20/09/2015

 

 

O SANGUE DE JESUS TEM PODER!
(Romanos 3.21-26)

 

 

Deus criou o homem para ter comunhão permanente com Ele, para viver eternamente na Sua presença, desfrutando de tudo aquilo que, como Pai Perfeito, tem para oferecer aos Seus filhos. No livro de Gênesis temos o relato de toda a criação, bem como da formação do homem e do seu estabelecimento no planeta. Na Terra, o Criador formou um jardim onde a harmonia e a beleza eram a tônica, o Jardim do Eden. Nesse Jardim, do pó da Terra, Deus formou o primeiro homem – Adão; de Adão tirou Deus sua mulher, Eva, e ali, no Jardim os casou, os aliançou.

           

Foi naquele Jardim que Deus investiu o homem de autoridade divina para ser o governante sobre toda a criação, enquanto permanecesse debaixo da Sua direção. Enquanto Adão se mantivesse em submissão ao Senhor, estaria investido do poder e da autoridade para permanecer e gerenciar o Jardim, que era uma sombra, ou projeção, do Reino dos Céus na Terra. Deus deu ao homem liberdade de escolha, porque a intenção de Deus era que o homem, livremente, escolhesse andar na Sua presença  e servi-Lo. Mas para que a liberdade de Adão não corrompesse sua autoridade e poder, Deus colocou limites para a sua permanência no Jardim. O limite para Adão foi o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; se ele comece do fruto morreria, isto é: estaria desligado da presença de Deus, cortado da Fonte de vida eterna e, com isto, perderia o direito de permanecer e governar o paraiso. A governança de Adão, portanto, estava dependente da sua comunhão com Deus; no dia em que essa comunhão fosse quebrada, as portas do paraiso estariam fechadas para o homem.

           

Infelizmente, o primeiro homem e a sua mulher desobedeceram a Deus, comeram do fruto proibido e foram cortados da presença de Deus, sendo expulsos do Jardim de Deus na Terra. Pelo pecado, o primeiro homem abriu mão da rota das bênçãos de Deus, para iniciar a rota das maldições. Duas coisas aconteceram que inviabilizaram o homem naquele momento: a) O homem não se arrependeu do que fez, mesmo sendo confrontado pelo Senhor; b) O homem deu ouvidos a Satanás, valorizando mais o que ele disse do que o que o Senhor já lhe havia dito.

           

Por causa dessas duas atitudes, sobrevieram duas consequências terríveis: a) O homem perdeu a comunhão com Deus, a vida eterna e o direito de viver no Jardim de Deus; b) O homem submeteu-se ao senhorio de Satanás, ao invés de exercer sua autoridade e repreendê-lo; perdeu a batalha espiritual para o inimigo, entregando-lhe o cetro do governo que recebeu de Deus!

           

O pecado do primeiro homem não só o afastou de Deus e da vida eterna, como o colocou debaixo do jugo do inimigo e da morte (tanto física como espiritual). Por causa do pecado, o homem se afastou de Deus e se encontrou com as maldições, dores, doenças e enfermidades, cadeias infernais, desarmonia etc.

           

Também o planeta foi afetado e transformou-se no mundo (kosmos), ou seja: sistema organizado e harmônico, governado pelo homem, cuja mente por trás do sistema é a mente do inimigo. O projeto original de Deus para o homem era que tudo na Terra estivesse nas mãos do homem, enquanto o homem estivesse nas mãos de Deus; Deus queria que tudo estivesse debaixo do governo do homem, enquanto o homem estivesse debaixo do governo de Deus!

 

O CERNE DO PROBLEMA É O PECADO!

É claro que temos de lutar contra o diabo e suas hostes, pois ele é um inimigo que não podemos desprezar, porém ele não é o ponto mais importante do problema da humanidade. O cerne do problema da humanidade é o pecado! Todas as maldições chegaram ao homem por causa do pecado, da sua separação de Deus. Satanás só tem acesso porque o pecado lhe abre as portas para subjugar e governar. Resolvido o problema do pecado, Satanás perde automaticamente a autoridade e o governo, que originalmente estavam nas mãos do primeiro homem!

           

Deus disse que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Por causa do pecado, o homem se afastou de Deus (a Fonte da vida eterna) e recebeu a morte como recompensa. É um decreto divino e tem que ser cumprido. O caminho natural do homem no pecado é a morte e ponto final.

 

DEUS PROVIDENCIA A SOLUÇÃO!

Deus não formou o homem para ficar afastado Dele, nem para destrui-lo. O foco de Deus era retomar o Seu projeto original, tendo comunhão com o homem e, através deste, implantar o Seu Reino na Terra. Porém, ao mesmo tempo, Deus teria que cumprir Seu decreto, porque a Sua Palavra não pode voltar vazia para Ele. Como, ao mesmo tempo, matar o homem e tê-lo vivo na Sua presença?

