REFORMA QUE NÃO PASSA PELO PODER DO SANGUE E DA CRUZ DE CRISTO NÃO PROSPERA!

 (Rm 3.21-24)

 

Nesse ano em que Deus nos leva a vermos nossa família como Seu plano divino para mudar geografias, precisamos primeiro ser reformados para reformarmos nossa família e, a partir dela, influenciarmos nos lugares onde estamos plantados. É evidente que sem fé, jamais entraremos em reformas pessoais nem familiares. A fé é um dos pilares da nossa reforma. Ninguém é reformado, nem reformará sua família e, muito menos, reformará territórios na incredulidade. É preciso crer que a reforma pessoal e familiar é necessária, bem como crer no Deus de glória e da reforma.

Mas há outro fator a ser considerado na reforma pessoal e familiar: o pecado. A questão da reforma está relacionada ao nosso entendimento quanto ao pecado e as suas consequências. Muitos querem ser melhores na caminhada espiritual e desejam viver no centro do propósito de Deus, mas focam exclusivamente no comportamento e nos protocolos da religião, passando longe das rotas de confronto e solução dos pecados. Sem lidarmos corretamente com o pecado, jamais entraremos numa reforma eficaz. Será como envernizar madeira podre.

 

A QUESTÃO DO PECADO

Pecar é errar o alvo. Espiritualmente, podemos considerar o pecado como um ato de rebeldia do homem contra Deus, expresso por uma ação, atitude, palavra ou pensamento contrários aos princípios de Deus. Originalmente, o homem foi formado por Deus para viver em comunhão perfeita com Ele, desfrutando do amor e cuidado divinos, num ambiente celestial trazido por Deus para a Terra, o Paraiso.

A condição estabelecida por Deus para tal foi a livre obediência do homem aos Seus comandos. No dia em que voluntariamente agisse de forma contrária, o homem morreria, porque estaria desligado da presença de Deus, a Fonte da vida eterna, perderia o favor de Deus e seria expulso daquele ambiente celestial, chamado Paraiso ou o Reino dos céus na Terra. Infelizmente, por dar ouvidos à voz da serpente, o homem pecou, desobedecendo a Deus, comendo o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

O pecado afastou a criatura do Criador e a morte, tanto física como a espiritual, alcançou o homem. O pecado tirou o homem da bênção e o introduziu na maldição. Como reformar uma pessoa que não decide entrar no caminho da bênção? Deus disse a Abrão que ele deveria ser uma bênção, que o abençoaria e que nele todas as famílias da Terra seriam abençoadas. Essa é a reforma que Deus quer implementar em nós e nas nossas famílias! Mas como acontecer isto se o pecado e a rota da maldição permanecerem? Impossivel!

 

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES QUANTO AO PECADO

Há dois aspectos a considerar quanto ao pecado: 1- O pecado em si: que é aquilo que o homem comete e que o separa de Deus e afeta a sua consciência e 2- O princípio que opera no homem gerando o pecado: o que leva o homem a pecar e que afeta a vida em si do homem. Por isso nós precisamos de duas coisas muito importantes, que de nós mesmos não conseguimos: 1- O perdão para os nossos pecados, a fim de que a nossa consciência se tranquilize e 2- A libertação do poder do pecado, para que o pecado não mais nos escravize.

Assim, precisamos de um duplo remédio para termos restaurada a nossa relação com Deus e, por conseguinte, a vida eterna. Deus providenciou, em Cristo, esse duplo remédio que tanto precisamos: o SANGUE e a CRUZ. Não há reforma na vida de quem não decidir, por fé, receber esses dois remédios divinos. Cada um deles tem valores tremendos, com reflexos profundos e transformadores na vida dos que se colocam aos pés da cruz e debaixo do sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).

 

OS VALORES DO SANGUE DE CRISTO

O pecado entrou como desobediência a Deus e produziu pelo menos três coisas terríveis para o homem: 1- Separação entre Deus e o homem (a morte espiritual e física), 2- Culpa, pelo sentimento de afastamento e separação de Deus e 3- Acusação de Satanás. Por isso, o SANGUE tem basicamente três valores principais:

 

1- PARA DEUS: É EXPIAÇÃO.

O pecado nos afasta de Deus, mas o sangue de Cristo nos reaproxima de Deus (Hb 9.22). O homem, para voltar a ter comunhão com Deus, precisa ser justificado do seu pecado, isto é: precisa pagar a pena imposta a ele por causa do pecado cometido. A pena pré-determinada foi a morte. Deus então providencia um Substituto para o pecador, Alguém sem pecado, que pudesse Se apresentar diante do Pai para morrer pela humanidade. Deus providenciou Seu Filho, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus.

O sangue derramado de Cristo cumpre fiel e cabalmente a justiça de Deus a nosso respeito. Deus nos perdoa porque vê o sangue de Cristo em nós! Deus simplesmente está satisfeito e ponto final! Não devemos permitir que os nossos pecados sejam maiores e mais poderosos que o sangue do Cordeiro de Deus.

É preciso ter fé na Palavra de Deus, crer no poder do sangue de Jesus. Por meio do sangue de Jesus nosso pecado é cancelado, somos justificados e retornamos para Deus. Sem esse entendimento, de que em Cristo somos justificados e aceitos por Deus, nenhuma reforma se processará.

 

2- PARA O HOMEM: NOS LAVA DO PECADO.

