14/12/2014
 
POR QUE LEVAR 40 ANOS E NÃO 11 DIAS PARA ENTRAR NA PROMESSA?
(Números 14.20-38)

 

 

Israel está vivendo um dos momentos mais significativos de sua história. Depois de ser liberto da escravidão egípcia de mais de quatro séculos, está agora às portas de Canaã, a Terra Prometida. Então Moisés, o libertador do povo, envia 12 príncipes, um por cada tribo de Israel, para espiarem a Terra e relatarem ao povo o que viram.

 

Ao retornarem da empreitada, os doze trouxeram nas mãos amostras do fruto da terra, mas, no coração, dez deles trouxeram as marcas de um perdedor, contaminando toda a congregação e dando início ao processo de retardamento na posse da bênção. Em cerca de apenas 11 dias o povo poderia entrar na Terra da Promessa (Dt 1.2), mas, infelizmente, aquela geração da promessa, que foi liberta da escravidão egípcia, que viu o mar Vermelho se abrir, que viu a Terra da Promessa e o seu fruto, não entrou em Canaã, morreu no deserto e fez com que seus herdeiros levassem 40 anos para entrar na promessa. Por quê?

 

O QUE PODE RETARDAR A POSSE DA MINHA PROMESSA?

Analisando o comportamento dos 10 príncipes perdedores e do povo que lhes deu ouvidos, encontramos a mentalidade de escravo como principal fator. Da mesma forma que o Senhor quer gerar em nós a mente de Cristo, a mente do vencedor, para nos conduzir em triunfo na caminhada espiritual, também o adversário quer produzir na vida de quem está em suas mãos a mente de escravo, para continuar inviabilizando-o no caminho da vitória em Cristo.

 

A questão não está no lugar em que estou, mas na mentalidade que eu tenho. Não importa o lugar onde se está, com a mente de escravo ninguém estará livre! Por isso, em Rm 12.1-2 lemos que sem uma mudança de mentalidade jamais experimentaremos qual seja a boa, perfeita e agradável vontade do Senhor para nós. A pior escravidão não é a das cadeias no corpo, mas a das cadeias na alma. Muitos estão como Israel estava: livres por fora, mas escravizados por dentro, com suas mentes cativas ao inimigo.

 

A MENTALIDADE DE ESCRAVO

Em Nm 14.3 lemos: “E por que nos traz o SENHOR a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?”

 

Na verdade o povo saiu do Egito, mas o Egito não saiu do povo. Eles já estavam livres do domínio egípcio, fisicamente estavam experimentando a quebra do jugo de escravidão, mas suas mentes estavam ainda acorrentadas, presas. Estavam experimentando e vendo muitas mudanças externas, mas, no coração, ainda estavam presos a um passado de escravidão. Estavam livres, mas se viam escravos.

 

Deus os chamava para a vitória e a conquista, mas suas mentes os paralisavam como perdedores e dominados. Diante dos seus olhos estava a realização de um sonho, a visão da promessa e de seus frutos, mas, nas suas mentes, estava a memória de um passado terrível, paralisante, que não lhes permitia avançar e conquistar.

 

Deus estava colocando diante deles o novo, a bênção, seus olhos viam, mas as suas estruturas mentais não lhes permitiam tomar posse. O vinho era novo, mas os odres ainda eram velhos e inadequados, pois foram gerados no tempo da escravidão. A mentalidade de escravos (fracassados, derrotados) não permitia que a benção que eles tanto queriam e que estava diante dos seus olhos, entrasse em seus corações e os motivasse para a conquista.

 

Mentalidade de escravo é a mentalidade conduzida pelo mundo (Egito), sempre fechada para absorver o novo de Deus. É o velho odre, fechado para o vinho novo de Deus, porque tem medo de se romper. Precisamos romper com os valores do mundo e do passado escravo, e assumir os valores de Deus, para que haja renovação da nossa mente.

 

Muitos não conquistam na família, na célula, nos relacionamentos, nas finanças, por causa da mentalidade de escravo. Nem a santificação será experimentada sem uma renovação da mente em Cristo!

 

Todo conquistador de promessas precisa ter a mente renovada. Sem ela não se experimenta o melhor de Deus (Rm 12.1-2). Deus quer nos libertar da velha mentalidade e nos posicionar vitoriosamente em Cristo, através da nossa sujeição à mente de Cristo. Como saber que a mentalidade de escravo está operando em mim?

 

COMO SABER SE A MENTE DE ESCRAVO OPERA EM MIM?

Realmente é possível avaliar se temos ou não a mente de escravo. Esse tipo de mentalidade se denuncia por meio dos reflexos que podem provocar na nossa caminhada espiritual. Via de regra, tais reflexos podem ser avaliados por meio de alguns comportamentos ou atitudes, presentes e frequentes, na vida de quem está debaixo desse tipo de mentalidade.

 

É evidente que não podemos nos rotular como possuidores de mente escrava, pelo fato de vez por outra sermos visitados por um ou outro desses tais comportamentos. Vejamos pelo menos 6 desses comportamentos, com base no texto de Números.

 

1- MEDO (Nm 13.28-31):

O medo nos paralisa e nos impede de conquistar a promessa. Desvia nossos olhos da bênção para as circunstâncias. Passa-se a ver o tamanho dos inimigos e dos obstáculos e não mais o da bênção. Ele faz de nós covardes e perdedores, impedindo-nos de conquistar.

 

O medo é o contrário da fé! Quando ele entra a fé sai! Líderes com medo levam suas células e famílias à derrota, à atrofia. Lider com medo não entra na promessa, infunde o medo no povo e, por sua causa, muitos liderados deixam de entrar na promessa! Precisamos crer no Senhor e na Sua Palavra, mudar de mentalidade, lançar fora todo medo e partir para conquistar nossas promessas em Cristo Jesus!