 

Só Deus poderia realizar tal façanha. A solução seria um substituto do homem para receber a condenação. Quem poderia se apresentar diante de Deus para, voluntariamente, se colocar no lugar, não de um pecador, mas no lugar de toda a humanidade? Seria necessário que um homem sem pecado, concebido de uma semente sem pecado, pudesse substituir a humanidade no juízo de Deus, sendo morto no lugar do pecador. Teria que ser natural da Terra, nascido de mulher, pois o nascimento é a porta de entrada para o homem no planeta, para ter legitimidade de resgatador do homem da condenação, mas inocente para ter acesso a Deus e apresentar-se voluntariamente como o substituto do pecador, como um sacrifício expiatório, sacrifício agradavel a Deus. Que ser humano poderia cumprir exigências tão altas? Nenhum!

           

Uma vez que toda a humanidade é concebida em pecado (Sl 51.5), então Deus mesmo assume o comando e providencia a solução: Jesus Cristo, o Segundo Adão. Assim, pela Palavra de Deus, sob o poder do Espírito Santo, uma virgem (Maria) concebeu, o Verbo (o Filho de Deus) se fez carne, e o Salvador nasceu! Pelo primeiro Adão o pecado e a morte entraram no planeta e o inimigo ganhou o direito de governar, mas pelo Segundo Adão, a justiça de Deus é cumprida, o pecado é vencido, a morte eterna é vencida, o inimigo é vencido e perde o direito de governar.

           

Em Cristo a justiça de Deus é cumprida na vida do pecador. Agora, todo aquele que crê que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus que morreu pelos pecados da humanidade, e O recebe como Salvador e Senhor de sua vida, venceu o pecado, a morte e o diabo, tem a vida eterna e reassume o papel de autoridade espiritual instituida por Deus no planeta! Sim, Jesus Cristo morreu por todos, mas sua obra redentora não é para qualquer um, ela só beneficia aquele que Nele crê! Só é redimido quem crê em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

 

REDENÇÃO É UM ATO JURÍDICO, DIVINO E INQUESTIONAVEL.

Redenção é um ato jurídico em que alguém efetua uma libertação ou é liberto, pelo pagamento de um resgate. Redenção foi a resposta de Deus, em Cristo, para livrar o homem da condenação eterna. A condenação pelo pecado do homem foi a morte, assim, só pela morte o homem poderia ser resgatado. O homem deveria morrer para cumprir a justiça de Deus, mas, se o preço da condenação fosse pago, sua vida seria resgatada.

           

Ao Se colocar para morrer no lugar do pecador, Cristo pagou o preço do resgate, cumpriu a justiça de Deus e libertou o homem do jugo do pecado, da morte eterna e do diabo. Ao proclamar na cruz do Calvário que estava consumado, Ele disse que o preço da redenção estava pago! Um ato jurídico foi realizado e uma condenação se extinguiu! A redenção em Cristo foi um ato de amor de Deus para nos ter de volta ao Seu lado. Foi um ato espiritual concreto e definitivo, que tomamos posse pela fé (Jo 3.16). Deus mesmo pagou o preço do nosso resgate, livrando-nos da morte eterna, concedendo-nos a vida eterna e tornou-Se nosso Senhor, nosso proprietário!

 

O SANGUE DE CRISTO: O PREÇO DO NOSSO RESGATE!

A redenção é a libertação de um condenado mediante o pagamento de um resgate. Entretanto esse resgate só é válido se satisfizer plenamente a justiça que o condenou. Ora, se o pecador foi condenado à morte, o preço do seu resgate é a morte, uma vez que só morrendo ele satisfará a justiça de Deus. Cristo então toma o lugar do pecador e voluntariamente entrega a Sua vida, resgatando legitimamente o pecador para Deus.

           

A Palavra nos diz que a vida está no sangue (Lv 17.11). Lemos ainda em Hb 9.22 que sem derramamento de sangue não há remissão (redenção) de pecados. Quando o sangue de Jesus, na cruz do Calvário, foi derramado sobre a Terra e a Sua vida se extinguiu, o resgate pela vida do pecador foi pago. Pelo sangue (vida) derramado de Cristo o preço do nosso resgate foi pago (Rm 8.1). Se o preço do resgate foi pago, o Pai está satisfeito, não há mais como nos condenar, nos recebe de volta e o jugo do diabo se desfaz! Aleluia!

