11/01/2015
 
RESTAURAR O ALTAR É RESTAURAR UMA VEREDA PERDIDA!
(Êxodo 20:24-25)

 

 

O nosso tema para caminharmos em 2015 é Restaurando o Altar para Legitimar uma Colheita Fiel. No entanto, por que restaurar o altar? Só se pode restaurar aquilo que em algum nivel se deteriorou ou perdeu a função. O propósito do altar, como veremos, é ser o ambiente onde se fazem ofertas agradáveis a Deus, onde se estabelecem relacionamentos corretos com Deus. Então, se o altar foi profanado ou perdeu a sua integridade em algum aspecto, por estar sujo ou quebrado, ele deixou de cumprir o seu propósito fundamental e precisará ser restaurado.

 

Restaurar o altar é torná-lo funcional outra vez, habilitando-o a receber as ofertas agradáveis a Deus e garantir as consequências disto. A integridade do altar com a manutenção das ofertas sobre ele era uma garantia do mover do favor de Deus em direção ao povo, guardando-o dos seus inimigos, concedendo-lhe colheitas abundantes. Da integridade do altar depende a resposta favoravel de Deus. Por isso, restaurando o altar podemos entrar numa colheita fiel, ou seja, a colheita que não decepciona e nem se reproduz com anomalias ou degenerações.

 

Deus requereu que se erigisse altares em Sua intenção como memoriais, com a finalidade de receber sacrifícios agradáveis, estabelecer relacionamento com Seu povo e como reconhecimento e gratidão pelos Seus favores e misericórdia. Estar diante do altar significava que o relacionamento com Deus estava estabelecido e o canal para se encontrar com as bênçãos de Deus estava aberto. A expectativa da colheita e a integridade do altar andavam de mãos dadas.

 

Colher em várias áreas é o objetivo da Igreja e em geral todos nós queremos colher o melhor, mas nem sempre nos habilitamos para tal. Entretanto, nosso Deus maravilhoso, que em tudo é Fiel e sempre semeia com fidelidade o melhor em nossas vidas, nos conduzirá pela rota da restauração do altar onde for preciso, a fim de nos introduzir numa colheita que não nos decepcionará. Aleluia! A restauração do altar precederá a colheita fiel.

 

Restaurar o altar é uma chave que usaremos para que o portal da colheita fiel se abra em nossa direção. Restaurando o altar nos legitimararemos para a colheita que não decepciona. Por isso, eu creio que uma grande parte de nós, será mais um ano glorioso na presença do Todo-Poderoso. Seremos surpreendidos pelas maravilhas de Deus; o sobrenatural perseguirá os fiéis restauradores do altar.

 

Chegou o tempo em que veremos altares outrora profanados, sujos, cheios de cinzas e quebrados sendo plenamente restaurados e, ao mesmo tempo, veremos muitos entrando na plenitude de colheitas sobrenaturais pelas mãos do Todo-Poderoso. Realmente será um tempo de desafios, mas também de grandes e sobrenaturais conquistas.

 

 

A LEI DO ALTAR

O altar era o lugar usado pelo homem para oferecer sacrifícios agradáveis a Deus. Através do altar, o Senhor queria mostrar que, mesmo sendo pecador, o homem poderia tornar-se agradável a Deus por meio das ofertas sacrificiais que fossem colocadas sobre aquele lugar. O altar era uma figura do ambiente ideal para que a relação do homem com Deus fosse restabelecida, o que sempre foi a intenção do coração do Pai.

 

Ali, no altar, o homem levava um animal, o seu “substituto”, para ser sacrificado em seu lugar, com a intenção de agradar a Deus e de ser aceito por Ele. Era um ritual idealizado por Deus, que prefigurava a obra redentora de Cristo em favor do pecador. No altar o pecador era julgado, condenado e justificado perante o Senhor, reabilitando-se diante dEle.

 

Os homens fazem e usam altares, mas a idéia de construi-los foi de Deus. Na história da relação do homem com Deus existiram muitos altares, mas foi na descrição das exigências divinas feitas a Moisés, para a edificação do Tabernáculo, que Deus deu as instruções para a edificação do Seu altar. Por isso vamos focar nesse altar do Tabernáculo, como descrito em Êx 20. 24-25.

 

Altar é tão importante para Deus que Ele mesmo deu as instruções para a edificação deles. Como Deus falou a Moisés, o altar era feito de terra ou de pedra e sobre ele o sacerdote acendia o fogo e oferecia suas ofertas ao Senhor (holocaustos, pelo pecado, pela culpa, pacíficas etc). O altar deveria ser usado pelo homem para os sacrifícios explicitados por Deus (holocausto, pela culpa, pelo pecado, pacífica e manjares) e ficava localizado no Átrio ou parte externa do Tabernáculo.

