21/06/2015

 

ATITUDES QUE NOS LEVAM À VITÓRIA NAS BATALHAS
(2 Crônicas 20.1-30)

 

 

Josafá, o então Rei de Judá é avisado sobre uma grande multidão que estava a caminho para guerrear contra ele. Como ele era um rei que buscava a Deus, posicionou-se de forma correta e alcançou o livramento.

 

Muitas vezes nos vemos assim, pegos de surpresa, com a chegada de algo que temos a certeza não podemos vencer sozinhos. Chega uma crise, nos vemos em uma batalha!

 

Observando este texto, vemos algumas atitudes que o rei Josafá teve  e que nós também devemos ter, em tempos de batalhas,  que nos conduzirão à vitória.

 

1- NÃO DEIXAR O MEDO NOS DESANIMAR

A primeira reação de Josafá foi ter medo.

 

Além da real adversidade externa, surge uma grande batalha interna: o medo, que é algo normal em nossas vidas. 

 

Todos nós temos medo de alguma coisa. E em certa medida é proteção para nós. Só não podemos deixá-lo nos dominar, pois o mesmo paralisa, nos controla, trava, amarra, prende, sufoca etc. Precisamos lançar fora todo o medo, que adoece, enfraquece.

 

Em vários momentos Deus fala a respeito desse sentimento: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso, não temas, nem te espantes, porque o Senhor, Teu Deus é contigo por onde quer que andares”.

 

Josué teve medo e essa palavra o fortaleceu.

 

José também, antes de casar com Maria. Um anjo apareceu e lhe disse: “Não temas receber Maria tua mulher porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Mt. 1.20b).

 

Os discípulos ao verem Jesus andando sobre as águas ficaram com medo e tomados de pavor, gritaram! – Jesus os acalmou. (Mt. 14.26).

 

O medo produz tormento. “Corajoso não é o que não tem medo, e sim, o que não deixa o medo o paralisar” (Ap. Renê Terra Nova).

 

Deus nos tem dado espírito de poder, de amor e moderação. (2 Tm 1.7).

 

- Você tem sentido medo? Lance-o fora, creia na unção de poder, de ousadia e intrepidez que está na sua vida.

 

2- BUSCAR AO SENHOR

O rei Josafá se consagrou com jejum e levou o povo a fazer o mesmo. Ele ora ao Senhor. No verso 6: “Ah! Senhor Deus de nossos pais, porventura, não és Tu Deus nos céus? Não és Tu eu dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir”.

 

Ele vai orando, trazendo à memória o que Deus tinha feito e lembrando as promessas a Israel. “Se algum mal nos sobrevier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de Ti, pois Teu nome está nesta casa; e clamaremos a Ti na nossa angústia, e Tu nos livrarás”. (verso 9)

 

É assim que fazemos quando estamos em aperto e angústia? Oramos assim? Buscamos ao Senhor? Ou murmuramos, reclamamos, dizendo: “Por que comigo?”

 

Precisamos reivindicar a palavra, as promessas que estão escritas, reconhecer a grandeza de Deus.

 

Em Mateus 7.7,8:  “Pedi, e dar-se-vos-á, buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á”.

 

3- TER HUMILDADE

“Porque  em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que fazer” (v. 2)

 

Ele era rei e estava declarando que não sabia o que fazer diante de todos. Josafá se humilhou, reconhecendo sua limitação, quebrantando-se na presença de Deus, rasgando o coração.

 

Muitas vezes nós primeiros tentamos com nossas forças, habilidades, recursos, e entendimento alcançar a vitória. Quando estamos exaustos e sem a vitória é que nos rendemos, nos humilhamos diante do Pai. 

 

“Humilhai-vos, portanto sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno nos exalte. Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pe. 5.6,7).

 

Precisamos nos esvaziar de nós mesmos, deixar toda soberba, altivez, autossuficiência, arrogância, e nos rendermos. Jesus é o nosso maior exemplo. Ele diz “...aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração e achareis descanso para as vossas almas” (Mt. 11.29)

 

Humildade de coração traz descanso para a alma.  Quer descanso? Seja humilde de coração!