           

Na cruz do Calvário, pela fé,  entramos em aliança de vida eterna com Deus pelo sangue de Cristo, que foi derramado a nosso favor. Assim, morremos em Cristo para a velha natureza (natureza do pecado), mas como Cristo ressuscitou, também com Ele ressuscitamos para uma vida nova, sem a semente do pecado (Rm 6. 8-11). Houve uma mudança de senhorio em nossas vidas, pois ao recebermos pela fé em Cristo a nossa redenção, concordamos que Ele tornou-Se nosso dono, comprando-nos para Deus, pois pagou o preço que jamais poderíamos pagar pela nossa vida. O sangue de Jesus foi a “moeda” de valor incalculável, inigualável, que só Deus possuia e usou para a nossa redenção!

 

O SANGUE DE CRISTO TEM PODER!

Para compreendermos o poder do sangue de Jesus, precisamos reavaliar o resultado do pecado na vida do homem. O pecado  entrou  como  desobediência  a  Deus  e produziu pelo menos três coisas  terríveis no histórico da humanidade:  a- Separação entre Deus e o homem (a morte espiritual e física); b- Culpa, pelo sentimento de afastamento e separação de Deus; c- Acusação de Satanás. Por isso, o SANGUE tem basicamente três valores principais:

 

1- PARA DEUS: É EXPIAÇÃO.

Ao nos redimir, o sangue de Cristo nos reaproxima de Deus (Ef 2.13; Hb 9.22). O sangue derramado de Cristo cumpre fiel e cabalmente a justiça de Deus a nosso respeito. Deus nos perdoa porque, vendo o sangue de Cristo em nós, não vê mais o nosso pecado! Deus simplesmente está satisfeito e ponto final! Não devemos permitir que os nossos pecados sejam maiores e mais poderosos que o sangue do Cordeiro de Deus. Só o sangue de Cristo me aproxima de Deus – nunca o meu comportamento! É preciso ter fé na Palavra de Deus.

 

2- PARA O HOMEM: NOS LAVA DA SUJEIRA DO PECADO.

Tira do pecador o sentimento de culpa e sujeira de sua vida, limpando a sua consciência diante de Deus (Hb 10.19-22). Quando creio que realmente o sangue de Cristo me redimiu, também passo a crer que ele não só cobriu o meu pecado, mas também me limpou de toda sujeira que o pecado deixou em minha vida.

 

3- PARA VENCER O ACUSADOR: NOS LIVRA DO ACUSADOR.

O sangue do Cordeiro nos purifica de todo pecado e cancela a nossa culpa, livrando-nos da acusação de Satanás (1 Jo 1.7). Toda vez que achamos que há em nós alguma justiça própria, estamos dando a Satanás uma base para nos acusar (Rm 3.24). Deus tem poder para solucionar os problemas dos nossos pecados, mas nada pode fazer por quem se submete à acusação. Aceitar a acusação de Satanás por não querer ser justificado em Cristo ou não acreditar que o Seu sangue já nos justificou é não crer que o Seu sangue nos purifica de todo pecado. Onde não há pecado, não há culpa, não há base para Satanás operar, não pode haver acusação.

           

O resultado prático da redenção é que fomos devolvidos ao propósito original de Deus, vivendo na Sua presença gloriosa. Pelo sangue de Cristo nos acertamos com Deus, voltamos a agir conforme a mente do Senhor, fomos arrancados do caminho da maldição e introduzidos no caminho da bênção, deixamos o senhorio do inimigo e voltamos ao senhorio do Senhor. Sem pecado, a causa para o cumprimento da maldição se extingue! (Pv 26.2).

           

Quando o sangue de Jesus foi derramado, tudo aquilo que chegou a nós porque saimos da presença de Deus e do paraiso, é literalmente cancelado em nossas vidas. Somos restituidos da autoridade divina para governar segundo os princípios do Reino e voltamos a ser diplomatas e generais deste Reino na Terra. Através da redenção pelo sangue de Jesus, Deus nos vê, outra vez, no Seu projeto original, estabelecidos por cabeça e não por cauda e espera que funcionemos corretamente, exercendo a autoridade que foi entregue ao inimigo!

           

Debaixo do sangue de Jesus, e em Seu nome, temos autoridade contra Satanás e suas hostes, contra o pecado, contra os mecanismos de morte, contra as doenças e enfermidades, contra as cadeias infernais da maldição, opressão etc. O Senhor já cumpriu o Seu papel e agora o que se espera é que assumamos o nosso como nascidos de novo, como Seus representantes na Terra. Tome posse da autoridade restituida, exerça o governo contra tudo o que promove o caos.

 

No amor do Senhor do altar e da nossa redenção.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO PASTORAL:

  • Quais dos benefícios advindos da redenção pelo sangue de Jesus ainda não estão plenamente vividos sua vida?

  • O que você fará, a partir de agora, quanto a desfrutar dos benefícios da sua salvação em Cristo Jesus?

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