18/01/2015
 
O SACERDOTE E O SACRIFÍCIO NO ALTAR
(Levítico 6.8-13)

 

 

Restaurando o Altar para Legitimar uma Colheita Fiel é o nosso tema para 2015. Entramos no ano em que seremos alcançados incrivelmente por uma colheita fiel, aquela que não nos decepcionará, mas primeiro há uma exigência: que o altar do Senhor seja restaurado.

 

Como vimos no estudo anterior (Restaurar o Altar é Restaurar uma Vereda Perdida), restaurar o altar é restaurar a verdadeira adoração ao Eterno Deus. Vimos que a principal oferta oferecida sobre o altar de Deus era o holocausto, que tipificava a adoração verdadeira, aquela que chegava diante do Pai como aroma agradável. Assim, quando decido me tornar um restaurador do altar, estou, em verdade, decidindo me tornar um verdadeiro adorador (Jo 4.23-24).

 

O SACERDÓCIO ARAÔNICO E O SACRIFÍCIO

O texto de Levítico 6.8-13 diz que só sacerdotes (Arão e seus descendentes) foram designados por Deus para ministrarem sacrifícios ao Senhor no altar do Tabernáculo. O holocausto era a principal oferta oferecida no altar, pois representava a entrega total do ofertante ao Senhor, porque nele a oferta era totalmente consumida pelo fogo do altar.

 

No holocausto, o animal que substituía o ofertante era morto, esquartejado e colocado sobre o fogo do altar pelo sacerdote, para ser consumido integralmente, transformando-se em cinzas e na fumaça de aroma agradável subindo na direção do Senhor. Aquela fumaça de aroma agradável representava o resultado da verdadeira adoração, que subia na direção do Senhor e era aceita por Ele. Entretanto, para que ela existisse e se tornasse agradável a Deus, ela dependia da queima total da carne do animal oferecido. Essa era a essência do holocausto: produzir uma fumaça de aroma agradável a Deus (a verdadeira adoração), através da queima até as cinzas da oferta sobre o fogo do altar.

 

Outro detalhe importante é que todas as outras ofertas só poderiam ser oferecidas no altar sobre o holocausto, isto é: o holocausto era a base para que todas as outras ofertas fossem oferecidas ao Senhor! O holocausto era a principal oferta por pelo menos duas razões: porque ele representava a verdadeira adoração (a entrega total ao Senhor) e porque era sobre ele que todas as outras eram oferecidas. Sem o holocausto queimando sobre o fogo, o altar não tinha legitimidade, nem as demais ofertas tinham sentido.

 

O SACERDÓCIO REAL E O SACRIFÍCIO

Nosso Deus maravilhoso continua buscando sacerdotes segundo o Seu coração, os verdadeiros adoradores, que realizam diante dEle sacrifícios de aroma agradável às Suas narinas. Em 1 Pe 2. 9 nós lemos que somos sacerdócio real e nação santa.

 

Definitivamente nós somos os sacerdotes e sacerdotisas do Deus Vivo, adquiridos pelo poder e valor incalculáveis do sangue de Jesus Cristo, que é, ao mesmo tempo, o Sacerdote Perfeito e o Sacrifício Perfeito. Porém, em Romanos 12.1 lemos: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”

 

Ora, com base nos dois textos acima, concluímos que além de sermos sacerdotes reais, somos também o sacrifício que deve ir ao altar de Deus. No texto de Rm 12.1, fazendo uma analogia com o sacerdócio araônico e o holocausto, vemos alguns pontos importantes que nos credibilizam como restauradores de altar que entram na colheita fiel.

 

1) APRESENTAR:

Essa é uma função sacerdotal! Só o sacerdote podia ministrar no altar, por isto tudo o que acontecia em torno do altar lhe dizia respeito. Era o sacerdote uma espécie de intermediador entre Deus e o homem. Cabia ao sacerdote, portanto, apresentar o ofertante e a sua oferta perante o Senhor.

 

Porém, para funcionar como sacerdote, sua vida e suas vestes precisavam estar conforme o requerido por Deus, isto é: em santidade. O conceito mais forte do sacerdócio é a santidade. O sacerdote é alguém separado por Deus para uma vida santa, o que o habilita a estar permanentemente na presença do Senhor! Por isso só sacerdotes apresentavam ofertas no altar, porque só os sacerdotes tinham acesso irrestrito ao Senhor.

 

Se quisermos ser adoradores verdadeiros, verdadeiros restauradores do altar, precisamos assumir o nosso sacerdócio real diante do Senhor. E pelo manto sacerdotal, o manto que nos põe em linha direta com o Senhor, que poderemos acessar o altar. Sem o manto da santidade em nossas vidas o altar é algo que vemos, ansiamos, mas jamais alcançaremos. Não basta estar diante do altar, é preciso estar na presença do Deus do altar!

 

2) O NOSSO CORPO POR SACRIFÍCIO:

No Antigo Testamento o sacerdote apresentava o ofertante e a sua oferta diante do Senhor, mas quem subia ao altar era a oferta e não o ofertante. Um outro corpo, que não o do ofertante, era o sacrifício. Jesus Se fez sacrifício perfeito diante do Pai, literalmente morrendo, sendo sacrificado em nosso lugar, para que não precisássemos passar pela morte física para agradar a Deus.

