nossas brechas ou pecados. Sem integridade diante do Senhor, sempre o inimigo será mais forte! Entenda que não somos santos porque entramos na batalha espiritual, mas entramos na batalha espiritual porque somos santos!

 

DOIS CONSELHOS IMPORTANTES:

Alem de observarmos os princípios errados acima, que levaram Israel a uma derrota vergonhosa e muitas perdas, é preciso atentar para pelo menos dois conselhos importantes quanto às batalhas espirituais do cristão.

 

1. NUNCA SE ESQUEÇA QUE BATALHA ESPIRITUAL É CONFRONTO DA VERDADE CONTRA A MENTIRA!

Precisamos lutar com as armas corretas. A principal arma do inimigo é a mentira e a nossa arma é a Verdade. A mentira fortalece o inimigo e enfraquece o cristão, mas a Verdade enfraquece o inimigo e fortalece o cristão. Batalha espiritual nunca é um confronto de forças, mas um confronto da Verdade contra a mentira. Só a Verdade, que é a Palavra, nos garante a vitória. Se você andar na Verdade estará na Luz e as trevas jamais prevalecerão contra você!

 

2. NUNCA SE ESQUEÇA DE AMAR!

Deus é amor! A Sua Igreja é fruto do Seu amor e se move na Terra para distribuir este Seu grande amor. O Senhor nos diz que esse amor é a base da nossa vida cristã e que devemos amar uns aos outros (1 Jo 4.7). Também nos diz em Ef 6.12 que nossa batalha é contra os espíritos da maldade e nas regiões celestes, nunca contra nosso semelhante, e muito menos na nossa casa, trabalho, ministério, escola etc.

 

A batalha do crente nunca é contra gente! Então, mesmo no calor da batalha espiritual mais ferrenha, jamais se esqueça de amar seu semelhante. Porque a soberana vocação da Igreja não é a batalha, é o amor! Nunca se esqueça que, por causa desse amor, só há dois lugares onde Deus quer que Seus filhos sejam conhecidos: no céu e no inferno (amados no céu e temidos no inferno)!

 

Firme-se na Verdade. Assuma sua posição de filho(a) de Deus, vivendo os princípios do Reino de Deus na Igreja e no mundo. Busque crescer no caráter de Cristo e torne-se vencedor(a).

           

            No amor do Senhor da Colheita Ampliada.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • Você tem mais vitórias ou derrotas nas batalhas que enfrenta como cristão?

  • Quanto às derrotas, você poderia identificar algumas bases de fracasso nas batalhas descritas na pastoral?

  • O que você efetivamente fará, a partir de agora, quanto a colecionar mais vitórias nas batalhas espirituais na sua caminhada?

 

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