 

A principal oferta ou sacrifício era o holocausto, onde o animal oferecido, além de ter um razoavel valor financeiro para o ofertante, deveria cumprir as exigências de Deus quanto ao seu aspecto e integridade e ser completamente consumido pelo fogo do altar. O holocausto era a principal oferta por pelo menos dois aspectos: a) representava a verdadeira adoração ao Senhor, porque adorar é, na essência, o deixar-se consumir integralmente pelo fogo de Deus e b) porque era sobre esta oferta que todas as demais ofertas eram oferecidas.

 

Se Deus fez exigências específicas para a construção do Seu altar, podemos concluir que os elementos designados por Ele para a construção são figuras importantes. Como as coisas do Antigo Testamento apontavam para Cristo e Sua obra e são figuras para nossos dias, vamos focar na terra, nas pedras e no fogo do altar. Essas três figuras não estão ali por acaso, nem são frutos de um capricho de Deus. Para que se possa falar em restauração, é preciso avaliar esses elementos do altar, buscando compreender seus significados no contexto da relação entre o homem e Deus.

 

TERRA E PEDRAS

A terra e as pedras são fundamentos e, como tal, eles são uma base estabelecida por Deus, eles suportam e dão sentido ao que se faz sobre eles. A terra do altar vinha bruta, sem tratamento, era amontoada no lugar onde se pretendia erigir o altar do jeito que era recolhida. As pedras não podiam ser trabalhadas pelo homem, eram chamadas pedras toscas ou brutas, da forma como eram encontradas na natureza. Isso fala de fundamentos não trabalhados pelo homem, sem a interferência das mãos humanas, como foram criados por Deus, sem serem profanados. Portanto, a base do altar não são os fundamentos humanos nem mundanos, mas a essência do que procede de Deus.

 

Terra e pedras, portanto, falam de princípios, princípios de Deus que não podem ser mexidos, nem tocados ou trabalhados pelo homem. O altar é de Deus e o que Deus quer é altar baseado nos Seus princípios eternos e santos, de modo que o que se oficie sobre eles seja agradável a Deus. Sem estar fundamentado nos princípios de Deus o altar se descaracteriza! A base do altar está na Palavra de Deus, nos Seus princípios eternos.

 

FOGO DO ALTAR

Outro elemento importante que figurava no altar era o fogo do altar. Em Lv 6.12-13 nós lemos: “O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.”

 

Sem fogo o altar não tinha serventia. Por isso, dia e noite o fogo deveria estar acesso no altar. O altar e o seu fogo eram inseparáveis. Era impossível olhar para o Tabernáculo e não ver o Altar, o fogo e a fumaça dos sacrifícios subindo aos céus dia e noite, sem parar!

 

Cabia aos sacerdotes, turno após turno, manter o fogo do altar sempre aceso e com holocaustos e demais ofertas por cima dele, queimando continuamente. Isso trazia a convicção de que Deus estava sendo agradado e era a garantia de que o fluxo do favor do Senhor permaneceria na direção do povo.

 

O fogo do altar fala de estarmos cheios do Espírito de Deus, do fogo de Deus; fala de estarmos cheios da presença e do conhecimento de Deus; fala de sermos consumidos pelo Fogo Consumidor de Deus. Nenhuma oferta se tornaria um sacrifício agradavel a Deus se não fosse consumida pelo fogo do altar. Assim como não bastavam a terra, as pedras e as ofertas sobre o altar, era preciso haver fogo no altar, também hoje, além de nos firmarmos nos Princípios Eternos da Verdade, precisamos nos expor ao fogo consumidor do Espírito Santo de Deus.

 

Quando todos os elementos citados anteriormente estavam presentes, da forma como o Senhor designou, Ele estava presente, a resposta favorável era recebida e as bênçãos dEle se moviam na direção do Seu povo. Porém, se algum dos elementos não estivesse presente ou houvesse sido profanado ou corrompido, o contrário era o que se colhia. Restaurar o altar é pegar o que fora profanado, sujo ou quebrado e trazê-lo de volta à sua integridade.

 

Restaurar o altar é firmar as bases fundamentais descritas por Deus para que se possa chegar à Sua presença da forma correta, isto é: como Seus adoradores verdadeiros. Em Jo 4.23-24 lemos que Deus procura os verdadeiros adoradores, isto é: aqueles que, mortos na carne, se apoiam sobre os princípios da Palavra de Deus e, consumidos pelo Fogo do Espírito Santo, chegam até Ele como aroma agradável.

 

Por isso, restaurar o altar é restaurar o nosso relacionamento com Deus, o relacionamento que nos denuncia como verdadeiros adoradores, como homens e mulheres que, mortos para si mesmos, abriram mão de sua carnalidade e dos seus paradigmas, para se apoiarem nos princípios da Verdade e serem consumidos pelo fogo do Espírito de Deus. Restaurar o altar é retomar uma vereda que há muito está esquecida pelo povo de Deus – a vereda da adoração legitima, onde se encontram aqueles que atraem o sobrenatural, os milagres e a glória de Deus.

 

No amor do Senhor do Altar,

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • Como está sua relação com Deus? Ela está baseada nos princípios eternos de Deus e na sua exposição ao fogo do Espírito Santo?

  • O que falta a você para que a vereda da adoração seja a sua rota permanente?

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