08/02/2015
 
SEM A REVELAÇÃO DO PODER DO SANGUE E DA CRUZ DE CRISTO
NÃO SE RESTAURA ALTAR!
(Romanos 3.21-24)

 

 

Nesse ano em que somos desafiados a restaurar o altar para entrarmos numa colheita fiel, precisamos atentar para a nossa condição, enquanto pecadores redimidos, e para a perfeita obra realizada por Cristo na cruz do Calvário em nosso favor. Todo o êxito do cristão está em crer no Senhor e na Sua obra e em viver a plenitude da revelação do poder do sangue e da cruz de Cristo.

 

Essa é a base da vida vitoriosa que a Igreja de Jesus tanto almeja. Jesus Cristo posicionou-Se como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi à cruz para morrer por nós e ressuscitou, vencendo a morte também por nós. Em Cristo temos a condição ideal para que sejamos aceitos pelo Pai celestial, porque foi resolvido o grande problema que efetivamente nos separa de Deus – o pecado.

 

O PECADO E O PODER DO PECADO.

A Palavra nos diz que “todos pecaram e destituidos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Sem Cristo a situação do homem é lastimável. Em relação ao homem sem Cristo, há pelo menos dois aspectos importantes a considerar:

 

a- O PECADO EM SI:

O pecado é o ato praticado pelo homem e que denota desobediência a Deus. Na sua raiz, a palavra pode ser interpretada como “errar o alvo”. Ao pecar, o homem se coloca em oposição aos propósitos e desígnios de Deus, assumindo rota própria e as suas consequências desastrosas. Porque o tira da comunhão com Deus, o pecado rouba-lhe a paz e afeta a sua consciência.

 

b- O PODER DO PECADO:

É o princípio que opera no interior do homem gerando o pecado em sua vida. Esse é o poder que afeta negativamente a vida em si do homem. É esse poder que escraviza o homem, fazendo-o um pecador.

 

Essa é uma condição muito terrivel e que acompanha a humanidade desde o fracasso de Adão e Eva no paraiso. Por causa do pecado o homem vive um grande flagelo, tanto espiritual como emocional e físico. Por isso, o pecador precisa de duas coisas muito importantes, que por ele mesmo jamais conseguirá: perdão e libertação.

 

1- Perdão para os pecados cometidos:

Porque o homem precisa reatar a sua comunhão com Deus, seu pecado precisa ser perdoado para que a barreira de separação entre ele e Deus seja removida. Através do perdão dos seus pecados, o homem pode então apresentar-se limpo diante de Deus. O homem também precisa do perdão para que a sua consciência se tranquilize, apartando-se de qualquer acusação.

 

2- Libertação do poder do pecado:

O homem se torna escravo do pecado por causa do poder do pecado que age sobre a sua vida. Não nos basta ter pecados perdoados, é preciso sermos libertos da escravidão do pecado. Pois enquanto o poder do pecado operar na vida do homem, o pecado será fruto frequente em sua vida. Precisamos ser libertos do jugo do pecado para que não mais sirvamos a ele.

 

Então, ser perdoado e ser liberto da escravidão do pecado são duas necessidades fundamentais para qualquer ser humano. Por isso, todos nós precisamos de um duplo remédio para termos restaurada a nossa relação com Deus e, lógico, a vida eterna. Tal solução jamais estaria dentro da nossa competência, por isto Deus providenciou, em Cristo, esse duplo remédio que tanto precisamos: o SANGUE e a CRUZ.

 

O SANGUE DE CRISTO

Como vimos, o pecado entrou na humanidade como ato de desobediência a Deus e produziu pelo menos três coisas terríveis na vida do homem:

 

1- Separação entre Deus e o homem (a morte espiritual e física).

Deus não tem comunhão com quem está em pecado. Ele simplesmente repudia o pecado. Cada pecado cometido é uma barreira que separa o homem da vida, da presença e da graça de Deus.

               

2- Culpa, pelo sentimento de afastamento e separação de Deus.

O homem foi formado para estar em permanente comunhão com Deus, o seu Criador, nutrindo-se da Sua vida, da Sua presença e da Sua graça. É como se dentro de cada ser humano, existisse um lugar especial, que só Deus pode ocupar, e que, quando está vazio, porque o homem foi separado de Deus pelo pecado, gera o sentimento de culpa.

 

3- Acusação de Satanás.

Satanás é o acusador. Ora, para acusar, o acusador precisa de uma base legal para fazê-lo e o pecado é justamente esta base que o diabo usa acusar. Já é terrivel estar separado de Deus e com sentimento de culpa por ter pecado, imagine então sendo, ainda, acusado pelo diabo dia e noite? A acusação é um grande tormento na alma da pessoa, fazendo-a definhar espiritual, emocional e fisicamente.

 

Deus então Se move para resolver o nosso grande problema. Na plenitude dos tempos nos envia Seu Filho, Jesus Cristo, para nEle cumprir toda a Sua perfeita justiça, condenando à morte o pecador. Só a morte do pecador satisfaria a justiça de Deus.

 

Cristo, como Substituto do pecador, toma sobre Si a condenação de toda a humanidade, morrendo e derramando o Seu sangue no sacrifício da cruz. O sangue de Cristo, o sangue da Nova Aliança com Deus, foi derramado na cruz do Calvário para cumprir a justiça de Deus em favor do pecador, redimindo-o diante de Deus. Por causa daquelas três consequências terríveis promovidas pelo pecado, o SANGUE DE CRISTO tem basicamente três valores principais:

 

1- PARA DEUS: PORQUE É A NOSSA EXPIAÇÃO.

