A MATURIDADE E O PODER DE UMA DECISÃO!

(Gn 13.5-13)

 

                Nesse Ano da Maturidade e da Unidade, precisaremos, mais do que nunca, tomar decisões corretas. Cada decisão que tomamos, não só compromete o nosso futuro e estabelece alvos diante de nós, como também denuncia o nivel de maturidade e aliançamento que temos.

                Nossas decisões ou escolhas dependem dos critérios que adotamos para viver e que, em geral, são baseados na nossa história, prioridades e conceitos, tanto espirituais como humanos. O correto seria escolhermos e decidirmos com base nos princípios e valores do Reino de Deus. Mas nem sempre é assim e escolhemos conforme os nossos critérios humanos, baseados menos na Palavra de Deus e mais na nossa alma (razão, sentimentos e vontade humanas). Por isso, geralmente a nossa escolha não é a melhor, ainda que na maioria das vezes seja a mais racional e agradável.

                O homem distante dos princípios eternos de Deus, tende a escolher o caminho mais fácil, mais curto, o que melhor entende e que lhe traz maior conforto e satisfação. Mas quem anda assim, pelos seus sentidos naturais e sua alma, pode acabar em situações em que o Senhor não estará com ele. Decisões baseadas nos argumentos e fundamentos da velha natureza, além de mostrar que somos imaturos e não andamos por alianças, podem nos tirar do caminho da vitória e da bênção de Deus.

 

A IMATURIDADE E A DECISÃO DE LÓ.

                Apesar de andar com Abraão por tantos anos, na hora da crise, Ló decidiu erradamente, mostrando que era imaturo e que não tinha realmente uma aliança com Abraão. Ló estava sendo abençoado tanto quanto o seu tio Abraão, o que provocou uma crise entre os empregados de ambos, trazendo reflexos ruins no relacionamento deles. Com a crise, chegava o momento do teste da maturidade e da unidade entre eles.

                Abraão, que era a parte maior da aliança, entrega a decisão da solução para Ló, a parte menor. Ló não olha para a aliança com seu tio nem para o propósito de Deus, mas para o que sua alma julgou ser o melhor e, então, decide se separar daquele que Deus estava usando para abençoá-lo.

                Ora, Ló deveria entender que sua bênção estava em andar em aliança com Abraão, que era quem tinha a promessa de Deus; ao trocar uma aliança assim por facilidades materiais e ganho fácil, mostrou a sua imaturidade e se expôs a consequências graves. Sempre que uma aliança está em jogo (como casamento, discipulado etc), é preciso mostrar maturidade, mortificando a alma e buscando em Deus a solução. Ló deveria mostrar aliançamento e maturidade, ajustando-se e submetendo-se a Abraão e entregando para Ele a decisão.

 

CONSEQUÊNCIAS DE DECISÕES IMATURAS E INDEPENDENTES:

                Em geral, a imaturidade e o descompromisso com a unidade de uma aliança levam a pessoa a buscar as chamadas decisões fáceis e imediatistas. São muitos os problemas que podemos enfrentar por tomarmos decisões imaturas, baseadas na independência e na velha natureza (razão ou entendimento, vontade e emoções). Dentre as muitas consequências das decisões imaturas, temos pelo menos três:

 

a) ELAS PODEM NOS LEVAR PARA OS LIMITES DO PERIGO:

                Às vezes o caminho mais fácil nos coloca próximos ao território perigoso do pecado. Ló olhou para as facilidades à sua volta, vislumbrou vantagens imediatistas na escolha e, sem perceber, alojou-se na fronteira de Sodoma e Gomorra – as cidades do pecado (Gn 13. 10-11).

                Toda vez que nos posicionamos na fronteira da região do pecado, nos expomos às influências daquele pecado. Precisamos usar os critérios de Deus para nos protegermos em relação às regiões fronteiriças do pecado. Decisões e escolhas baseadas na carne (razão, emoções e vontade) nos empurram para as fronteiras do pecado, pois “o pendor da carne dá para a morte” (Rm 8. 5-8).

 

b) ELAS PODEM NOS INTRODUZIR NO TERRITÓRIO DO PECADO:

                O caminho mais fácil pode nos fazer entrar no território do pecado. Sem perceber, Ló já estava com suas tendas dentro de Sodoma (Gn 13. 12-13). Ele, como muitos, foi atraído pelas seduções da cidade do pecado (facilidades, oportunidades etc). A intenção de prosperar segundo seus próprios caminhos, não o fez perceber que suas tendas já estavam dentro de Sodoma, isto é: já estava firmando raizes na base errada.

