NEM SEMPRE DEUS CONSIDERA O QUE EU GOSTO,

MAS SEMPRE O QUE EU PRECISO!

(2 Rs 5.1-14)

 

  Em tempos de reforma sempre somos surpreendidos. Nem sempre as surpresas são agradáveis, mas vindo de Deus, todas são importantes e necessárias. Em tempos de reforma Deus vai confrontar nossos modelos, principalmente aqueles que em nada promovem a Sua glória nem nos permitem crescer como convém. Deus quer nos arrancar do território das aparências e nos plantar no chão firme da essência.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas como Naamã, cheias de honras, ocupando cargos de poder, bem vistas socialmente, tidas como pessoas de bem, reconhecidas por seus feitos nobres. Naamã era comandante do poderoso exército da Síria e um herói de guerra reverenciado por seus feitos em batalha a favor do seu povo. Entretanto, aquele grande herói enfrentava uma guerra que ele não conseguia vencer: por baixo do seu “uniforme de herói”, no seu corpo, havia um inimigo que ele não conseguia vencer e o marcava negativamente. O texto bíblico diz que “era ele herói de guerra, porém leproso”. Que afirmação triste para um herói de guerra: medalhas no uniforme, lepra no corpo!

 

LEPRA – SINAL DE PECADO.

Hoje a lepra é considerada uma doença infectocontagiosa, muito bem estudada e plenamente resolvida pela medicina, mas na época de Naamã ela tinha uma conotação diferente. No Antigo Testamento, para o povo de Deus, a lepra estava associada ao pecado e marginalizava o seu possuidor, que era automaticamente excluido da comunhão com o povo. Então, podemos dizer que Naamã era herói de guerra, porém pecador. Encoberto pelo seu uniforme de comandante estava o seu pecado!

Naamã era um homem que tinha liderança, honras, “status”, influência no seu contexto, muitos comandados sob seu governo, mas tinha também pecado que ele escondia! Muitos hoje estão como Naamã: honras por fora, pecados ocultos por dentro! Até que um dia a misericórdia de Deus se revelou a ele, através de uma criada hebréia da sua casa, que lhe mostrou o caminho da solução – o poder de Deus através do profeta Eliseu. Ele foi ao profeta e recebeu de Deus a sua cura.

 

A OPERAÇÃO DE DEUS.

O contexto da experiência de Naamã fala da expressão da graça e da misericórdia de Deus em direção ao pecador para salvá-lo, independentemente do seu pecado, desde que ele se submeta aos processos da operação de Deus. Aqui, não vamos nos deter na cura da lepra de Naamã em si, mas na operação de Deus na vida daquele homem que precisava desesperadamente de um milagre. Essa história de Naamã nos mostra pelo menos três aspectos importantes quanto à operação de Deus, que precisamos aprender.

 

1) NEM SEMPRE O PADRÃO DA OPERAÇÃO DE DEUS É O MEU!

Em Isaias 55.8-9 Deus diz que Seus caminhos e Seus pensamentos são mais altos do que os nossos. Não dá para entendermos todas as operações de Deus em relação a nós! Deus tem Seus próprios e perfeitos padrões. Aleluia! Naamã foi a Samaria buscar solução para sua lepra, mas foi esperando que Deus operasse do seu jeito: através dos toques, invocações e encenações de Eliseu. Ele estabeleceu um padrão para Deus operar, conforme seu entendimento, suas preferências pessoais, seus conceitos. Como não estava acostumado a ser confrontado e resistido em seus conceitos e preferências, saiu indignado!

Muitos hoje em dia são assim: querem que Deus os limpe, mas do jeito deles, conforme os seus paradigmas, conceitos e preferências. Precisam de Deus, querem o milagre, mas não abandonam a soberba, o orgulho, a presunção... Como Naamã, precisam ser tratados no orgulho, na vaidade, na rebelião que estão escondidos em suas vidas! Submeta-se aos padrões de Deus, como primeiro passo para chegar ao seu milagre!

 

2) NEM SEMPRE DEUS OPERA SEGUNDO O QUE EU TENHO, MAS SEGUNDO O QUE EU PRECISO!

Deus não precisa de mim, nem do que eu tenho, para ser o Deus de todo o Universo. Simplesmente Ele é o Todo-Poderoso Deus de glória e majestade. Todo o universo foi “formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb 11.3).

