05/04/2015

 

RESTAURANDO A REVELAÇÃO DO PODER DA CRUZ
PARA COLHER MATURIDADE E UNIDADE!
(Lucas 9.23)

 

 

Estamos no Ano da Restauração do Altar para que entremos numa colheita fiel e, mais do que nunca, precisaremos ter experiências sobrenaturais com os fundamentos do cristianismo, dos quais a cruz é um dos principais. Não há cristianismo sem cruz! Sem cruz, ninguém amadurece nem consegue andar em unidade, seja no casamento, família, igreja etc.

 

A cruz de Cristo nos trouxe salvação, mas é a nossa cruz que nos amadurece, nos faz andar em unidade e nos mantém como discípulos de Jesus. Todo discípulo de Cristo necessita conhecer o caminho da cruz, como Cristo o fez e nos ensinou, para amadurecer na caminhada. Diante de todo cristão há duas cruzes: a cruz de Cristo e a cruz pessoal. Pela primeira, que só o Senhor foi capaz de assumir, recebemos o perdão, a salvação, nascemos de novo para a vida eterna. Mas é pela segunda, a que Ele destinou para mim e para você, que somos amadurecidos na vida cristã, porque por ela mortificamos a carne, nos submetemos à vontade de Deus e permanecemos santificados.

 

Sem a nossa cruz não crescemos, não andamos com Cristo e nem com nosso próximo. Quando Jesus disse que quem quisesse ser Seu discípulo (seguidor, aprendiz) deveria tomar a sua própria cruz, estava fazendo referência às exigências necessárias para amadurecermos e andarmos em unidade, que nos habilitam como Seus seguidores. Só os libertos e curados amadurecem e andam em unidade. O caminho da cruz traz libertação e cura, porque foi nela que os tiranos chamados de mundo, carne, pecado e diabo foram (e continuam sendo) vencidos. Nossos níveis de unidade (aliançamento) e maturidade no casamento, família, igreja etc são proporcionais aos nossos níveis de libertação e cura em relação àqueles tiranos terríveis.

 

TRÊS OPERAÇÕES IMPORTANTES DO PODER DA CRUZ NA VIDA DO DISCÍPULO:

Claro que a cruz de Cristo é a base da nossa salvação, mas é também da nossa santificação, libertação e cura, que são fatores importantíssimos para nosso amadurecimento e vida de aliança (unidade). Há pelo menos três operações advindas do poder que emana da cruz, que nos capacitam e desafiam a tomarmos a nossa própria cruz, porque só assim conseguiremos andar em unidade e maturidade; são elas: o perdão, a mudança do nosso caráter pelo de Cristo e uma nova identidade.

 

a- PERDÃO:

A raiz do perdão está na cruz. Nenhuma outra religião oferece o perdão, só o cristianismo! Só Jesus Cristo oferece perdão de pecados. Lá na cruz, o sangue remidor de Jesus foi derramado a favor do que nEle crê (Rm 5.6-11). Fora da cruz de Cristo Deus não pode nos perdoar, pois é lá que está a provisão para o pecador. Lembre-se que a cruz custou a Deus tudo o que Ele é e tudo o que Ele tem. Perdão não é barato.

 

Assim como Cristo tomou Sua cruz para nos trazer o perdão que tanto precisamos, também não conseguiremos liberar o perdão para outras pessoas se não formos à cruz! Ao nos mandar tomar a nossa cruz, certamente estava nos remetendo ao único lugar onde poderíamos nos assemelhar a Ele no quesito do perdão. Sem cruz não há perdão! Cruz fala de morte e morte fala de quebrantamento, de humilhação, de renúncia, que são a base do perdão. Quem não morre não renuncia e quem não renuncia não perdoa. Na cruz morremos para nós mesmos, saímos da nossa justiça própria e entramos debaixo da justiça de Deus, onde há o verdadeiro perdão. Se não morrermos para a carne (cruz, renúncia), não conseguiremos perdoar e, em consequência, não entraremos nos níveis necessários de unidade e maturidade, que precisamos experimentar, em Cristo, na saúde, família, células, ministério, finanças. Um discípulo maduro e que anda em unidade tem o caráter do perdoador.

 

b- MUDANÇA DO NOSSO CARÁTER PELO DE CRISTO:

Por causa da cruz de Cristo fomos perdoados, santificados, justificados, regenerados e adotados como filhos de Deus. Ao aceitarmos Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, podemos afirmar que nasceu em nós uma nova identidade, a de filhos de Deus, e que o próprio Senhor passou a viver em nós, pois que Ele nasceu em nosso coração pelo poder da Palavra de Deus e do Espírito Santo. Ora, se a vida de Cristo está em nós, logicamente o caráter dEle também está em nós. Ou seja, Ele plantou em nós as Suas características, o Seu caráter!

