CONQUISTANDO UM CRESCIMENTO TRIDIMENSIONAL

(2 Pe 3.17-18)

 

Estamos chegando ao fim do Ano da Reforma. Já conquistamos muitos territórios para a glória do Senhor, apesar de ser um ano de grandes desafios. Deus quer nos levar a conquistar em muitas áreas e uma das conquistas mais expressivas, que temos sido desafiados a realizar, é a conquista do nosso crescimento pessoal. Tão importante como conquistar as promessas na vida familiar, ministerial, celular, financeira e profissional é conquistarmos o nosso crescimento pessoal.

Crescer na graça e no conhecimento do Senhor é experimentar um crescimento pessoal amplo e expressivo, que nos facilitará e, de certa forma, nos respaldará, na conquista de muitos dos nossos territórios da promessa. Crescer na graça e no conhecimento do Senhor é amadurecer espiritualmente, com reflexos positivos na vida pessoal e relacional. Só os maduros espiritualmente conseguem administrar bem o que já conquistaram.

Precisamos nos lembrar que muitas promessas de Deus podem ser feitas no tempo da infância, mas só serão conquistadas plenamente mais tarde, no tempo da maturidade. Com Davi foi assim. Recebeu a promessa do trono de Israel ainda jovem, mas só se assentou nele anos mais tarde, quando foi capaz de mostrar que estava pronto, ou aprovado, ou crescido, através das suas respostas às circunstâncias que lhe sobrevieram.

O Espírito nos exorta a crescermos na graça e no conhecimento do Senhor, porque isto nos leva a crescer tanto coletivamente como individualmente. Nesse sentido, de um crescimento amplo e frutífero, como é a promessa de Deus para nós, vemos que o Senhor quer nos levar a conquistar um crescimento em três direções.

 

CRESCIMENTO TRIDIMENSIONAL:

Tomando como base uma árvore frondosa e frutífera, vemos que ela mostra crescimento saudável quando é capaz de crescer para baixo, para cima e para os lados. O foco do Senhor é nos fazer mais maduros e frutíferos, levando-nos a conquistar um crescimento amplo, tridimensional: crescimento para cima, crescimento para baixo e crescimento para os lados.

 

a) CRESCER PARA BAIXO:

Crescer para baixo é enraizar. É formar e deitar raizes na terra. Nenhuma árvore crescerá, amadurecerá e frutificará com raizes mal formadas, fragilizadas, escassas ou ausentes.

As funções principais de uma raiz são firmar e nutrir a árvore, para que ela frutifique e alcance todo o seu potencial. As funções da árvore dependem, na quase totalidade, das suas raizes, isto é: de como elas são e de onde elas estão. Como sempre, o Senhor continuará a nos dar o alimento certo, os nutrientes corretos, caberá a cada um de nós deitarmos raizes sadias e nos alimentarmos corretamente.

Se as raizes de uma árvore não crescem, infalivelmente todo o resto atrofiará – é o princípio do método “bonzai” de processar a miniaturização de árvores. Árvores tratadas assim se tornam miniaturas do que deveriam ser, se parecem com as normais, mas têm deformação no aspecto geral e até podem dar frutos, mas via de regra são escassos. Precisamos nos divorciar dessa maldição de crentes bonzai. Precisamos crescer no enraizamento, para corretamente nos firmarmos, sermos nutridos e frutificarmos.

Crescer para baixo significa viver com fundamentos e princípios sadios. É ter raizes profundas na Palavra de Deus e viver conforme seus valores. É nutrir-se do carater e da santidade do Senhor, que é o nosso Verdadeiro Alimento. É manter-se firme, sem se abalar, nem se fragilizar, apesar das intempéries que surgirem. Quando estamos bem enraizados, nossas experiências, ainda que desagradáveis, servem para nos firmar e amadurecer.