Naamã não se conformou em ter que mergulhar no rio Jordão para ser curado. Para ele, além de mergulhar num rio não ser exatamente o que ele esperava como o padrão de operação de Deus, na Síria havia rios muito melhores! Por que então Deus não os utilizou? Afinal, isto seria o mais lógico.

Muitos se recusam a obedecer a Deus e não recebem milagres em sua vida, porque não compreendem como Deus pode usar algo tão ilógico e insignificante para operar Suas maravilhas. São assim como Naamã: esquecem-se da soberania e da infinita sabedoria de Deus, que pode usar as coisas mais inadequadas aos nossos olhos, para nos abençoar, simplesmente porque os olhos de Deus estão em nosso coração, onde está a nossa real necessidade (quebrantamento, humilhação, renovação de mentalidade). Deus não operaria na vida de Naamã em função do que ele era ou tinha, mas em função do que ele precisava – e ele precisava ser confrontado! Mais que limpar o seu corpo, Deus queria limpar a sua alma! É por isto que muitas vezes somos levados por Deus a mergulhar várias vezes nos vários tipos de Jordão da vida.

 

3) O MILAGRE É IMPORTANTE, MAS, ÀS VEZES, A MANEIRA COMO DEUS O FAZ É A SUA PRINCIPAL OBRA EM MINHA VIDA!

Muitas vezes o nosso maior problema não está na nossa pele, mas na nossa alma. Mais importante que curar a lepra, foi quebrantar o coração cheio de orgulho, presunção e vaidade de Naamã. Mais importante que fazer a nova pele surgir, foi fazer Naamã tirar o “velho uniforme de comandante, cheio de medalhas”, que escondia a sua lepra. Mergulhar no rio Jordão era trilhar o caminho da submissão, da obediência, da humildade e do quebrantamento. Naamã precisava aprender a prostrar-se diante da Palavra e do poder de Deus. A principal obra de Deus em Naamã era no seu carater, no seu coração.

Como ele, muitos precisam ser libertos da síndrome de Naamã - a velha mentalidade de que honra esconde pecado, de se viver com vitórias por fora e derrotas por dentro. Para Deus, tão ou mais importante que pele nova é ter coração novo e mentalidade renovada. Na verdade, mais do que cura física (lepra), a função do rio Jordão, nesse caso, foi libertá-lo das cadeias que o acorrentavam na alma e no espírito. Só depois de ter-se humilhado, quebrantado, submetido e obedecido é que a sua cura se manifestou; para isso, ele precisou mergulhar sete vezes! Havia muita resistência para ser quebrada, muito conceito para ser mudado, muitos paradigmas para serem derrubados, muita sabedoria e conhecimento humanos para serem confrontados e renunciados. Creio que a cada mergulho algo terrível era arrancado da alma daquele homem, até que, após o último, ele levantou-se liberto e curado! Sua pele estava limpa, porque seu coração e sua mente haviam sido tratados por Deus. Aleluia! Quando a libertação chega, o pecado sai!

De uma forma ou de outra, todos nós precisamos do teste do Jordão. Ele nos leva para um nivel mais profundo de libertação e cura. Vez por outra, no processo de nos fazer discípulos maduros, o Senhor nos coloca diante do Jordão para darmos os mergulhos que libertam e curam. Afinal, no Reino de Deus, a humildade e o quebrantamento precedem a honra, e a submissão e a obediência são as principais medalhas de um discípulo. Portanto, não se revolte com os tempos de Jordão. Muitas vezes Deus precisará usá-los para nos moldar, para tratar do nosso carater.

O que tem sido o “seu Jordão”? O que tem sido um teste de humildade, quebrantamento, submissão e obediência para você? As circunstâncias desagradáveis? O seu trabalho? O seu chefe? O seu lider de célula ou de rede? Os seus pastores? Os seus liderados “problemáticos”? Não rejeite o seu “Jordão”; encare-o de frente como um teste divino para aperfeiçoar e amadurecer você. Deus quer libertar e curar você. Deus quer fazer de você um discípulo de carater tratado e a mentalidade renovada. Continue firme – a vitória é sua em Cristo Jesus!

No amor do Senhor da reforma.

 

                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Você já deixou de ser abençoado(a) por Deus porque se recusou a andar na rota que Ele estabeleceu, justamente por não ser como você planejou? Dê um exemplo?

2- Com quais das características de Naamã, antes de entrar no Jordão, você se identifica?

3- O que você efetivamente fará, a partir de agora, quanto a perseverar na direção do Senhor para conquistar suas promessas?  

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