A ROTA DO AMADURECIMENTO NOS LEVA AO LUGAR DA ADORAÇÃO.

 (Gn 22.1-19)

 

                Adorar é derramar-se na presença do Senhor; é ser consumido pelo fogo santo e chegar às narinas do Pai como aroma agradável; é negar-se a si mesmo, entregando-se integralmente aos braços do Pai, em plena dependência dEle, renunciando a tudo o que não é Cristo em nossa vida. Adoração é morte, é holocausto (Lv 1e 6.8-13), é sacrificar no altar do Senhor tudo o que somos e tudo o que temos. O altar da adoração é o lugar dos maduros, é o local da nossa renúncia total (da entrega total), mas é também onde encontramos a provisão plena de Deus.

                Em Gn 12.1-3 vemos a chamada de Abrão. Ele deveria sair do seu contexto e ir à Canaã, para um lugar que Deus lhe mostraria. O Senhor estabelece uma aliança com ele, com a sua descendência e, através dele, com todas as famílias da Terra, abençoando-o e requerendo que ele fosse uma bênção. Neste processo, o Senhor o leva a exercitar sua fé, levando-o a várias experiências marcantes, com vistas a amadurecê-lo espiritualmente e moldar-lhe o caráter de adorador e, assim, levá-lo a experimentar a provisão durante a adoração. Por quê? Porque o foco de Deus, na aliança conosco, é gerar adoradores verdadeiros, servos maduros que vão para o altar sacrificar ao Senhor tudo o que são e tudo o que têm, até as bênçãos e os milagres recebidos, para, assim, conhecerem o Deus provedor, que provê inclusive tudo o que for necessário para a verdadeira adoração. 

                Olhando para a sua vida e suas experiências, vemos como o Senhor o preparou e amadureceu para chegar ao monte Moriá, o lugar da adoração requerida por Deus. Assim como ele foi treinado no caminho da adoração, nós também precisamos sê-lo, uma vez que nossa fé não deve só nos colocar nas promessas, mas principalmente no local da adoração, onde receberemos toda a provisão do Pai.

 

O CAMINHO DO AMADURECIMENTO E DA ADORAÇÃO.

                Adoração a Deus é um selo inquestionável de amadurecimento espiritual. Quem é maduro adora, quem adora é maduro! Entretanto, a palavra-chave para amadurecer e adorar é renunciar. Quem não está disposto a renunciar, também não se credibiliza para amadurecer e adorar. Amadurecer e adorar dependem do nosso nível de libertação, que por sua vez reflete nossa capacidade de renunciar a tudo aquilo que nos aprisiona. A nossa capacidade de renunciar é importante porque ela define duas coisas: nosso nível de libertação e o tamanho do caminho a ser percorrido para nos tornarmos maduros e adoradores.  

                Há muitas coisas em nós que nos impedem de amadurecermos e de entrarmos em adoração; de certa forma nos aprisionam porque ocupam o espaço do Senhor em nossos corações e, por isso, precisam ser renunciadas em favor dEle. Há coisas que são mais fáceis de renunciar que outras. Para uns, o caminho para o amadurecimento e a adoração é curto, para outros, uma longa caminhada. No caso de Abraão foram 80 km caminhando, se libertando, amadurecendo, até chegar ao lugar da adoração. Foi um longo caminho libertador até que estivesse pronto para renunciar, para tirar Isaque do trono. Por certo o filho da promessa estava ocupando mais espaço no coração de Abraão do que o Deus da promessa, mas a cada passo em direção a Moriá, ao local da adoração, da manifestação da sua maturidade, um pedaço de seu ídolo era renunciado, até que finalmente edificou o altar da adoração.

 

ALGUMAS RENÚNCIAS GERAM CRISES, MAS LEVAM À MATURIDADE E FORMAM ADORADORES!

                Renúncias são os exercícios mais difíceis para a nossa fé. Porém, tais renúncias, apesar de gerarem crises e dores, nos libertam, levam à maturidade e formam em nós o carater do verdadeiro adorador. Renunciar, em alguns momentos, não é fácil, mas é libertador, e libertação é o que precisamos para amadurecer e adorar ao Senhor. Abraão passou por algumas crises e dores até estar totalmente liberado para adorar no altar diante do Pai. Eis algumas crises amadurecedoras de Abraão:

 

1- Deixar a terra, a parentela e a casa paterna (Gn 12.1):

                Aprender a renunciar à velha identidade (seu velho contexto e seu passado), liberando-se para buscar uma nova identidade no Senhor. Aprender a renunciar à dependência da segurança humana e do ninho humano de conforto emocional, buscando dependência, provisão, suficiência e herança no Senhor, porque nele e em Sarai, por ela ser estéril, jamais se realizaria. Quem não renuncia ao passado, à velha identidade, não amadurece nem se torna verdadeiro adorador.

 

2- Deixar Ló (Gn 13.1, 5-9):

                Deixar Ló representa renunciar a tradição que consolida a insegurança quanto ao cumprimento das promessas de Deus. Para Abraão foi um teste de fé, obediência e esperança quanto ao milagre de Deus. Provavelmente por causa da esterilidade de Sarai, Abrão via em Ló, seu sobrinho, o herdeiro, o início da grande nação prometida por Deus e, apoiado na tradição, o levou consigo. Mas como este não era o plano de Deus para Abraão, o Senhor permitiu incidentes entre ambos para que se separassem. Assumir Ló como filho, mais do que obedecer à tradição da época, significava contrariar a ordem divina, assumir a esterilidade do útero da promessa e impedir que o milagre os alcançasse. Para amadurecermos e chegarmos ao local da adoração, precisamos deixar para trás toda tradição que nos tire da rota da fé, obediência e esperança.