 

4- COLOCAR OS OLHOS EM DEUS

“...porém os nossos olhos estão postos em Ti”  (v.12b)

 

Josafá decidiu olhar para Deus  e não para as circunstâncias. Assim também, o apóstolo Pedro, enquanto olhou para Jesus, não se afundou. Porém, “quando reparou na força do vento, nas ondas teve medo e começou a submergir." (Mt. 14.22-31).

 

Quando tiramos os olhos de Jesus, da Sua Palavra, e começamos a reparar à nossa volta, nas circunstâncias, na realidade, então a incredulidade e a dúvida nos alcançam.

 

Jesus disse a Pedro: “Homem de pequena fé, por que duvidaste?”. Devemos olhar firmemente para o autor e consumador da nossa fé: Jesus. Não tirar os olhos dEle. 

 

Persevere, olhe firme. Jesus perseverou em meio às provações. Ele não desistiu, suportou a cruz.

 

“São os olhos a lâmpada do corpo” (Mt. 6.22-27). Preste atenção ao que você está olhando! O que você vê pode te iluminar ou te deixar em trevas. Jesus é a luz. 

 

Quer luz? Olhe para Ele e as trevas serão dissipadas!

 

Nossos olhos nos guiam. Se você vê as circunstâncias, elas te guiarão. Se você olha para Jesus, Ele Te guiará!

 

5- DAR OUVIDOS AO SENHOR E CRER NELE

Deus falou com Josafá e ele O ouviu. (versos 14-17). Ele também ouviu os profetas e acreditou neles, que eram boca de Deus. “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros, crede nos profetas e prosperareis” (v. 20).

 

A realidade estava ali, do mesmo jeito, ou até pior. Uma multidão, um exército numeroso vindo, poeira subindo, barulho de cavalos, homens marchando... Mas a verdade foi maior. Ele escolheu ouvir a voz de Deus ao invés de ouvir a voz de homens. Ele creu em Deus, ao invés de crer nas circunstâncias, e sentiu-se seguro e certo do sucesso.

 

Não seja ouvinte negligente. Ouça a Deus e aos seus profetas e creia. Esta é a chave da prosperidade. Quem de fato ouve, pratica e obedece. Isso testifica o que crê.

 

Quem você tem escutado? Dê ouvidos ao Senhor e creia!

 

6- ADORAR E LOUVAR AO SENHOR

“Josafá se prostrou e o povo também. E adoraram ao Senhor. Louvando ao Senhor em voz alta, sobremaneira” (v. 18)

Agiram assim antes da batalha começar.

 

Temos conseguido adorar, louvar ao Senhor em todo o tempo? Ou só quando tudo vai bem? “Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios” (Sl. 34.1).

 

“Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre” (v. 21b).

 

O que seus lábios estão liberando? 

 

Adorar e louvar ao Senhor quando está em dor, sofrendo, as coisas não estão do jeito que você quer – isso é verdadeira adoração e louvor! Adore e louve ao Senhor em todo o tempo!

 

O inimigo se aproximava, em grande quantidade e fortemente armados. E o povo de Deus foi cantando e dando louvores a Ele e o Senhor agiu: chegaram e encontraram corpos mortos, nenhum sobrevivente. A ameaça havia cessado. 

 

O motivo do terror morreu, não  existia mais. Encontraram riquezas, grande despojo – levaram três dias para carregar! Voltaram cheios de alegria e vitoriosos. Ali se tornou o vale da bênção, onde poderia ser vale da derrota, da morte, da maldição.

 

Nós encontramos riquezas e tesouros valiosos e duradouros nas experiências dolorosas que passamos, nas batalhas, nas crises. Nos tornamos melhores.

 

Você crê que podemos ajustar nossas atitudes e alcançarmos vitória como Josafá e o seu povo? O que está te afligindo pode deixar de existir!

 

O que tem sido motivo de batalha em sua vida?  Doença, medo, depressão, dificuldade financeira, problemas conjugais, ou com os filhos? Identifique e creia na vitória. O vale que estamos atravessando pode se tornar o vale da bênção.

 

Não deixe o medo te dominar. Busque ao Senhor. Seja humilde de coração. Coloque os olhos em Deus. Dê ouvidos ao Senhor e creia. Adore e louve ao Senhor em todo o tempo.

 

Não temais e nem vos assusteis, a peleja não é vossa, mas de Deus. Nele nós temos a vitória. O Senhor é conosco.

 

No amor do Senhor,

 

Pra. Luciana Campbell

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