01/02/2015
 
RESTAURANDO A REVELAÇÃO DO ALTAR DA REDENÇÃO
(João 1.29)

 

 

Nesse ano em que somos desafiados a restaurar o altar para entrarmos numa colheita legítima, precisamos ficar atentos a tudo aquilo que, de alguma forma, foi profanado ou sujo em nossas vidas. Não só em nossa vida pessoal, mas também na vida familiar, profissional, ministerial etc.

 

Se somos salvos em Cristo Jesus, somos chamados para uma vida de santidade e testemunho cristão, o que não é facil, considerando os tempos em que vivemos. Entretanto, um aspecto extremamente relevante que precisa ser avaliado e restaurado, se for preciso, é a revelação da obra redentora que o Senhor Jesus fez em nosso favor. Esse altar precisa ter seu entendimento restaurado na vida da Igreja para que sua integridade, identidade e autoridade lhe sejam devolvidas.

 

A CRUZ DO CALVÁRIO – O ALTAR DA REDENÇÃO

Jesus veio para ser nosso redentor. Seu estilo de vida é o referencial de vida e de relacionamento com Deus inquestionáveis, tornando-se O modelo de carater cristão a ser seguido. Mas a Sua obra mais importante foi a nossa redenção, através da Sua morte, realizada no altar da redenção, na cruz do Calvário.

 

A obra da redenção dos pecadores foi um projeto divino, que selaria a derradeira aliança entre Deus e os homens. O Sangue de Cristo, derramado na cruz do Calvário, é o selo da Nova Aliança, a aliança de vida eterna. Ali, naquela cruz, o último sacrifício em benefício dos pecador foi realizado. O Filho do Deus Vivo, aquele que foi chamado de “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” foi condenado e morto em nosso lugar, “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”! Aleluia! (Jo 3.16).

 

O altar e os sacrifícios do Antigo Testamento são figuras ou sombras de Cristo e da Sua obra de redenção. Era o holocausto a principal das ofertas realizadas sobre o altar, porque ela representava a verdadeira adoração, era diária e o dia todo, e sobre ela é que se realizavam todas as demais. Era uma espécie de sacrifício pleno e perfeito, que representava a entrega total do pecador ao Deus de glória, na qual ele era totalmente consumido pelo fogo do altar. Cristo é esse Cordeiro Perfeito, sem mácula, mancha ou defeito, que foi plenamente consumido no altar (cruz), derramando seu sangue e sua vida sobre a terra, em nosso lugar e para nosso benefício.

 

COMPREENDENDO A OBRA DA REDENÇÃO NA CRUZ DO CALVÁRIO.

Jesus veio para a salvar os pecadores do juízo eterno e para que o Reino de Deus fosse definitivamente implantado na Terra, no coração de todos os que crêm em Cristo e na Sua obra. Na cruz do Calvário nosso Deus maravilhoso realizou o Seu projeto final para trazer o homem de volta para Ele e instituir a Sua Igreja para manifestar a autoridade, o poder e a glória do Seu Reino na Terra. Aleluia!

 

Compreender o que aconteceu ali é fundamental para que nos tornemos restauradores de altar e conquistadores no sobrenatural do Senhor. Há muita derrota na vida de muitos cristãos pela falta de compreensão quanto à obra da redenção realizada por Cristo na cruz do Calvário. Pelo menos 5 pilares da salvação aconteceram em nosso favor, ao mesmo tempo, na obra sacrificial de Cristo – a redenção do pecador pela raça de Deus: redenção, santificação, justificação, regeneração e adoção.

 

1) REDENÇÃO:

Redimir é libertar alguém de algo que o escravisa. O redentor é um libertador.

 

Como o homem nasce em pecado, sua vida está em pecado e, por isso, afastada da graça de Deus. As consequências do governo do pecado na vida do homem são: morte eterna, sujeição ao diabo, afinidade com o mundo, governo da carne. Enquanto a velha natureza existir o jugo do pecado permanece e o estado do homem é espiritualmente deplorável. Só a libertação do pecado reposiciona o homem em Deus e o liberta de tudo o que o escraviza.

 

Não há como livrar-se do poder do pecado enquanto a natureza pecaminosa existir. Para que o poder do pecado se extinga é necessário se extinguir a sua base de operações, ou seja: é necessário que a velha natureza morra! Com a morte do escravo encerra-se a sua escravidão.

 

Mas Deus quer o homem com Ele, não com a natureza do pecado, mas com uma nova natureza, a de filho de Deus e não mais descendência do primeiro Adão. Se o homem não nascer de novo, pela semente de Cristo e não mais pela do primeiro Adão, jamais viverá livre do poder do pecado. Por isso, só a morte da velha natureza liberta o homem do jugo do pecado e só nascendo na nova natureza em Cristo poderá viver sem o governo do pecado.

 

Cristo veio como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, isto é: tira o poder do pecado na vida dos que O recebem como Senhor e Salvador. Cristo é o Redentor por excelência porque Ele Se fez pecador em nosso lugar, recebeu em Si mesmo todo o jugo da escravidão que o pecado nos impôs e, pelo sacrifício na cruz, Ele morreu em nosso lugar, extinguindo toda e qualquer possibilidade de continuarmos sob o jugo da escravidão do pecado, ao mesmo tempo em que nos fez nascer de novo de Sua semente incorruptivel, como novas criaturas, como filhos e filhas do Deus Vivo.

