12/07/2015

 

DISCERNINDO A CAUSA DE ALGUMAS DERROTAS NA CAMINHADA ESPIRITUAL
(I Samuel 4)

 

 

Nem sempre a caminhada de alguns cristãos é de vitórias. Vez por outra alguns experimentam derrotas na caminhada. Às vezes, a causa é um pecado explícito cometido e não arrependido nem confessado diante do Senhor; noutras, é a ignorância a respeito de certos princípios espirituais, que uma vez não obedecidos, podem levar ao fracasso.

 

Nesse texto de 1 Samuel 4, vemos algumas atitudes erradas do povo de Deus que contribuíram para  a sua derrota diante dos inimigos. Baseados no texto, vejamos alguns princípios de derrota espiritual.

 

ALGUNS PRINCÍPIOS DE DERROTA ESPIRITUAL

 

1- MISTICISMO

É quando a fé está no objeto; quando o objeto vira amuleto. Depois do fracasso na primeira batalha, trouxeram a arca, achando que a sua presença física garantiria a vitória (4.2-3). Engano puro! O povo familiarizou-se tanto com a arca, com a presença de Deus através daquele objeto, que ela virou um amuleto. Acreditaram que a simples presença do amuleto no arraial forçaria Deus a Se manifestar. O desfecho não podia ter sido outro: mais de 30.000 homens morreram na segunda batalha.

 

A feitiçaria não é só fazer pactos com o diabo. A sua base está na tentativa de manipular a Deus ou acreditar que as realidades possam ser controladas por meio de amuletos, rezas, frases feitas etc. Para a Igreja vencer suas guerras, é necessário retirar do seu meio todo conceito pagão de fé e deixar a tentação de tentar a Deus, que é pedir (ou exigir?!) que Ele aja, mesmo quando princípios eternos foram quebrados.

 

2- TROCAR CARÁTER POR ATIVISMO

Eles usaram os filhos de Eli (Hofni e Finéias) para o santo serviço de trazer a arca para o arraial (4.4). O problema é que eles eram mau caráter (2.17 e 3.13) e isto contrariava um conceito fundamental da arca: a santidade de Deus. Eles não eram as pessoas indicadas para o serviço, mesmo sendo sacerdotes como o seu pai.

 

Infelizmente, há uma tendência no homem de substituir caráter por máscara, valores internos pelo aspecto externo, capacitação e direção divinas por talento e sabedoria humanas. No reino de Deus, não fazemos as coisas porque sabemos ou somos famosos, mas porque somos filhos e filhas de Deus. Em relação aos Seus filhos, o verbo mais importante para Deus não é ter, nem fazer, mas o verbo SER! Devemos nos lembrar que só há dois lugares onde Deus quer que Seus filhos sejam conhecidos: no céu e no inferno (amados no céu e temidos no inferno)!

 

3- ACHAR QUE RITUAL BEM SUCEDIDO GARANTE A VITÓRIA

Encenação não garante a vitória. Quando a arca chegou o povo comportou-se como vitorioso e o inimigo até mostrou-se com medo, mas Israel estava prestes a passar por mais uma terrível derrota (4.5-10). Nem sempre o sucesso aparente e a euforia garantem a aprovação de Deus. Não bastam sermões maravilhosos: a palavra e o cotidiano devem ser coerentes (1 Rs 17.24: a Palavra na boca de Elias era a verdade, porque os fatos e experiências na sua vida testificavam daquilo que ele dizia).

 

Também os sinais e prodígios não indicam que Deus aprova o ministério de alguém: ser usado por Deus não quer dizer que é aprovado por Deus, como está em Mt 7.22-23: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.”

 

Precisamos entender que o porquê dos nossos atos é mais importante para Deus que os atos em si (sempre as nossas razões serão mais importantes para Deus). Não há vitória em batalha espiritual na sua vida, família, ministério, células etc, se o Senhor não estiver reinando em sua vida!

 

4) NÃO PERCEBER QUE A GLÓRIA DE DEUS ESTÁ AUSENTE

Quando a nora de Eli disse ICABODE (afastou-se a glória de Deus) já era tarde demais (4.21-22). Isso deveria ser dito quando os primeiros 4.000 morreram! Só depois de tanta tragédia e vergonha, de ter morrido 34.000 e a arca ter sido roubada é que se chegou à conclusão que a bênção de Deus não estava mais ali! Não devemos ser tardios no arrependimento e nem na percepção de que a presença de Deus não está mais conosco; cada segundo em rebelião retarda a manifestação da glória de Deus.

 

5) ACHAR QUE O POVO DE DEUS SÓ É DERROTADO POR CAUSA DAS CIRCUNSTÂNCIAS EXTERNAS

Nossas vitórias ou derrotas dependem muito mais da nossa condição diante do Senhor do que das circunstâncias externas. Israel perdeu as batalhas por causa da sua fraqueza moral (4.10) e não por causa do poderio do inimigo. A derrota virá sempre em consequência das nossas brechas ou pecados. Sem integridade diante do Senhor, sempre o inimigo será mais forte! Precisamos entender que não somos santos porque entramos na batalha espiritual, mas entramos na batalha espiritual porque somos santos!

 

6) CONFUNDIR AÇÃO HUMANA COM AÇÃO DEMONÍACA

Nem sempre é ação demoníaca, mas a malignidade do homem em ação, que deve ser corrigida com disciplina e discipulado na Palavra. Veja as obras da carne em Gl 5.19-21 (prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas); a questão aqui não é repreender a carne ou o demônio, mas arrepender-se diante do Senhor, voltar-se para a cruz e morrer (mortificar a carne)!

 

Firme-se na Verdade, pois batalha espiritual é um confronto da verdade contra a mentira e não de dois poderes que se opõem. Nunca se esqueça de amar, porque esta é a soberana vocação da Igreja. Também não se esqueça que soberano é o Senhor, jamais o diabo. Assuma sua posição de filho de Deus, vivendo os princípios do Reino de Deus na família, na sua célula e no mundo. Busque crescer no caráter de Cristo e torne-se vencedor.

 

No amor do Senhor do altar e das batalhas.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos

 

 

PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • Você tem tido derrotas em algumas batalhas espirituais? Em quais áreas?

  • Dos seis princípios de derrota descritos na pastoral, em quais você se encaixaria?

  • O que efetivamente você fará, a partir de agora, para colecionar vitórias naquelas áreas?

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