Crente sem raizes geralmente não tem compromissos nobres com os princípios da Palavra, nem com os da família, igreja, célula e discipulado. Torna-se nômade e errante, sendo facilmente arrancado e levado pelas circunstâncias e intempéries. Mostra-se superficial na caminhada, desistindo sempre que há a necessidade de perseverar diante dos “torrões” que dificultam o seu enraizamento. Se esquecem que é justamente perseverando nesses momentos difíceis, que suas raizes se tornarão mais fortes e seu enraizamento mais firme. A chave é decidir perseverar no enraizamento pessoal nos fundamentos e princípios da Palavra, tanto na família como na igreja, na célula, no discipulado, apesar das dificuldades. Só assim seremos, cada vez, mais uma geração firme e saudavel, que vive pelos princípios sadios de fé.

 

b) CRESCER PARA CIMA:

Fala da nossa relação com Deus. E como o crescimento vertical de uma árvore depende das suas raízes, também a nossa relação com Deus depende do nosso nivel de enraizamento nos princípios e valores do Reino de Deus. Sem estar firmado nos princípios e valores de Deus, ninguém poderá crescer na comunhão com Ele, porque Deus é um Deus de princípios.

Crescer para cima é crescer na intimidade, na comunhão com Deus. É crescer no temor e no tremor do Senhor. É crescer em santidade e integridade diante de Deus, buscando atrair a Sua glória e o Seu poder para a terra. É buscar de forma firme e persistente estar no centro da vontade de Deus, vivendo os sonhos do Senhor a nosso respeito e buscando agradá-lO em tudo.

Crescer para cima é crescer em fé, desenvolvendo uma fé sobrenatural, capaz de nos levar a dar os saltos de fé necessários para conquistarmos muitos dos territórios da promessa. Não podemos nos esquecer que nossas conquistas em Deus se processam exclusivamente no sobrenatural de Deus – serão puro exercício da nossa fé!

 

c) CRESCER PARA OS LADOS:

Fala da nossa relação com o próximo. Precisamos crescer para os lados, para o lado do nosso próximo. Fala da nossa comunhão com o cônjuge, os familiares, os irmãos, os nossos líderes e liderados. Fala de alargar o ministério, as tendas, os relacionamentos.

Crescer para os lados é a base da Escada do Sucesso, onde ganhar, consolidar, discipular e enviar só se realizarão através dos relacionamentos saudáveis. Crescer para os lados é nos adestrarmos como discípulos e discipuladores, para que os propósitos de Deus se cumpram plenamente em nossas vidas e o Reino de Deus seja expandido na Terra. Crescer para os lados refere-se a ampliar os relacionamentos horizontais, consolidando o Corpo de Cristo em fé e unidade, o que vai requerer de cada um de nós amor, paciência, misericórdia, perdão, perseverança, fidelidade, humildade e compromisso.

Em suma, crescer para os lados é crescer no aliançamento. Também nesse caso, os nossos níveis de enraizamento e comunhão com Deus afetará o nosso nivel de aliançamento. Afinal, como sermos firmes numa aliança com a família, com nossos líderes e liderados, com nossa igreja e com nossa célula se não estivermos firmados nos princípios e valores do Reino e em comunhão plena com Deus?

E como viveremos os princípios e valores do Reino de Deus? Só sendo libertos e curados, tendo uma alma livre, sem barreiras e impedimentos. Tomemos a decisão de nos aprofundarmos no enraizamento nos princípios e valores do Reino, ampliando cada vez mais nossa comunhão com Ele, expondo-nos à libertação e à cura, para que sejamos forjados como discípulos de aliançamento, homens e mulheres que permanecem firmes e compromegidos, para que a Sua glória seja manifesta e os Seus propósitos plenamente cumpridos, em nome de Jesus. 

 

No amor do Senhor da reforma.

 

                        Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Você, sinceramente, pode dizer que tem crescido plenamente nas três dimensões descritas na pastoral? Em quais delas você está mais deficitário?

2- Enumere algumas causas para tais situações.

3- O que você efetivamente fará para que um crescimento expressivo comece a acontecer em sua vida?

 

 

 

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