 

Hoje, não mais se leva ao altar um animal substituto, pois no altar da adoração a oferta é o próprio adorador. Agora, nesse quesito, o que deve ir ao altar para ser consumida pelo fogo de Deus é a nossa carne. Ninguém pode nos substituir no altar de Deus; ninguém pode tomar nosso lugar quanto a agradarmos a Deus!

 

Apresentar “o vosso corpo por sacrifício” significa ir por inteiro para o altar do holocausto, o altar da adoração, para ser integralmente consumido pelo fogo, a fim de que a nossa carne se torne em cinzas e suba a adoração legitima ao Senhor. Esse sacrifício promotor da adoração tem três características importantes:

 

a) É VIVO:

Ao contrário do sacrifício do Antigo Testamento, agora o sacrifício requerido por Deus não vai morto para o altar, vai vivo. Porque o que acontecia no altar do Antigo Testamento eram figuras que apontavam para o sacrifício perfeito e suficiente de Cristo, o Adorador por excelência e nosso modelo.

 

No Antigo Testamento a oferta não tinha escolha, pois era levada pelo ofertante até o altar e só ia para o altar depois de morta. Com Cristo encerrou-se o tempo dos holocaustos e sacrifícios de animais, porque tornou-Se, Ele mesmo, o Sacrifício Perfeito, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

 

Em Cristo, o nosso Substituto Perfeito, espiritualmente nascemos de novo, porque a nossa velha natureza foi condenada e morta. Não nos relacionamos mais com Deus por meio de sacrifício de animais, mas por meio daquEle que morreu por nós. O sangue de Cristo, o sangue do último sacrifício requerido por Deus, nos introduziu na presença de Deus. Acabou o tempo dos altares físicos como os ambientes onde pecador se encontrava com Deus por meio dos sacrifícios.

 

Agora, por meio de Cristo, temos acesso ao Pai e podemos caminhar até o altar da adoração (que é um ambiente espiritual) e, ali, nos derramarmos na Sua presença, não para sermos fisicamente consumidos pelo fogo, mas para que nossa carnalidade seja transformada em cinzas pelo Fogo Consumidor de Deus e, assim, possamos destilar adoração diante dEle. Hoje somos sacrifício vivo porque pela nova vida que há em nós podemos levar nossa carne para ser consumida pelo fogo de Deus!

 

b) É SANTO:

É santo porque fomos separados para Deus em Cristo Jesus. Como marcados pelo Sangue de Jesus, não vamos ao altar porque o sacerdote nos santificou, mas porque o Sumo-Sacerdote, o nosso Senhor, nos santificou para sermos filhos e filhas do Deus Altíssimo. Não somos santificados porque chegamos ao altar da adoração, mas chegamos ao altar porque já fomos santificados.

 

Agora nós mesmos somos os sacerdotes reais que têm livre acesso ao Pai, enquanto mantivermos as vestes santas na presença dEle. Não mais precisamos de intermediadores para nos santificar por meio da oferta no altar, porque o Cordeiro de Deus, morrendo em nosso lugar, pelo Seu sangue nos santificou e nos fez sacerdotes e, ao mesmo tempo, oferta santa ao Senhor para irmos com segurança ao altar da adoração.

 

c) É AGRADAVEL A DEUS:

Agradável a Deus era o sacrifício que cumpria todo o protocolo estabelecido por Deus para ser aceito no altar. O sacrifício não podia ter defeito, mancha ou macula e deveria receber o aval do sacerdote. Cristo, nosso Sumo-Sacerdote nos fez novas criaturas, portanto sem defeito, mancha ou macula e, diante do Pai, nos declara aptos por meio do Seu sangue. Hoje vamos ao Pai por meio de Jesus Cristo, que por causa do Seu sacrifício a nosso favor nos fez agradáveis diante de Deus.

 

3) NOSSO CULTO RACIONAL:

Antes de Cristo o culto (sacrifício no altar) era prestado através da morte de um animal, um ser destituido de razão, de entendimento. Aquele sacrifício (animal) não sabia o porquê de estar ali para ser sacrificado, morto e queimado até ao ponto de virar cinzas e fumaça. Mas hoje, o sacrifício ou adoração que Deus requer dos Seus é o resultado de uma atitude consciente.

 

O culto ou a adoração requerida não se processa na esfera exclusiva das emoções ou vontade, mas é o resultado de uma decisão pessoal, sincera e consciente do adorador. O louvor se pode oferecer por indução ou direção de outra pessoa ou grupo, mas a adoração não, ela é um culto racional, consciente, não induzido ou manipulado, que acontece apesar das nossas emoções e vontade.

 

É preciso que nos acheguemos ao altar de Deus de livre e espontânea vontade, como resultado da revelação de que só os que o fazem em espírito e em verdade conseguem prestá-lo da forma correta ao Senhor. Para ser restaurador do altar é preciso ser restaurado como verdadeiro adorador, que por sua vez é o resultado da decisão pessoal e consciente de querer ser um adorador verdadeiro!

 

No amor do Senhor do Altar.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • Como sacerdote(isa) real você tem a convicção de que é santo(a) e, por isto está autorizado(a) a apresentar-se diante de Deus como adorador(a)?

  • Você é sacrifício vivo, santo e agradável a Deus?

  • Quais áreas de sua vida precisam virar cinzas sob o fogo de Deus, para que a adoração agradável a Deus flua de você?

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