04/01/2015
 
ALTAR: LUGAR DE ENTREGA TOTAL
(Êxodo 27:1-8)

 

Estamos adentrando 2015 debaixo de uma tremenda palavra profética: “Restaurando o Altar para Legitimar uma Colheita Fiel”.

 

Queremos essa colheita fiel, mas para que ela se concretize em nossas vidas, precisamos, antes, restaurar o Altar. Mas, afinal, o que é um Altar?

 

O conceito bíblico de Altar é muito diferente do que estamos acostumados nos nossos dias. Geralmente quando pensamos em altar nos lembramos  de um templo religioso, de um púlpito ou algo parecido. Mas na Bíblia, em especial no Antigo Testamento, Altar remete para algo muito específico: sacrifício.

 

Era o local onde os animais oferecidos nos rituais mosaicos eram colocados. Numa linguagem bem coloquial, para que você entenda o seu funcionamento, era como se fosse uma grande churrasqueira. O animal era sacrificado e colocado ali.

Havia a grelha e o local onde colocar a lenha para atear fogo. Todos os utensílios necessários foram feitos: pás, bacias, garfos e braseiros (Êx.27:3,4). De acordo com cada tipo de sacrifício oferecido, eram colocadas as partes dos animais para serem consumidas pelo fogo. A fumaça que saía, caso o sacrifício fosse aceito perante Deus, era recebida como “aroma agradável ao Senhor” (Lv.1:9).

 

Jesus Cristo foi o supremo sacrifício oferecido por nós. O Altar de sacrifícios aponta para Ele. Na verdade, era uma representação da obra que o Filho faria para resgatar o homem para Deus. Em Hebreus, lemos:

“Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hb.9:13,14)

 

O altar aponta para a cruz. No calvário, Jesus, o Filho, cumpriu toda a obra de redenção.

 

TRÊS MENSAGENS DO ALTAR PARA NÓS

 

1. ALTAR FALA DE ENTREGA, RENÚNCIA:

Quando os israelitas iam ao Tabernáculo oferecer sacrifícios, eles entregavam o que tinham de melhor. O animal tinha que ser perfeito, sem defeito algum. Numa sociedade que vivia basicamente da agricultura e da pecuária, significava dizer que aquele animal perfeito valia muito. Ou seja, eles abriam mão do lucro que aquele animal poderia lhes dar ofertando-o a Deus. Era um ato de renúncia, de entrega.

 

Assim precisa ser conosco hoje. Se quisermos uma colheita fiel precisamos restaurar o Altar e, passar pelo Altar, significa renunciar algo,  entregar-se completamente a Deus. Existem coisas na nossa vida que precisam ser consumidas pelo fogo do Altar. Essas coisas nos impedem de receber a colheita que Deus tem para nós. Temos que renunciá-las. Ao longo deste ano, o Senhor vai lhe mostrar muitas coisas que precisam ser renunciadas para que você viva a plenitude de Deus na sua vida.

 

2. ALTAR FALA DE ARREPENDIMENTO E CONFISSÃO DE PECADOS:

Dentre os sacrifícios oferecidos no Altar do Tabernáculo haviam dois que falavam especificamente sobre arrependimento e confissão: a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa.

 

Na oferta pelo pecado, a pessoa reconhecia que era pecadora e por isso pedia o perdão a Deus: arrependimento. Já na oferta pela culpa, a pessoa não só se via pecadora como confessava especificamente aquilo em que havia pecado: confissão.

 

Irmãos, em I João 1:7 vemos que: “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” e, logo, a seguir, no verso 9, lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos  perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

 

Passar pelo Altar implica em termos  um arrependimento genuíno de práticas erradas em nossa vida, confessando nossos pecados a Deus, um a um. Não se confessa pecado no atacado. Que arrependimento há quando dizemos: “Deus, perdoa a multidão de meus pecados”? No entanto, quando dizemos “Deus, perdoa a minha mentira, o meu vício, o meu adultério”, aí sim demonstramos verdadeiro arrependimento.

 

3. ALTAR FALA DE ADORAÇÃO: 

A oferta mais sublime oferecida no Altar de sacrifícios era o holocausto. Nela, a carne do animal tinha que ser totalmente consumida pelo fogo do altar, até virar cinza.

 

Isso fala de adoração. A verdadeira adoração só acontece quando “morremos” no altar para que o Senhor viva em nós. Nossa carnalidade tem que ser totalmente consumida no altar. Enquanto os  desejos carnais comandarem a nossa vida, será difícil oferecer uma verdadeira adoração (Gl.5:17).

                                                                                                                                 

A verdadeira adoração só é possível em espírito, a nossa carne não pode adorar, pois só em espírito estabelecemos uma genuína comunhão com o Pai (Jo. 4:23,24). É exatamente isso que o apóstolo Paulo tem em mente quando nos exorta firmemente a nos oferecermos como sacrifício vivo no Altar do Senhor.

 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm.12:1,2).

 

Perceba que só depois que nos oferecemos no Altar, renunciando ao nosso ego, à nossa própria forma de enxergar a vida, ou seja, renunciando à mente do mundo, é que podemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Isso é adoração, nosso “culto racional”, é holocausto ao Senhor.

 

Que o Senhor nos ajude, nesse ano de 2015, a vencermos nossas barreiras interiores para que possamos nos oferecer inteiramente no Altar de Deus.

 

No amor do Senhor,

 

Pr. Candido Junior

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • Existem coisas na sua vida que precisam ser consumidas pelo fogo do Altar?

  • Se há, tenha um tempo de oração, com arrependimento e confissão dos seus pecados a Deus.

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