É A PÁSCOA DO SENHOR.

(Êx 12.1-14)

 

A Páscoa, que foi instituida no Antigo Testamento por meio do sacrifício do cordeiro, era um sinal da obra redentiva providenciada por Deus em favor do pecador arrependido, por meio do sacrifício de Seu Filho, Jesus Cristo. Aquele animal era uma figura ou um tipo de Cristo, que é o verdadeiro Cordeiro sem mácula e sem defeito, apto portanto para ser sacrificado a favor de toda a humanidade. Em Cristo, Deus realizou o Seu soberano plano para a redenção do homem (Jo 1.29). A grande mensagem pascal é: Cristo foi imolado (sacrificado) para que eu, você e todos aqueles que por fé se colocarem debaixo do Seu sangue, não pereçam, mas tenham a vida eterna (João 3.16). Páscoa é o grande presente de Deus para os homens: a salvação em Cristo Jesus!

 

Páscoa é, portanto, uma festa religiosa judáico-cristã de significado muito profundo, tanto para judeus como para cristãos. A Páscoa é a mais importante festa do calendário cristão. É fundamentalmente o memorial da redenção, da libertação do povo de Deus que estava escravizado no Egito, pelo sangue do cordeiro sem defeito ou mácula sacrificado. Para o cristianismo autêntico, a Páscoa é também o memorial da redenção, só que pelo sangue de Jesus, o Cordeiro providenciado por Deus, derramado na cruz do Calvário.

 

Em Êxodo 12.14 lemos que a Páscoa deve ser celebrada como “solenidade ao Senhor”, isto é: não pode ser celebrada de forma leviana ou mundana. Como é festa, Páscoa é alegria, é celebração, mas é também reverência e reflexão. Celebrá-la, como cristão, é testificar acerca do terrível sacrifício de morte que Deus mesmo providenciou para o pecador: o sacrifício do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo – a morte do Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, o Senhor.

 

Do ponto de vista espiritual, a Páscoa é mais importante para a humanidade do que o ar que ela respira, uma vez que este lhe traz a vida biológica, humana e limitada, enquanto que a Páscoa nos traz a vida espiritual, divina e eterna. Se a Páscoa não tivesse existido, não haveria esperança para o homem, nem salvação para o perdido pecador!

 

Precisamos entender que Páscoa é Festa ao Senhor e é um estatuto eterno, por isso devemos celebrá-la da forma certa e com o espírito correto. Não podemos substituir o Cordeiro Pascal por coisa alguma, muito menos por coelhos ou lebres, que são considerados animais imundos na Bíblia (Lv 11.6). É um erro grave mundanizar a Páscoa e profanar o que é santo, banalizando os valores e ensinos bíblicos e aceitando o falso ensino de que ovos e coelhos falam de uma nova vida. A Páscoa é santa ao Senhor e o Cordeiro Pascal, Jesus Cristo, é insubstituível!

 

O tempo dos sacrifícios de animais se encerrou. Hoje não precisamos mais sacrificar animais para celebrar a Páscoa, uma vez que Cristo Se fez o último e perfeito sacrifício para a nossa libertação. Nosso Senhor instituiu um memorial, a Ceia do Senhor, que deverá ser celebrado por Sua Igreja até que Ele volte, com dupla finalidade: a) trazer à memória do cristão o Seu sacrifício e a Sua aliança de salvação conosco e b) testemunhar (anunciar) a Sua morte expiatória a favor do pecador arrependido até que Ele volte (1 Co 11.1-32).

 

Guardar e participar da festa da Páscoa é mais que um privilégio, é um santo dever do cristão, entretanto, não é garantia de salvação parta o participante. Os cristãos não são salvos porque participam da festa. Participamos da festa porque somos salvos, isto é: porque recebemos Jesus como nosso único e suficiente Senhor e Salvador, porque pela fé nos colocamos debaixo do Seu sangue remidor! Páscoa é Cristo sacrificado por nós!

