AMPLIANDO A COLHEITA, HONRANDO A MESA DA CEIA DO REI!

 (Êxodo 25.23,24,30) (Jo 6.51-59)

 

                O rei tem muitos lugares importantes onde sua presença é necessária e, às vezes, desejada. Entre esses muitos lugares, destacamos dois, importantíssimos: o trono e a mesa. A importância do trono é clara para todos: mostra sua realeza, posição de governo, sua separação dos súditos, sua majestade; para lá afluem muitas pessoas que, depois de cumprirem certo protocolo, são colocadas diante do rei para assuntos que agradam ou desagradam, tanto ao rei como aos seus súditos. Diante do rei, no trono, vão amigos e inimigos, pessoas às vezes mal intencionadas, que se aproveitam das oportunidades para manipular interesses. Sejam quais forem as motivações, diante do trono há formalismo, geralmente não há intimidade.

                Diferente do trono é a mesa do rei. Ela é lugar de comunhão com o rei. Nela se assentam quem o rei quer; pessoas com as quais o rei quer comer e ter intimidade. Pessoas a quem o rei quer conhecer e se dar a conhecer. A mesa é um local de privilégio, de honra, de amizade. Ao convidar alguém para a sua mesa, o rei honra o convidado; ao aceitar o convite do rei para estar na sua mesa, o convidado honra o rei.

 

NOSSO SENHOR É REI E TAMBÉM TEM O SEU TRONO E A SUA MESA!

                Nosso Senhor é o Rei dos reis! Ele também tem Seu trono e Sua mesa. O trono é lugar de governo, justiça e juízo. A mesa é lugar de comunhão, intimidade, provisão, graça. E, por meio do sangue de Jesus, que é o único caminho de justiça aos olhos de Deus, temos acesso tanto ao Seu trono como à Sua mesa.

                Desde que o Senhor consumou Sua obra na cruz, embora tenhamos acesso ao Seu trono, para desfrutarmos de Seu governo e justiça, estamos vivendo o tempo da graça de Deus. Mas não podemos nos esquecer que num dia que nós desconhecemos, o dia do juizo final, o tempo da graça se encerrará. Esse será um dia terrivel, em que Jesus Se manifestará com poder e glória para julgar os vivos e os que já morreram; será o tempo em que todos, indistintamente, estaremos diante dEle, que assentado no Seu trono de glória nos julgará, destinando uns para o céu e outros para o inferno.

                Entretanto, neste tempo da graça de Deus, o grande convite do Rei para nós não é nos colocarmos diante do Seu trono para sermos julgados, mas para nos assentarmos à Sua mesa, para sermos nutridos e agraciados pela Sua presença e pela Sua vida. A mesa do Senhor é o lugar da provisão perfeita e, quando nos assentamos nela, não temos falta de coisa alguma, porque Ele mesmo é a nossa provisão. Aleluia!

                A mesa do Senhor é santa, separada somente para Ele e Seus convidados, os que foram justificados pelo sangue de Jesus, que somos nós. Sua mesa também é lugar de privilégio e ser convidado para assentar-se nela é uma honra especial que Ele dá aos Seus filhos. Nosso Pai celestial anseia por estarmos constantemente assentados com Ele à Sua mesa. Ausentar-se da mesa do Rei é uma desonra!

 

JESUS, O PÃO DE DEUS PARA NÓS!

                Jesus Cristo é o banquete de Deus para nós. Ele é, ao mesmo tempo, o Rei que nos convida e o Alimento que Se nos oferece! Ele Se denuncia como o verdadeiro alimento, o alimento espiritual que tanto precisamos – Cristo, o Pão Vivo! O Pão Vivo é a chave para ampliarmos nossa revelação do Evangelho da Graça de Deus. É só na mesa, quando nos alimentamos do Pão Vivo, que vamos ter a revelação plena da Aliança de vida eterna com Deus, em Cristo.

 

SANTA CEIA: O BANQUETE MEMORIAL DA NOVA ALIANÇA COM DEUS!

                A Ceia do Senhor é o memorial da Aliança de vida eterna com Deus por Cristo, expressa pelo comer do pão e beber do cálice. A Santa Ceia fala da morte sacrificial de Jesus pelo pecador, é o memorial que fala do sacrifício do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Naquele dia do sacrifício de Jesus era o tempo da celebração da Festa da Páscoa, a festa da libertação, da redenção do povo de Deus do cativeiro egípcio, quando o ritual de libertação deveria ser praticado: um cordeiro sem mácula nem defeito deveria ser sacrificado, ter seu sangue aplicado nas casas dos hebreus, para que a morte não os alcançasse, e ter sua carne comida por eles, antes da sua saida do Egito.

                Jesus então, na mesa, Se identifica com o cordeiro do sacrifício e, através das figuras do pão e do cálice, no momento da ceia, ensina-lhes que Seu corpo é a verdadeira comida e Seu sangue é a verdadeira bebida. A Ceia fala do fato de que os que receberam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas foram salvos da condenação eterna, feitos santos e filhos de Deus, curados e libertos do poder do pecado, da morte, do diabo, da escravidão, da ruina e da miséria, que são alguns dos benefícios advindos da morte sacrificial de Cristo.

                Ao nos exigir que celebrássemos a Ceia do Senhor como um memorial da Sua morte, Ele está nos remetendo ao Seu sacrifício para libertar o pecador, ao verdadeiro banquete da redenção, à Sua morte de cruz. Por isso mesa da Ceia é só para quem crê que Jesus é o Salvador e Senhor, é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Assentar-se, portanto, à mesa, exige fé em Jesus e a decisão de se alimentar dEle (comer da Sua carne e beber do Seu sangue), mantendo a poderosa obra da cruz viva no coração.

                Participar da Ceia do Senhor é um ritual de honra ao Eterno, em que nos assentamos na mesa do banquete celestial com Ele, para recebermos tudo o que necessitamos para termos uma vida em abundância. A Ceia do Senhor é um convite para honrarmos o Eterno, ao mesmo tempo em que somos consolidados na obra da cruz de Cristo. Participar da Ceia do Senhor é mais do que comer pão e beber suco de uva, é alimentar-se de Cristo na essência, é decidir absorver e viver plenamente tanto a Sua vida e como a Sua obra expiatória na cruz.

 

                No amor do Senhor da Colheita Ampliada.

 

                                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  1. A Santa Ceia é para você um ritual religioso ou você realmente se vê na presença do Senhor?

  2. Cristo nos diz que Ele é o Pão Vivo, que Ele é a verdadeira comida. Em João cap. 1 lemos que Jesus é o Verbo (a Palavra) e que o Verbo se fez carne. Em termos práticos, como alguém poderia se alimentar de Cristo?

  3. O que você poderia fazer, a partir de agora, para nutrir-se mais e melhor de Cristo?

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