                Ló não se deu conta de que ao tomar uma decisão baseada na velha natureza e no imediatismo, estava estabelecendo um alvo terrível para si e suas gerações: fazer morada em Sodoma – a cidade do pecado e da maldição. Uma vez chegando na fronteira do pecado, se não mudarmos de mentalidade e decisão, certamente entraremos na cidade do pecado e comprometeremos nossa vida e descendência.

 

c) ELAS PODEM ABRIR AS PORTAS DA MALDIÇÃO:

                Não tem jeito: se não sairmos do território do pecado, o que só acontece quando mudamos de mentalidade e decidimos retomar nossa posição em Cristo, o juízo e a maldição alcançam a nós e as nossas gerações (filhos, netos etc). Creio que Ló, como muitos, não queria a maldição, mas porque decidiu viver na cidade do pecado, ao pecado expôs sua casa e a maldição os alcançou (Gn 19.15-17, 36-38). Cuidado! Cuide para que suas decisões não sejam tomadas debaixo da unção de Ló, que geralmente traz dor e maldição para várias gerações.

 

O QUE É PRECISO PARA FAZER AS ESCOLHAS CORRETAS?

                Devemos sempre decidir baseados no Senhor e nos Seus princípios eternos. Isto não é fácil, mas quem faz escolhas acertadas é alguém que busca viver sob a mente de Cristo, que renova a sua mente pela Palavra e pelo Espírito de Deus e que desenvolveu algumas características só encontradas em quem é maduro e aliançado com Ele. Vejamos algumas dessas características:

 

a) SÓ DECIDIR DEPOIS DE OUVIR O ESPÍRITO SANTO E NUNCA A SUA ALMA:

                O que toma a decisão certa nem sempre faz o que lhe é mais agradável, pois sabe que geralmente o Senhor apontará na direção oposta à sua vontade. É claro que Abraão também reconhecia que a escolha de Ló era a humanamente melhor, mas ele deciciu dar ouvidos ao que Deus lhe havia dito e não às preferências de sua alma. Muitas vezes, quando não temos convicção de que conhecemos a vontade de Deus, será necessário buscarmos conselho com nossos líderes.

 

b) SÓ DECIDIR BASEADO NOS PRINCÍPIOS ETERNOS DE DEUS E NUNCA NAS CIRCUNSTÂNCIAS:

                Sua confiança está firmada no Senhor e na Sua soberania. Isto é maturidade. O que faz a escolha certa é maduro, porque sabe que tem um Deus maior que as circunstâncias e que os Seus planos para sua vida não poderão ser frustrados, nem guiados, pelas adversidades e dificuldades da caminhada.

 

c) JAMAIS NEGOCIAR A REVELAÇÃO DA SUA PROMESSA E DA SUA IDENTIDADE EM CRISTO:

                Nossa aliança com o Senhor envolve quem somos em Cristo e qual a nossa porção nEle. Isto fala de termos a revelação da nossa nova identidade e das Suas promessas. Assim, a maturidade espiritual de uma pessoa passa necessariamente pela revelação de quem ela é para Deus e de quem Deus é para ela.

                Quem faz a escolha certa aabe que é nova criatura, que está guardado em Cristo, que é abençoado e que desfrutar das promessas do Senhor é questão de tempo. Toma posse das promessas do Senhor, mesmo em meio às adversidades e crises; abraça a promessa com os braços da fé (Hb 11.1).

                Concluindo, vemos que muitas pessoas, mesmo bem intencionados ou por ignorância, agiram debaixo da unção de Ló, tomando decisões imaturas e imediatistas, alheias à vontade de Deus, trazendo sérias conseqüências para suas vidas e gerações. Não podemos mudar o que já passou, mas podemos mudar de mentalidade, tomar posse da unção que estava sobre Abraão e nos arrepender, renunciar os atos errados, quebrar as maldições profetizar a bênção e entrar num novo tempo.

 

                No amor do Senhor da Unidade e da Maturidade.

 

                                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1- Que tipo de decisões você regularmente toma: sob a unção de Ló ou de Abraão?

2- Quais os fundamentos que você adota ao tomar decisões?

3- Das características de quem faz as escolhas certas citadas acima, em quais delas você precisa crescer?

4- O que você efetivamente fará para errar menos em suas decisões?

 

DESTAQUE DA PASTORAL:

Com a crise, chegava o momento do teste da maturidade e da unidade entre eles. 

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