 

TRÊS REALIDADES INERENTES À PÁSCOA DO SENHOR:

 

Observando o relato bíblico acerca da Páscoa, tanto no Antigo como no Novo Testamento, vemos as mãos do Todo-Poderoso operando maravilhas e liberando bênçãos tremendas sobre o Seu povo. Vejamos pelo menos três dessas realidades:

 

a) DEUS TOMA PARA SI A NOSSA CAUSA:

Na Páscoa, testifica-se que os inimigos do povo de Deus se tornam Seus inimigos. Assim como visitou os egípcios com grande poder, através das dez pragas e do afogamento no mar Vermelho, Deus, em Cristo, intervirá na sua história e Se levantará poderosamente contra os seus inimigos.

Celebrar a Páscoa é celebrar também os livramentos que Deus nos traz, porque Cristo, a nossa Páscoa, venceu na cruz do Calvário todos os nossos inimigos espirituais! Em Cristo, somos mais que vencedores. Agindo Deus quem O impedirá? Quem fará encolher a Sua poderosa mão? Por fé, celebre a sua vitória sobre todos os destruidores espirituais que entraram em sua vida e território, afligindo o casamento, a família, o ministério e tudo o mais.

 

b) SOMOS LIBERTOS DA ESCRAVIDÃO, DA RUINA E DA MISÉRIA:

O povo de Deus não saiu do Egito livre só do jugo da escravidão, mas também de duas maldições terríveis que a escravidão traz: a ruina e a miséria. Deus não só os tirou do jugo da escravidão, mas fez com que não saissem de mãos vazias, mas com muita riqueza entregue pelos inimigos.

Todo jugo de escravidão promove, em alguma área da vida do escravo, algum nível de ruina e miséria, por isso a nossa libertação em Cristo vai além da vitória sobre a morte e o pecado, uma vez que o Senhor nos afirma que Ele veio para nos dar vida em abundância (Jo 10.10). Assim, a prosperidade e as riquezas são o resultado da nossa libertação da ruina e da miséria, são como os despojos da nossa vitória contra o jugo da escravidão.

Naquela noite, da Páscoa, o povo de Deus saiu do Egito livre da escravidão, com prosperidade e com muita riqueza nas mãos, porque os inimigos tiveram que entregar a eles os seus bens! Cristo, a nossa Páscoa, veio para trazer libertação aos cativos! Creia que nesse Ano da Colheita Ampliada, a sua libertação será tão poderosa, que a prosperidade e as riquezas que estavam retidas nas mãos do inimigo, chegarão nas suas mãos e transbordarão para sua descendência, em nome de Jesus Cristo, o Cordeiro Pascal!

 

c) TEMOS A PROVISÃO DA CURA DIVINA:

O sangue do Cordeiro Pascal (Cristo), derramado no sacrifício da Páscoa, não é só garantia de livramento da morte eterna, mas, como está em Isaías 53.4-5, nos garante a cura divina para as enfermidades: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

Por causa do sacrifício do Cordeiro de Deus, a nossa Páscoa, podemos entrar na presença de Deus e, em nome de Jesus, pleitear a cura para as enfermidades. Posicione-se por fé sob esse manto pascal, creia na Palavra da Verdade e tome posse da sua promessa de cura. Se o sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo está sobre sua vida, então a promessa é sua. Encrave as enfermidades na cruz do Calvário e receba a saúde e a vida, em nome de Jesus! Somos povo de Deus e, nesse Ano da Colheita Abundante, temos o direito de entrar no melhor momento de nossa história. Você semeará a promessa e colherá os frutos da fidelidade de Deus! Páscoa fala também de começos, de ciclos encerrados e ciclos iniciados. Decida que nesta Páscoa o Senhor encerra um ciclo de escravidão, ruina e miséria em sua vida ou em áreas dela.

Creia que o Senhor lhe chama para começar uma história nova nas áreas em que a escravidão e a vergonha imperavam. Volte-se definitivamente para Cristo Jesus, confesse-O como Senhor e Salvador de sua vida e se apodere do novo de Deus, tanto para você como para toda a sua casa.

 

No amor do Senhor da Colheita Ampliada.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

O que é a Páscoa para você?

Quais das bênçãos da Páscoa citadas na pastoral você tem experimentado?

Ore com seus irmãos na reunião celular, ministrando pelo cumprimento de todas as bênçãos da Páscoa em suas vidas. Transforme essa reunião num tremendo momento para atrair a glória do Cordeiro de Deus sobre suas vidas.

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