Tira do pecador o sentimento de culpa e sujeira de sua vida, limpando a sua consciência diante de Deus (Hb 10.19-22). Só o sangue de Cristo nos aproxima de Deus – nunca o nosso comportamento! O sangue de Jesus, tem o poder de nos lavar do pecado e do lixo que ele deixou em nossas mentes. A reforma efetiva prospera na vida de quem tem a mente do justo e não a mente do pecador. Pela obra de Cristo, nascemos de novo, isto é: somos novas criaturas, temos nova mentalidade, a mentalidade daquele que agora habita em nós, que é Cristo. Sem mudança de mentalidade, dificilmente a reforma pessoal e familiar prosperará!

 

3- PARA VENCER O ACUSADOR: NOS LIVRA DO ACUSADOR.

O sangue do Cordeiro nos purifica de todo pecado e cancela a nossa culpa, livrando-nos da acusação de Satanás (1 Jo 1.7). Como acusar alguém que não tem culpa? Como Satanás poderá acusar alguém que foi por Deus declarado justificado? Não é o nosso comportamento que nos justifica, mas o sangue de Jesus Cristo (Rm 3.24). Enquanto não nos colocarmos, por fé, debaixo do sangue da Aliança, o nosso pecado estará exposto espiritualmente e seremos considerados pecadores destituidos da glória de Deus, objetos da acusação de Satanás. Ora, só pode ser acusado efetivamente quem é réu. Pecado não coberto pelo sangue de Jesus põe a pessoa no banco dos réus e dá oportunidade para Satanás a acusar. Deus tem poder para solucionar os problemas dos nossos pecados, mas nada pode fazer por quem não se põe debaixo do sangue de Cristo e se submete à acusação de Satanás. Aceitar a acusação de Satanás por não querer ser justificado em Cristo ou não acreditar que o Seu sangue já nos justificou é não crer que o Seu sangue nos purifica de todo pecado e cria uma barreira entre nós e Satanás.

 

OS VALORES DA CRUZ DE CRISTO (Rm 6.5-14)

O homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador, porque descende da linhagem de Adão. Em Adão recebemos tudo de Adão, mas em Cristo recebemos tudo de Cristo (Rm 5.17-19). Assim como a escravidão ao pecado veio pelo nascimento, a libertação do pecado vem pela morte. Nenhum poder o pecado pode exercer sobre quem já morreu! Em Cristo, porque morremos para o pecado, o pecado não tem mais poder sobre nós. Precisamos estar em Cristo para a nossa libertação. Em Cristo estamos debaixo do poder da Vida e não mais do pecado e da morte. Precisamos nos posicionar como quem não está mais debaixo do poder do pecado, mas debaixo do poder de Deus, para que a reforma se cumpra em nossas vidas.

Mas como estar em Cristo? Na verdade, se O confessamos como Senhor e Salvador de nossas vidas, não precisamos entrar nEle, porque Deus mesmo nos colocou nEle, pois somos de Deus em Cristo Jesus (1 Co 1.9). A obra da cruz é um ato divino e definitivo. Está consumado! Tratando com Cristo, Deus tratou com toda a humanidade. Em Cristo nós fomos julgados e crucificados, isto é: morremos; mas também nós fomos ressuscitados, nascendo como novas criaturas, como filhos de Deus e não mais filhos da perdição.

Nenhuma reforma se processará na vida de quem não recebeu, por fé, os benefícios da obra da cruz de Cristo. O projeto da reforma divina para nós é Cristo vivendo em nós, porque já morremos para a velha natureza e nascemos para a nova natureza. Só se submete aos procedimentos da reforma que Deus quer fazer em nós e através de nós, quem efetivamente decidiu viver a nova natureza em Cristo.

Como último Adão, Cristo é a soma total da humanidade pecaminosa. Como Segundo Homem, Cristo é O cabeça de uma nova raça de santos, remidos, justificados, regenerados e adotados como filhos legítimos do Deus de glória (1 Co 15.45-47).

Para uma reforma eficaz precisamos tomar posse do trabalho de Jesus na cruz por nós: já morremos em Cristo, para vivermos por Cristo. Ir à cruz significa morrer e morrer significa a MORTE DO EU, traduzida pela humilhação, quebrantamento, obediência e vitória sobre o pecado. O sangue de Cristo trata do perdão para os nossos pecados e a cruz de Cristo trata com a nossa velha natureza, a natureza do velho homem, do homem do pecado. Por isso, podemos tomar posse e desfrutar da libertação e da cura que tanto necessitamos para uma reforma de êxito. Tanto o sangue como a cruz são providências de Deus para o pecador, são meios da graça divina para a nossa redenção, para a grande reforma que tanto precisamos, tanto para reformarmos nossas famílias como as demais famílias ao nosso redor.

 

No amor do Senhor da família.

 

                                   Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Quais dos benefícios advindos da redenção pelo sangue de Jesus ainda não estão plenamente vividos sua vida?

2- Pela fé na obra da cruz, podemos dizer que morremos para o pecado e, por isto, deixamos de ser escravos dele, porque o pecado perdeu todo o poder que tinha sobre nós, os remidos do Senhor. Essa afirmação é uma verdade para você? Explique.

2- O que você fará, a partir de agora, quanto a buscar a reforma profunda, com base no poder do sangue e da cruz de Cristo?

 

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