 

2- INFAMAR A PROMESSA (Nm 13.32):

Infamar é desacreditar, rejeitar a bênção e a visão da conquista. Infamar a promessa é uma justificativa do medroso para não se ajustar ao novo de Deus e para não entrar nas guerras necessárias à sua conquista! Por causa da mentalidade de escravo, o medo os fez atribuir mentiras à promessa, chamando-a de “terra que devora seus moradores”, e não mais de “terra que mana leite e mel”! Disseram com isso que a bênção de Deus era maldição! Misericórdia.

 

Muitos agem assim, dizendo que a bênção, promessas, estratégias e visões de Deus para a Igreja são, na verdade, maldição para o povo. Por não valorizarem a promessa, nem o fato de serem chamados para possuí-la, muitos não são estabelecidos na sua porção. Não absorvem, nem prosperam no chamado, porque acham que ser santo, ser modelo, ter vida de excelência em Cristo, restaurar o sacerdócio no lar e na Igreja não é de Deus, nem é para eles. Não conseguem se ver como homens e mulheres vitoriosos em Cristo.

 

3- INSEGURANÇA (Nm 13.33):

Estiveram tanto tempo oprimidos no Egito, que mesmo depois de saírem de lá, por causa da velha mentalidade, ainda se viam como escravos, dominados e inferiores. Não tinham assumido ainda a identidade de libertos do Senhor e, por causa disto, supervalorizaram os inimigos – viram-se como gafanhotos!

 

A insegurança, traduzida pelo complexo de gafanhoto, mostra uma identidade deformada e inibe ou retarda a conquista de territórios. Todo cristão precisa ser liberto da insegurança para tornar-se um conquistador. O Espírito Santo tem trazido uma tremenda unção de libertação sobre a Igreja, porque se os jugos não forem quebrados, a mentalidade não mudará e a Igreja jamais conquistará o que está separado para ela.

 

4- MURMURAÇÃO (Nm 14.1-2):

Sempre que medo e insegurança estão presentes, surge a murmuração. Deus não tolera a murmuração e, por causa dela, muitos não conquistam seus territórios. Para a bênção entrar, a murmuração deve sair! Conquista e murmuração jamais andarão juntas. Precisamos deixar a murmuração, para podermos conquistar na família, no ministério, na vida profissional, na vida financeira etc.

 

5- REBELIÃO (Nm 14. 3-4):

Rebelião só flui naquele cuja mente não foi renovada em Cristo. A mentalidade mundana não autoriza o discípulo a submeter-se, nem a obedecer a certos comandos, principalmente quando isto traz o novo para sua vida. Sempre que Deus move no sentido de nos levar a experimentar mudanças, a mentalidade de escravo tenta se manifestar, trazendo insegurança, desconforto emocional e medo, levando-nos a resistir, mesmo inconscientemente, à voz de Deus. Isto é rebeldia!

 

A mente não renovada não está aberta às renúncias necessárias para que se faça a vontade de Deus, principalmente quando esta vontade mexe com nossas estruturas de conforto emocional.

 

Rebelião traz derrota e morte, na vida do líder e dos liderados! Deus quer nos libertar da rebelião. As credenciais de um discípulo-modelo são a submissão e a obediência. Só estes discípulos serão estabelecidos por Deus na conquista.

 

6- INCREDULIDADE (Nm 14.6-11):

A incredulidade é parceira da rebelião, do medo e da insegurança. O povo viu os sinais e maravilhas de Deus no Egito e no deserto, mas não creu que a Terra Prometida era a bênção de Deus para eles, nem que Ele era poderoso para continuar operando a seu favor. A mentalidade mundana (de escravo) roubou-lhes a fé, a expectativa do sobrenatural de Deus, a confiança na fidelidade de Deus. Tinham as mentes cativas pelo velho senhorio dos opressores egípcios, seus antigos senhores nada confiáveis. Como então acreditar nesse novo Senhor e no Seu libertador (Moisés)?

 

A incredulidade é um afronta à soberania e à fidelidade de Deus. Conquistadores são homens e mulheres de fé! O Senhor quer levantar um exército de discípulos cheios de fé, que marchem como conquistadores na terra da família, da santidade, das células, das finanças, das cidades. O Senhor quer levantar na sua Igreja homens e mulheres que sejam modelos na fé, que crêm no sobrenatural de Deus, que oram por milagres e que não têm medo de serem conduzidos pelas mãos do Senhor em direção à Terra da Promessa.

 

O Senhor colocou você diante de Canaã. Abra seus olhos espirituais e tenha a visão de Deus para sua vida, família, ministério, finanças. Renuncie agora mesmo a todo governo da mentalidade de escravo sobre sua vida. Quebre os pactos e rasgue os argumentos do velho passado. Veja-se um conquistador em Cristo, chamado para tomar posse da sua bênção.

 

Deus quer libertar você, renovar sua mente em Cristo, porque sua família, seu ministério, suas finanças, suas células, seu bairro e sua cidade precisam ser conquistadas e consolidadas. Deus quer abençoar você. Tome posse da libertação da velha mentalidade, em nome de Jesus. Vire as costas para o Egito e veja-se alojado em Canaã, na sua porção!

 

No amor do Senhor da Colheita Ampliada.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1-Será que a distância de “11 dias” entre você e a bênção de Deus está virando “40 anos”?

2-Há sinais de que a mentalidade de escravo existe em você? Quais?

  • O que você efetivamente fará, a partir de agora, quanto a fluir com a mente de Cristo e não mais a de escravo?

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