 

2) SANTIFICAÇÃO:

É a separação do pecado para Deus, pela união com Cristo. O pecado separou o homem de Deus, mas pelo sangue de Cristo derramado no sacrifício da cruz fomos santificados por Deus e, pela Sua Palavra e pelo Seu Espírito continuamos a nos santificar.

 

Pelo sacrifício do Cordeiro de Deus na cruz do Calvário Deus cobriu o pecado do homem e, assim, o trouxe de volta para Si. Só somos separados do pecado para Deus por causa do sangue de Cristo derramado na cruz em nosso favor!

 

3) JUSTIFICAÇÃO:

A justificação é um conceito forense em que se imputa a alguém injusto uma justiça que não é sua. É um termo jurídico e significa declarar como justo e tratar como tal aquele que antes foi considerado injusto. É o resultado da graça de Deus na direção do pecador, que lhe imputa a justiça de Cristo.

 

A justificação do pecador anda de mãos dadas com a justiça de Cristo, ou seja, com a obra realizada na cruz do Calvário, onde Ele, como nosso Substituto Perfeito, tomou o nosso lugar na condenação que nos era devida. Não há mérito humano algum na justificação do pecador, pois recebemos pela fé a justiça de Cristo. No quesito justificação nada há que possamos fazer para sermos justificados, a não ser crer na justiça de Deus realizada por Cristo Jesus. Portanto, somos justificados porque a justiça de Cristo nos é imputada!

 

4) REGENERAÇÃO:

Regenerar é gerar de novo, é fazer nascer de novo. Por meio da obra da cruz a nossa velha natureza foi julgada e condenada à morte e a vida de Cristo foi plantada em nós.

 

Crendo em Cristo como Senhor e Salvador, e recebendo como verdadeira a Sua obra na cruz do Calvário, podemos afirmar que as coisas velhas já passaram e que tudo se fez novo. Ao olhar para o sacrifício da cruz do Calvário podemos dizer que o Senhor tomou para Ele a nossa velha natureza, morrendo em nosso lugar, e que, com Ele, morremos para o mundo e nascemos para o Reino de Deus, morremos para o pecado e nascemos para a justiça de Deus, morremos para a carne e nascemos para o Espírito, morremos para as coisas velhas e nascemos para as novidades de Deus.

 

5) ADOÇÃO:

Adoção é um ato jurídico no qual alguém é integral e permanentemente assumido como filho por alguém ou por um casal que não são seus pais biológicos. No sacrifício de Cristo na cruz do Calvário fomos mortos para a velha natureza, nascemos para a nova natureza e fomos adotados por Deus como filhos e filhas, como irmãos e co-herdeiros com Cristo.

 

Por esse ato jurídico, Deus nos assumiu como filhos, tornou-Se nosso Pai e, com isto, nos garante todos os direitos que os filhos têm em relação aos seus pais, que vão desde o uso do Seu nome até as benesses de herdar Seus tesouros infindáveis. Pelo sacrifício de Cristo na cruz do Calvário recebemos a nossa redenção, o que inclui uma nova paternidade, a paternidade do próprio Deus!

 

A CEIA DO SENHOR – MEMORIAL DA OBRA DA REDENÇÃO!

A morte expiatória de Cristo na cruz do Calvário caracteriza o cristianismo. Na cruz está a chave do cristianismo. Lá está a perfeita provisão para o problema do pecado: o resgate do poder e da culpa do pecado, porque lá foi consumada a obra redentora, libertadora, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

 

A Ceia do Senhor, que é um mandamento de Jesus para a Sua Igreja, é o memorial da representação do Seu sacrifício na cruz do Calvário, porque ela é a representação da morte do Cordeiro de Deus, bem como da aplicação de sua carne e sangue. Participar da Ceia do Senhor não deve ser um ritual religioso, vazio de revelação e do conteúdo espirituais corretos.

 

Ao comer do pão (símbolo da carne de Jesus) e beber do cálice (símbolo do sangue de Jesus), declaramos que estamos em aliança com Ele, que somos um com Ele, que nos ligamos a Ele na Sua morte, mas que estamos com a nossa vida inseparavelmente ligada à dEle, que Ele participa da nossa vida e que nós participamos da vida dEle, que Ele é o nosso sustento (Jo 6.48-58).

 

Participar da Ceia é realizar o memorial da libertação, porque fala da morte do Cordeiro de Deus pelos nossos pecados, mas também aponta para o porvir, porque a Igreja deverá realizá-la até que o Senhor Jesus volte para leva-la para o grande banquete celestial das núpcias (1 Co 11.23-32). Por isso, ao celebrarmos a Ceia do Senhor, convertamo-nos aos fundamentos espiritualmente corretos e esperemos receber exatamente tudo aquilo que nos é dado por direito de herança e aliança: perdão, livramento do poder do pecado, libertação da morte, vida eterna e uma vida vitoriosa (cheia de paz, saúde, abundância e prosperidade).

 

No amor do Senhor do Altar.

 

Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

  • Você vive plenamente o resultado da obra sacrificial realizada por Cristo no altar da cruz do Calvário?

  • O que você efetivamente fará para ter restaurada em você a revelação do sacrifício de Cristo em seu favor e para viver a plenitude da vida vitoriosa adquirida por meio dEle?

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