APROFUNDANDO O CONCEITO SOBRE A CEIA DO SENHOR.

(1 Co 11. 23-27)

 

A Santa Ceia do Senhor é um dos sacramentos que Jesus deixou para a Sua Igreja (o outro é o Batismo). Muitos cristãos a realizam como um ritual vazio de fé e propósito, conduzindo-a debaixo de um espírito de religiosidade. A Ceia é um memorial da nossa fé na morte expiatória de Cristo a favor do pecador, mas aponta, também, para a sua ressurreição e segunda vinda, porque a devemos celebrar até que Ele volte. Aleluia!

Para compreendê-la melhor, precisamos voltar ao Antigo Testamento, precisamente no tempo em que Moisés estava sendo conduzido por Deus para a libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio de mais de quatro séculos. Lá, antes de Deus liberar a décima praga contra a nação egípcia, a praga da morte dos primogênitos, que precederia a efetiva libertação do povo, Deus mandou Moisés instituir a Páscoa do Senhor (Ex 12).

 

A PÁSCOA E A CEIA DO SENHOR.

Na Páscoa, que significa “passar por cima” ou “passagem”, um cordeiro sem mácula nem defeito deveria ser imolado (sacrificado) por cada família hebréia. Sua carne seria assada e totalmente consumida pela família com ervas amargas e pães asmos (sem fermento), num ritual estabelecido por Deus. O sangue do cordeiro imolado seria aplicado nos umbrais e vergas das portas das casas onde estavam as famílias, como um sinal para que o juízo de morte de Deus sobre todos os primogênitos não entrasse naquela casa. O sangue funcionava como o selo de uma aliança de vida ou de livramento do juízo de morte.

No Novo Testamento, Jesus, por ocasião da celebração da Festa da Páscoa (Mt 26. 17-19, 26-30), ordena aos Seus discípulos que lhe preparem a refeição da Páscoa. E exatamente no momento da refeição da Páscoa (ou seder), Jesus toma o pão e o cálice, os dá aos discípulos, identificando o pão com o Seu corpo e o fruto da videira com o Seu sangue, o sangue da Nova Aliança entre Deus e os homens, porque foi derramado em favor de muitos, para a remissão de pecados. O Senhor, sendo o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29-31), identifica-Se com o cordeiro pascal, colocando no pão partido para os discípulos a simbologia do Seu corpo entregue pelos pecadores e no fruto da videira que estava no cálice a simbologia do Seu sangue que foi derramado a favor do pecador, para que o juízo de morte não viesse sobre ele.

 

A CEIA DO SENHOR É MEMORIAL DA SALVAÇÃO.

Nossa salvação está em Cristo e, para nos reabilitar diante de Deus, inclui quatro elementos fundamentais: justificação, santificação, regeneração e adoção. Por meio da Sua obra expiatória recebemos simultaneamente a remissão dos nossos pecados (justificação), somos separados para Deus (santificação), nascemos espiritualmente para a vida eterna (regeneração) e somos recebidos por Deus como Seus filhos amados (adoção).

Para vivermos a plenitude da revelação do memorial da Ceia do Senhor é preciso ampliar o entendimento a respeito da vida e do sacrifício de Jesus. Ao celebrarmos a Ceia do Senhor, anunciamos a Sua morte até que Ele volte, o que implica em confessarmos não só o poder do Seu sacrifício a nosso favor, mas também o poder da Sua ressurreição dentre os mortos. Aleluia! O mesmo Espírito da ressurreição e vida nos informa, em 2 Timóteo 2.11, que se com Ele morremos, também com Ele viveremos, isto é: para a nossa salvação precisamos nos identificar com a Sua morte e com a Sua vida.

Jesus disse que veio para nos salvar e não nos julgar (Jo 3.16-17), para nos dar vida em abundância (Jo 10.10), para curar, libertar, purificar, ressuscitar e pregar as boas-novas do Reino dos céus (Mt 11.2-6), para inaugurar o Reino dos céus na Terra (Mt 3.2) e para nos informar que o Pai Se agradou em nos dar o Reino dos céus (Lc 12.32). Com base nisso, podemos concluir que a salvação trazida a nós por Cristo precisa ser compreendida a partir da Sua obra por inteiro.

Ao nos salvar, tornando-Se nosso Salvador e Senhor, Ele nos introduz na plenitude da Sua perfeita e suficiente obra redentora que inclui não só a Sua morte, mas também a Sua vida, não só a vida eterna no céu, mas também a nossa libertação, cura, vida abundante e muito mais. Inclusive, por incrível que pareça, nos introduz no Reino de Deus e nos restitui como autoridades do Reino dos céus na Terra.

Jesus não veio nos trazer uma vida para só ser vivida na eternidade, no Reino do céu, mas também nos trouxe a oportunidade de vivermos na Terra, no presente, a vida do Reino de Deus; afinal, Ele mesmo nos diz que é chegado a nós o Reino dos céus (Mt 3.2 e 12.28). Por tudo isso, quando participamos da Ceia do Senhor estamos proclamando para todo o universo (visível e invisível) a nossa salvação em Cristo, que inclui a vida eterna, libertação, cura, vida de Reino de Deus, autoridade divina para governar em nome de Jesus.

Quando comemos do pão e bebemos do cálice estamos celebrando que o Reino de Deus está estabelecido em nós e através de nós na Terra, estamos dizendo que Deus retomou Seu projeto inicial e que vamos cumprir nosso papel de autoridades do Reino de Deus na Terra, em nome de Jesus Cristo, o Senhor.

(Pastoral publicada em 06/06/2010)

 

No amor do Senhor da reforma.

 

                                   Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

 

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • Quando você participava da Ceia do Senhor o fazia com o entendimento correto?

  • Como será daqui para a frente sua postura ao participar da Ceia do Senhor?

  • Quais benefícios da salvação podem ser proclamados como verdades garantidas por Jesus para você? Quais deles efetivamente você se apoderava até então?

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