 

3- Deixar Ismael (Gn 21.8-14):

                Ismael representa as soluções humanas que competem com os projetos de Deus. Ismael era o filho da incredulidade de Abrão e Sarai. Ele representava a tentativa humana, natural, de suprir a solução divina, sobrenatural. O útero da promessa estava na aliança, em Sarai e não na escrava, em Hagar! Nenhuma promessa se cumpre fora do útero da promessa (o lugar da fé, obediência e esperança). Deixar Ismael é renunciar aos projetos humanos, carnais e destituídos de fé, para agir alinhando-se com os projetos e soluções divinas, respaldadas pelas promessas da aliança, que viriam através de Sara e não de Hagar.

                Ao ouvir Sarai e unir-se com a escrava Hagar, Abrão cedia às soluções carnais, baseadas na incredulidade e insegurança quanto à fidelidade divina, e cumpria um ritual e formalismo humanos, com a intenção de dar uma “mãozinha” para Deus. Ismael representava o caminho paralelo para alcançar a promessa do Deus da promessa e do milagre, que é também o Deus das rotas sobrenaturais. Ninguém amadurece, nem adora, fazendo coisas para Deus e/ou no lugar de Deus, mas dando lugar para Deus operar Suas maravilhas em nós e por nós!

 

4- Sacrificar Isaque:

                Isaque era o filho da promessa, por isso tinha um significado muito especial para Abraão. Como Abraão poderia abrir mão da sua promessa, do seu milagre? E, pior, como aquele pai poderia sacrificar seu próprio filho? Certamente aquilo seria demais para Abraão. Talvez Deus estivesse testando o coração de Abraão quanto à idolatria em relação a Isaque. Depois de Deus mudar o nome de Abrão - pai exaltado, para Abraão - pai de uma multidão (Gn 17.1-8) e de Sarai - princesa, mandatária, para Sara – minha princesa (Gn 17.15-16), suas identidades são mudadas e Sara concebe e dá à luz Isaque que, pelo seu papel, passa a ocupar no coração de Abraão um lugar muito maior do que lhe era devido e o Senhor resolve ministrar à vida de Abraão. Por certo Isaque competia com Deus em algumas questões no coração de Abraão.

                Mas como ninguém amadurece e nem adora verdadeiramente com o coração dividido entre Deus e os ídolos, o Senhor levou Abraão ao confronto mais terrível de sua vida: ao mesmo tempo, abrir mão do filho e do milagre. A bênção recebida, o milagre, pode ser o nosso maior impedimento para amadurecermos e adorarmos; aquilo que tanto pedimos e que tanto esperamos de Deus, quando recebemos, pode tornar-se nosso maior obstáculo para crescermos e adorarmos a Deus. Nunca a bênção pode ser maior que o abençoador; jamais o milagre poderá substituir a nossa adoração ao Senhor dos milagres. Cuidado para que casamento, filhos, saúde, emprego, negócios, prosperidade JAMAIS lhe impeçam de amadurecer e de adorar ao Senhor dos senhores.

 

PERFIL DO ADORADOR

                Entrar na rota da adoração é sinal de maturidade. Abraão mostrou algumas características que são fundamentais na vida de um crente no caminho da maturidade e da adoração: fé, decisão, submissão, obediência, renúncia, perseverança, lealdade e revelação de aliança com Deus (ele era um companheiro de aliança com Deus). Com estas características amadurecemos e facilmente chegamos ao altar da adoração, onde recebemos a provisão divina para todas as nossas necessidades.

 

A ADORAÇÃO NOS TRAZ A PROVISÃO DIVINA. 

                É justamente no momento da adoração que a provisão de Deus se manifesta: o Cordeiro de Deus vem até nós para a nossa provisão. O Cordeiro providenciado por Deus é um tipo de Cristo – a nossa salvação. A salvação é a provisão divina para o que crê e traz libertação, cura, preservação, segurança, perfeição. No altar da adoração todo o que crê é liberto e curado no corpo e na alma; recebe segurança para sua vida e, quando “desce do monte” da adoração, foi selado na maturidade e está suprido e preparado para conquistar suas promessas em quaisquer níveis. Você, que é um discípulo do Senhor, chamado para andar em unidade, amadurecer e realizar grandes conquistas, não pode se esquivar do caminho da adoração.

 

No amor do Senhor da Unidade e da Maturidade.

 

                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos.

 

PERGUNTAS PARA A REUNIÃO CELULAR:

1-Olhando para a definição de adoração, você poderia ser considerado um adorador? Explique-se.

2-Que tipo de provisão você tem recebido de Deus através da sua adoração?

3-Que “coisas” precisam ser renunciadas em sua vida para que você amadureça e esteja no altar da adoração a Deus?

4-O que você efetivamente fará, a partir de agora, para crescer na presença de Deus e adorá-lO de verdade?

 

DESTAQUE DA PASTORAL:

Aquilo que tanto pedimos e que tanto esperamos de Deus, quando recebemos, pode tornar-se nosso maior obstáculo para crescermos e adorarmos a Deus.

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