 

Já imaginou: trocar o pior de nós pelo melhor de Deus? Na cruz o pecador pode realizar a troca mais significativa da sua vida: a morte pela vida, a condenação pela justificação, o caráter pecaminoso pelo divino (2 Co 5.21). Só na experiência da cruz, o discípulo trocará o caráter perverso, do pecado, da imaturidade e da divisão pelo da santidade, da maturidade e do aliançamento. Maturidade e unidade são intrínsecos ao caráter de Cristo.

 

Todo progresso na vida espiritual do discípulo começa na cruz de Cristo e se firma nela e na cruz pessoal (local de morte e renúncia diárias da carne). Sempre que o Senhor quer nos transformar em alguma área, ele nos aponta o caminho da nossa cruz, o caminho da morte na carne. Ninguém anda em unidade e na maturidade por acaso. É preciso ser forjado pelo Senhor no caminho da cruz, porque a morte e a renúncia precedem a vida, o crescimento e a conquista.

 

Pela cruz de Cristo recebemos o Seu caráter, mas será pela cruz pessoal que mortificaremos o nosso e liberaremos o caráter dEle, para vivermos uma vida de maturidade espiritual. Só pelo caminho da cruz de Cristo e da nossa o Senhor veremos transformado o nosso caráter imaturo, pecaminoso, defraudador e perverso, no caráter de Cristo, que glorifica o nome dEle e nos respalda na maturidade e na unidade.

 

c- UMA NOVA IDENTIDADE:

Na cruz de Cristo, espiritualmente morremos para a velha natureza e nascemos para a nova natureza. Lá deixamos de ser criaturas de Deus, espiritualmente mortos, para nascermos de novo e nos tornarmos filhos e filhas do Deus Altíssimo, irmãos de Cristo e co-herdeiros com Ele do Reino de Deus. Aleluia! Espiritualmente, a velha natureza é essencialmente imatura por ser desprovida da vida de Cristo, mas a nova, por ser formada em Cristo, é fundamentalmente madura.

 

Uma das bases da nossa maturidade espiritual e do nosso caminhar em unidade está na revelação de que somos identificados como filhos de Deus. Porém há uma diferença prática: uma coisa é ter a nova identidade, a outra é efetivamente ser nova criatura.

 

- Nem todos os que têm a nova identidade conseguem vivê-la na plenitude. Por quê?

 

Porque há uma batalha acirrada e constante dentro de cada cristão, em que a velha identidade ou natureza guerreia contra a nova para que esta não prevaleça. Muitos cristãos não conseguem se ver como filhos de Deus, vocacionados para a maturidade e unidade no Reino. O mundo, o pecado e o diabo deixaram feridas, derrotas, que abalaram a fé e a esperança, entronizaram o ego e plantaram nas suas mentes muitos argumentos e paradigmas que os escravizaram, forjando neles a mentalidade ou a identidade de perdedores, imaturos e isolados. Andam divididos e na imaturidade porque estão presos aos resquícios da velha natureza, da velha identidade.

 

 

Mas o fato é que em Cristo não precisamos mais ser assim! Essa é mais uma mentira do diabo. Em Cristo somos novas criaturas, logo já recebemos uma nova identidade, somos nova geração (2 Co 5.17). Precisamos tomar diariamente a nossa cruz para progredirmos no caminho da maturidade em Cristo Jesus. A nova natureza é livre, mas a velha é escrava; só pela sua mortificação nos manteremos livres e curados, para fluirmos em santidade, maturidade e unidade. Quanto mais de Cristo em nós, mais maduros e unidos, por isso precisamos ir à cruz pessoal, morrer para a velha identidade para que a nova se libere e prospere em nós. Na cruz, imaturos, perdedores e fracassados são transformados em maduros, vencedores e conquistadores. Sem cruz pessoal, não assumiremos nossa identidade em Cristo para conquistarmos nossos territórios na vida pessoal, familiar, profissional, financeira, celular etc.

 

O Senhor quer levar você a níveis de maturidade e aliançamento (unidade) inimagináveis. Tome uma decisão agora mesmo: renuncie a toda carnalidade, pecado, mundanismo e argumentos humanos ou diabólicos em sua mente e vá aos pés da cruz do Senhor e deposite ali tudo o que está em você que não é Cristo e receba de Cristo tudo o que está nEle e que precisa ser encontrado em você.

 

Tome também a sua própria cruz, para mortificar a carne e amadurecer e crescer na revelação da unidade e do aliançamento. Amadurecidos, unidos e aliançados podemos mais e conquistamos mais! Prepare-se para maravilhosas colheitas na sua vida e no seu contexto (família, casamento, células, finanças, saúde etc).

 

No amor do Senhor do Altar.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana Mendes B. Santos.

 

 

REFLEXÕES PARA A REUNIÃO CELULAR:

  • Você se considera maduro(a) e aliançado(a) o suficiente para atrair a glória de Deus em seu casamento, família, igreja etc?

  • O que você entende por “tomar a sua cruz”?

  • Em quais áreas de sua vida você precisa crescer?

  • O que você fará, a partir de agora, quanto a amadurecer, crescer e andar em unidade e aliançamento fiel?

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