REFORMA: TEMPO PARA SERMOS CHEIOS

DO ESPÍRITO SANTO (Jo. 7:1,2; 37-39)

 

A Festa de Tabernáculos é a festa do Messias. Nela os judeus lembram dos quarenta anos em que peregrinaram no deserto e a forma miraculosa como Deus os sustentou naquele tempo.

Lembram que Deus habitou no meio deles, através da sua presença manifesta no Tabernáculo de Moisés e, lembram ainda, da grande promessa feita ao povo antes da morte de Moisés: a de que um dia, quando eles já estivessem na terra da promessa, Deus enviaria o Messias, e eles viveriam a plenitude das promessas de Deus para Israel.

No texto de João 7 vemos que havia chegado o momento da Festa e, Jesus, claro, sobe à Jerusalém com os seus discípulos. Naquela época havia um ritual muito significativo, que acontecia sempre no último dia da Festa.

O sacerdote pegava um dos vasos de ouro do templo, descia até ao tanque de Siloé, enchia o vaso com água e depois voltava para derramar esta água sobre o Altar de Sacrifícios, no templo.

Esse ritual da água era para lembrar como Deus havia suprido o povo de Israel no deserto, fazendo brotar água da rocha. É nesse contexto que Jesus profere então uma das palavras mais marcantes do seu ministério:

“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo.7:38).

O texto de João afirma claramente que Ele falava isso a respeito do Espírito Santo, que ainda seria derramado sobre a Igreja. Ao meditar sobre esse texto, comecei a perguntar ao Senhor: por que tantos crentes desejam ser cheios do Espírito Santo e isso não acontece?

O Senhor, então, começou a me falar sobre as “travas” da nossa alma.

 

As “travas” da alma impedem a plenitude do Espírito Santo

Certa vez um homem rico se aproximou de Jesus, se colocou de joelhos e o perguntou: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” O texto diz que Jesus o amou e lhe disse: “Vai, vendo tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu”. O homem acabou por se retirar triste e não seguiu a Jesus (Mc.10:17-22).

Esse é um típico exemplo de “travas” na alma que nos impedem de viver a plenitude daquilo que Deus tem para nós. No caso daquele homem, a “trava” era o amor às riquezas. Da mesma forma, muitos hoje estão deixando de viver a plenitude, de ser cheios do Espírito Santo devido a algumas travas.

O Senhor me levou para outro texto, aquele em que Jesus fala a parábola do semeador (Lc.8:11-15), e me mostrou algumas dessas travas.

 

 

1. Estruturas de Pensamento

 

Em Lc. 8:12 vemos que o diabo rouba a palavra semeada nos corações, evitando, assim, que a pessoa “creia” no evangelho. Ora, a promessa dos rios de água viva é para os que crêem. Logo, se a pessoa não crer, nunca será cheia do Espírito Santo.

Mas como o diabo rouba a palavra? Usando a “trava” das estruturas de pensamento já implantadas em nós. A pessoa ouve a palavra, sabe que é a verdade, mas logo pensa: “o que vão falar de mim?”; “vou ter que romper com as minhas tradições?”; “vão achar que virei fanático”; etc.

 

2. As dificuldades e provações

Já em Lc. 8:13 vemos que as pessoas “crêem apenas por algum tempo”, mas logo vêm as provações e elas naufragam na fé. Esta é outra “trava” que nos impede de sermos cheios do Espírito: dificuldades, provações.

Dificuldades financeiras, enfermidades, problemas familiares, enfim, é preciso resistir na fé na hora destes desafios.

 

3. Os prazeres do mundo

Por fim, em Lc. 8:14  vemos que a outra “trava” que nos impede de sermos cheios do Espírito são os prazeres do mundo, os cuidados desta vida.

Geralmente associamos os prazeres do mundo aos vícios e orgias e eles realmente são. No entanto, existem coisas mais sutis. Por exemplo: posição social, religiosidade, amor às riquezas etc.

É preciso ficar atentos, pois estas coisas nos afastam de Deus e nos impedem de receber a promessa da plenitude do Espírito Santo.

 

Amados, esse é um tempo sobremodo excelente. É Tabernáculos, é tempo de reforma. Mas o que adianta reformarmos a casa se ela não for adornada pelo Espírito? É tempo de rompermos com as travas da nossa alma e sermos cheios do Espírito Santo. Aleluia!

 

No amor do Senhor,

Pr. Candido Junior

 

 

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