O SANGUE E A CRUZ DE CRISTO – DUAS CHAVES PARA A REFORMA QUE PRECISAMOS!

(Rm 3.21-24)

 

Ao criar o homem à Sua imagem e semelhança, dentre outras coisas, Deus deu ao homem inteligência, sabedoria, compreensão, vida abundante e capacidade para estar em comunhão permanente com Ele e também para julgar todas as coisas e decidir. Assim, deveria o homem cumprir, no jardim do Éden, o papel de governante, uma espécie de rei na Terra, debaixo do governo do Rei dos reis, mas com autonomia para tomar decisões. Deus assim fez a Sua aliança ou pacto com o homem, pelo meio da qual Ele e o homem estariam em permanente relacionamento.

No entanto, para proteger o homem e garantir governabilidade celestial na Terra, Deus colocou limite para o exercício da liberdade e do poder do homem. Como todo limite estabelecido requer o exercício da obediência, ao dar limites para o homem, desde o Paraiso, Deus está requerendo a nossa obediência. Para que o Reino dos céus fosse vivido na Terra, não bastaria que Deus estabelecesse limites para o governante, seria necessário que o governante obedecesse tais limites, isto é: o homem deveria obedecer a Deus e aos seus critérios estabelecidos.

Limites (divinos ou não) não estabelecem só um perímetro de ação, influência ou propriedade, mas servem também para denunciar nosso carater e determinar se estamos na rota do êxito ou do fracasso, da vitória ou da derrota, da bênção ou da maldição. O homem não respeitou os limites impostos por Deus para que vivesse eternamente na Sua presença, desfrutasse dos benefícios do Reino dos céus na Terra e governasse o paraiso terrestre de Deus como Seu representante direto. O limite era a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.15-17).

O homem poderia se alimentar do fruto de todas as árvores, mas jamais do fruto da árvore do conhecimento. Ao se alimentar do fruto da árvore do conhecimento, o homem estaria em desobediência a Deus e se inviabilizaria como governante do Reino dos céus na Terra, como representante do Rei dos reis. Todo o conhecimento necessário para viver no Paraiso e nos propósitos de Deus o homem deveria buscar no Senhor e receber dEle, através da sua comunhão continua com Deus. O homem comeu do que não deveria e, assim, desobedeceu a Deus, pecou contra o Seu amoroso Criador e quebrou a aliança com Deus. Foi expulso do jardim do Éden, perdeu sua ligação com a Fonte de vida eterna e passou a experimentar o que significa andar pelo conhecimento humano e não mais pelo conhecimento de Deus. 

Porque somos descendentes de Adão, a sua natureza está em nós e, por isso, o Senhor afirma que todos nós pecamos e carecemos da Sua glória. A questão em foco não é se somos mais ou menos pecadores, mas que todos nós somos pecadores diante de Deus, estamos afastados dEle e nada há que possamos fazer quanto a isso. Para restabelecer a Sua aliança conosco, só mesmo Deus poderia fazer algo a respeito, para nos reabilitar diante dEle, quanto aos nossos pecados e natureza. Através de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Deus providenciou o sacrifício para selar a Nova Aliança conosco, nos reabilitando diante dEle.

 

DOIS ASPECTOS IMPORTANTES QUANTO AO PECADO:

Temos que analisar duas coisas importantes: o pecado em si e o poder do pecado. Pecar é errar o alvo, é um ato de desobediência a Deus. Sempre que caminhamos contra os desígnios de Deus, nós pecamos contra Deus. No entanto, o homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. Há de se considerar o pecado em si, que é um ato, e aquilo que faz o homem pecar, que é o princípio gerador do pecado que opera em sua vida. Enquanto o pecado afeta a consciência humana, trazendo sentimentos vários: culpa, remorso, justiça própria, argumentos etc, o poder do pecado afeta a vida humana, porque é o princípio que opera no homem gerando o pecado.

Para a maioria o foco está no pecado em si, isto é, no ato praticado, na desobediência, e sua luta se concentra em não cometer mais este ou aquele pecado contra Deus. Isso é válido, mas não é tudo, nem resolve plenamente o problema do homem pecador. Não basta deixar de pecar; é preciso deixar de se submeter ao poder do pecado!

Na verdade, muitos que pecam não querem, sinceramente, pecar, mas não conseguem resistir, porque algo mais forte do que eles os escraviza. Para o delito cometido, que é o pecado em si, precisamos do perdão de Deus, mas para o poder do pecado, que opera dentro de nós, precisamos de libertação. Por isso, Deus, em Cristo, providenciou-nos um remédio duplo: o sangue de Jesus e a cruz.

 

A) O SANGUE DE JESUS É A CHAVE PARA O NOSSO PERDÃO!

O remédio divino para o pecado em si é o sangue de Jesus. Como sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb 9.22), logo, é pelo sangue de Jesus que nós recebemos o perdão. Ao providenciar a morte sacrificial de Jesus Cristo na cruz do Calvário, Ele derramou o sangue inocente de Seu Filho, que assumiu a nossa condição de homem pecador, para que a pena de morte, que estava sobre nós, fosse paga e recebêssemos o perdão.

Como a dívida que tínhamos contra Deus foi paga pelo derramamento do sangue de Jesus, a condenação que havia sobre o pecador foi cumprida e, por causa do sangue de Jesus, fomos justificados ou tornados justos por Deus. O pecado produziu três problemas sérios para o homem: a separação de Deus, a culpa (o sentimento do afastamento e separação de Deus) e a acusação de Satanás. Assim, podemos entender que o sangue de Jesus é valoroso e garantia do perdão, porque soluciona esses três grandes problemas.