O sangue de Cristo nos aproxima de Deus. Em Hb 9.22 lemos: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão”. O sangue derramado de Cristo cumpre fiel e cabalmente a justiça de Deus a nosso respeito. Deus nos perdoa porque vê o sangue de Cristo em nós! Deus simplesmente está satisfeito e ponto final!

 

Deus com isto diz que nenhum pecado, seja ele qual for, será maior que o sangue de Cristo. Isto é um fato espiritualmente concreto, mas só tem efeito na vida de quem crê e se submete à obra da redenção em Cristo. Por isso, se nascemos de novo em Cristo, não devemos permitir que os nossos pecados sejam maiores e mais poderosos que o sangue do Cordeiro de Deus sobre as nossas vidas.

 

2- PARA O HOMEM: PORQUE NOS LAVA DO PECADO.

Tira do pecador o sentimento de culpa e sujeira de sua vida, limpando a sua consciência diante de Deus. Em Hb 10.19-22 lemos que é pelo sangue de Jesus que entramos no Santo dos Santos (na presença de Deus). Só o sangue de Cristo me aproxima de Deus – nunca o meu comportamento! Embora todo aquele que está realmente em Cristo tem sua vida transformada, muda de comportamento e atitudes.

 

Todo o reino espiritual reconhece o poder do sangue de Cristo e sabe do seu valor na vida do cristão, porém, infelizmente, nem todos os cristãos têm esta revelação e vivem atormentados em suas consciências. É preciso crer na Palavra de Deus e pela fé tomar posse da obra sacrificial de Cristo na cruz do Calvário.

 

3- PARA VENCER O DIABO: PORQUE NOS LIVRA DO ACUSADOR.

Satanás é o acusador dos irmãos (Ap 12.10). Sempre que o pecado não for coberto pelo sangue de Jesus, o pecador está exposto ao dedo acusador de Satanás. Muitos, por causa da justiça própria, não confessam o pecado, não se quebrantam, nem se submetem à justiça de Deus em Cristo, deixando exposto o pecado e ficando à mercê das acusações de Satanás.

 

A Bíblia diz em 1 Jo 1.7 que se andarmos na luz, o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado. O sangue do Cordeiro nos purifica de todo pecado e cancela a nossa culpa, livrando-nos da acusação de Satanás. Deus tem poder para solucionar o problema do nosso pecado, mas nada pode fazer por quem não toma posse da Sua justiça e se submete à acusação do diabo. Aceitar a acusação de Satanás, por não querer ser justificado em Cristo ou não acreditar que o Seu sangue já nos justificou, é não crer que o Seu sangue é poderoso e nos purifica de todo pecado.

 

A CRUZ DE CRISTO (Rm 5.17-19)

A grande verdade é que o ser humano não é pecador porque peca – ele peca porque é pecador! A essência do homem sem Cristo é pecaminosa, porque descende da linhagem de Adão. Em Adão recebemos tudo de Adão, mas em Cristo recebemos tudo de Cristo. De Adão recebemos a natureza pecaminosa, escrava do pecado, mas de Cristo recebemos a graça, a redenção e uma nova natureza, incorruptivel, refratária ao pecado e ao seu poder.

 

A Bíblia diz em Rm 6.5-7 que como a escravidão do homem ao pecado veio pelo seu nascimento, a libertação do pecado vem pela sua morte. Como o poder do pecado está na nossa essência, porque a Palavra diz em Sl 51.5 que nascemos em iniquidade e em pecado fomos concebidos, só a morte pode nos livrar dessa escravidão. Só a morte do escravo o livra do poder daquele ou daquilo que o escravizava. Só morrendo para a velha natureza nos libertaremos do poder do pecado e só nascendo em Cristo estaremos imunes ao pecado e conseguiremos exercer domínio sobre o poder que ele tem.

 

Na cruz, morrendo em nosso lugar, Cristo garantiu a nossa libertação do poder do pecado, mas ao ressurgir, nos propiciou vencer a morte e nascer de novo, como nova criatura, sem a essência adâmica e pecaminosa, mas incorruptivel, inimiga do pecado, com o Cristo é. Estar em Cristo é garantir a libertação do poder do pecado. A obra da cruz é um ato divino, redentor e definitivo. Está consumado! Tratando com Cristo, Deus tratou com toda a humanidade. Em Cristo nós fomos julgados, crucificados e libertos do poder do pecado (Rm 6.11-14).

 

Precisamos tomar posse do sacrifício que Jesus realizou na cruz do Calvário por nós: já morremos em Cristo. Ir à cruz significa morrer e morrer significa a MORTE DO EU, da velha natureza, traduzida pela humilhação, quebrantamento, obediência à Palavra e vitória sobre o pecado. O sangue trata do perdão para os nossos pecados e a cruz trata com a nossa velha natureza, a natureza do velho homem, do homem do pecado. Por isso, podemos tomar posse e desfrutar da libertação e da cura que tanto necessitamos. Tanto o sangue como a cruz são providências de Deus para o homem, são meios da graça divina para a redenção do pecador, para a vida abundante do cristão.

 

No amor do Senhor do Altar.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • O que normalmente você faz quando peca? Você tem facilidade para reconhecer seus pecados e quebrantar-se diante de Deus ou não?

  • Você pode dizer que tem domínio sobre o pecado? Explique.

  • O que você fará, a partir de agora, quanto a exercer domínio sobre o poder do pecado em sua vida?

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