 

VALORES DO SANGUE DE JESUS:

 

1- VALE PARA DEUS:

Enquanto o nosso pecado existir, ele se tornará uma barreira entre nós e Deus, porque Deus não tolera o pecado. Não há como desfrutarmos a vida abundante de Deus, com pecado nos separando dEle. Algo precisava ser feito e Deus providenciou o remédio para tal problema: o sangue de Cristo, o sangue da Nova Aliança.

Só o sangue de Jesus promove a expiação do pecado. O sangue de Jesus tem o poder de cobrir (“esconder”) o nosso pecado aos olhos de Deus. Deus nos perdoa porque vê o sangue de Cristo sobre nós. O sangue de Jesus cumpre a justiça de Deus. Não devemos dar aos nossos pecados poder maior do que o sangue de Cristo.

 

2- VALE PARA O HOMEM:

O sangue de Jesus nos lava do pecado. Aquilo (o pecado) que nos afastava de Deus foi removido de nossa vida, a comunhão com Deus foi restabelecida e fomos reabilitados diante de Deus, para que todo o propósito de Deus para o homem pudesse ser cumprido. Através do sangue do Cordeiro de Deus entramos em aliança com Deus e somos restituidos da autoridade perdida no paraiso em Adão. Ele tira o sentimento de culpa e, por isso, não há mais a má consciência diante de Deus (Hb 10.19-22). Só o sangue de Cristo nos aproxima de Deus, jamais o nosso comportamento!

 

3- VALE CONTRA O CAUSADOR:

O sangue de Cristo nos livra do acusador (Satanás). Em 1 Jo 1.7 lemos que o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado, isto é, tira de nós o pecado, que é a base para o inimigo nos acusar. Não havendo pecado, não há delito, logo não se justifica uma acusação!

O pecado dá ao diabo uma base terrível para acusação na vida de muitos cristãos (Rm 3.24). A justiça humana jamais justifica o pecado do homem, só a justiça divina, que é Cristo! Deus é poderoso para solucionar os problemas dos nossos pecados, mas nada pode fazer por quem se submete à acusação do diabo. Aceitar a acusação é, em linhas gerais, não ter ou perder a confiança no sangue de Jesus.

 

B) A CRUZ É A CHAVE PARA A NOSSA LIBERTAÇÃO!

O homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador, porque descende de uma linhagem pecaminosa, a linhagem de Adão. Em Rm 6. 6-7 lemos que se não for destruido o corpo do pecado (o velho homem), não conseguiremos ser libertos da escravidão do pecado. O pecado só escraviza o velho homem, mas, quando este morre, o poder do pecado se extingue.

Em Rm 5. 17-19 lemos que em Adão recebemos tudo de Adão, mas em Cristo recebemos tudo de Cristo; pela ofensa de Adão, veio a justiça de Deus sobre todos nós, mas pelo ato de justiça de Cristo, veio a graça de Deus sobre todos, para a justificação que nos dá a vida eterna. Em síntese, assim como a escravidão do pecado entrou pelo nosso nascimento, a libertação do pecado vem pela nossa morte. Precisamos estar em Cristo para a nossa morte e libertação do poder do pecado. Mas como estar em Cristo? Isso é um ato divino e fica definido quando recebemos Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas. Tratando com Cristo, Deus tratou com toda a humanidade!

Em Cristo, nós fomos crucificados para a velha natureza e ressuscitados para uma nova vida de vitórias sobre a carne, o pecado, o mundo e o diabo. Como último Adão, Cristo é a soma total da humanidade; como segundo Homem, é o cabeça de uma nova raça para Deus. Precisamos tomar posse do trabalho da cruz em nós: morremos em Cristo (Rm 6. 1,2,11). Com a morte da velha natureza, morre com ela todo um processo de escravidão, o poder do pecado que nela operava e que a fazia pecar. Quando o escravo morre, morre a sua escravidão e se extingue todo poder que o mantinha escravo.

Em relação à geração de Adão, só a sua morte pode livrá-la do poder escravizador do pecado. Só uma geração que não tenha nascido no pecado poderá agradar a Deus; só a que vem do segundo Adão, Jesus Cristo. Com a crucificação de Cristo, Deus condenou a velha natureza e aniquilou o poder do pecado; com a ressurreição de Cristo, Deus inaugurou uma nova geração de filhos e filhas na Terra, para quem Ele devolveu a autoridade, o poder e o governo para que o Reino dos céus fosse implantado na Terra. Cruz para nós deve significar morte, humilhação, obediência, vitória sobre o pecado e sobre o seu poder. Para a nossa vitória precisamos andar na revelação do sangue e da cruz de Cristo, para que entremos na plenitude da vida que o Senhor preparou para cada um de nós, tanto no aspecto físico, como emocional, espiritual, familiar, ministerial, financeiro etc.

 

                No amor do Senhor da Reforma.

 

                                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Quais dos benefícios advindos da redenção pelo sangue de Jesus ainda não estão plenamente vividos sua vida?

2- Pela fé na obra da cruz, podemos dizer que morremos para o pecado e, por isto, deixamos de ser escravos dele, porque o pecado perdeu todo o poder que tinha sobre nós, os remidos do Senhor. Essa afirmação é uma verdade para você? Explique.

2- O que você fará, a partir de agora, quanto a desfrutar dos benefícios da sua salvação em Cristo Jesus?

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